Como será o jornalismo no Brasil em 2018?

 


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Precisamos entrevistar mulheres

Dependendo do assunto, sempre que formos procurar fontes para conversar, a maioria dos contatos que encontraremos será de homens. Não há nada de errado em entrevistar homens. Mas, no meio científico, existe uma desproporção grande entre a divulgação de trabalhos feitos por homens e aqueles feitos por mulheres. Para equilibrar as coisas nessa área, foi criado o site Mulheres Também Sabem.

Mas, quem?

“Você sabe que uma mulher tem que estar estudando esse tópico…, mas quem?”, pergunta o site. A proposta é resolver esse problema oferecendo uma lista de pesquisadoras com trabalhos interessantes em diferentes áreas.
 
Por enquanto, o site mostra fontes em campos de Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Humanidades. A iniciativa é baseada em uma ação semelhante de mulheres americanas que criaram o Women Also Know Stuff.

É cientista? Cadastre-se

E para as mulheres cientistas fantásticas que estão lendo isso, um pedido: cadastre-se no site! Além de fornecer suas credenciais para jornalistas interessados, a página ainda oferece orientações sobre como lidar com as demandas da mídia.

 


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Uma alternativa ao telejornalismo tradicional

Já faz algum tempo que cansei do formato tradicional de jornalismo televisivo. Por isso, fico de olho em propostas diferentes e criativas que surgem. Uma das descobertas interessantes que fiz recentemente foi o Beme News
 
O canal é um empreendimento conjunto de Casey Neistat, um dos maiores youtubers do mundo, com a CNN. Já acompanho Neistat há anos. Os vlogs do cara são trabalhos fantásticos de edição. Fiquei curiosa quando ele lançou o app Beme, baixei, testei, mas não era para mim. Não fiquei muito surpresa de saber que a ferramenta estava com dificuldades de decolar. Mas aí, veio a CNN. 

CNN + Youtube

O canal de notícias comprou o app de Neistat e… Pronto só isso. Ninguém soube mais nada. Mas fiquei já com o radar ligado. Muitos meses depois eles anunciaram que fariam um trabalho juntos e Casey começou a fazer vídeos que eram meio vlogs, meio coberturas jornalísticas. Eram bons, mas, para mim, faltava alguma coisa. Acho que minha maior implicância era com o fato de Casey ser a maior “estrela” dos vídeos (uma característica de vlogs) quando eu queria que o fato que ele estava acompanhando fosse o foco das atenções (uma característica do jornalismo). 
 
Já tinha deixado pra lá quando meu irmão Tito me avisou que um novo canal estava no ar. Era o Beme News, finalmente um resultado mais jornalístico da junção CNN + Neistat. Os conteúdos desse espaço são bem interessantes! 
 
A proposta continua sendo uma mistura de vlog com reportagem. Os vídeos mostram tanto a notícia em si, como a perspectiva do repórter. É um jornalismo desconstruído que eu acho legal de assistir, menos engessado. 

Não dá para desligar a TV ainda  

O formato tem problemas, claro. Sempre me pergunto se uma novidade pode substituir o jornalismo tradicional e, nesse caso, a resposta é não. Nas coberturas do Beme News, as histórias ficam pequenas. Por exemplo, quando foram mostrar a devastação causada pelo furacão Harvey, a matéria contou o caso de uma família que a repórter achou via Twitter. Foi super bem feito e eu gostei de assistir (ao contrário de coberturas tradicionais que me dão agonia). Mas o Beme News não mostrou todo o assunto, a grande história. Eles mostram um caso dentro de um acontecimento maior. Então, ainda não dá para desligar a TV e só assistir notícias via propostas inovadoras da internet. Seria ainda algo auxiliar. Você teria que ver a notícia do furacão “tradicionalmente” no Jornal Nacional e, depois, ver no Beme News a história particular de alguém afetado por ele.  

(Eu posso estar completamente errada. Se você souber de uma iniciativa que substitua o telejornal perfeitamente com uma proposta interessante, me avisa por favor!!!) 

Participação de quem assiste  

Uma proposta boa, mas problemática é a participação do público. É importante, tem que existir, mas nossa como é difícil. Sempre penso nas bobagens que os engraçadinhos tentam emplacar naquelas perguntas que aparecem na tela durante os jogos de futebol. Ou aquelas cartas de opinião totalmente sem noção que os jornais têm que publicar. Sem falar no inferno na Terra chamado comentários do G1. Para mim, o pior problema é: como obter perguntas interessantes do público?  

A Beme News tem um app para que os usuários mandem perguntas em formato de vídeo. Em um dos vídeos do canal, a proposta foi chamar um especialista em relações internacionais para responder perguntas sobre a Coreia do Norte mandadas pelo app. De cara, fiquei com o pé atrás. Mas o resultado, vejam só, foi interessante! Perguntas bobas aconteceram, mas as respostas foram boas. Por exemplo: qual é a melhor comida da país? Ou, a minha favorita, por que Kim Jong-Un usa aquele corte de cabelo horroroso? (Aparentemente, é para se parecer com o avô dele). 

Tenho perguntas

Vou continuar acompanhando o canal e recomendo! 
Mas, olha, bem que eu queria entrevistar algum dos responsáveis porque ainda tenho perguntas: 
Como a CNN participa? 
Quem edita, escolhe as pautas, seleciona as perguntas? 
Fico achando que a CNN faz a parte inicial de pautar e produzir, e a turma de Neistat faz a mão na massa e a edição.  
Por enquanto, essa está parecendo ser uma boa receita para fazer um jornalismo diferente que eu acho que precisamos tanto. 

 


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Porque discutir na internet

Você discute na internet? Então, por favor, me fala: vale a pena? 
 
Sempre que quero rebater algum argumento na internet, fico com a mesma dúvida. Será que devo sequer “dar ibope” para certas bobagens ou é melhor ignorar?  
 
Algum tempo atrás, escrevi sobre como brigar na internet corretamente. Desde então, tenho observado que poucas conversas seguem as regras de etiqueta intelectual que eu citei lá. Alguns meses depois, escrevi sobre porque é difícil mudar a cabeça de alguém que pensa diferente, mesmo que esse pensamento esteja baseado em fatos errados, ou nenhum.  
 
Então, se poucos discutem com educação e argumentos, e se a conversa não vai fazer ninguém mudar de ideia, por que discutir na internet? 
 
Seria fácil dizer que simplesmente não vale a pena. Mas, por outro lado, a graça não é exatamente essa? A mágica da internet não é poder trocar ideia com todo tipo de gente, de qualquer parte do mundo? 
 
Eu acho que sim. Por isso gostei dos argumentos de Julia Galef para continuarmos “brigando”. Ela é produtora e apresentadora do Rationally Speaking, um podcast que eu adoro, e, recentemente postou a lista abaixo em seu blog. 
 
 
Razões porque pode valer a pena discutir com pessoas na internet, mesmo que você não tenha esperança de mudar a mente delas:  

  1. Para mudar a mente de espectadores menos comprometidos [com o argumento que você está combatendo].
  2. Para dar alívio e conforto aos espectadores que compartilham sua visão e desejam que alguém a defenda.
  3. Para dar um exemplo de "compartilhar uma opinião, mesmo que seja controversa", que é uma norma valiosa para se reforçar, mesmo se você não mudar a mente de ninguém sobre esse assunto em particular. 
  4. Para definir um exemplo de "argumentação educada e razoável", que é, novamente, uma norma valiosa por si só. 

 
Concordam? 
 
 (Austin Kleon discorda

Imagem: YouTube Think Big
 
 
 
 

 


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Tudo o que já conversamos na news

Dia desses, mexendo no Mailchimp, encontrei algo que eu tinha que compartilhar com vocês. 
Lá está disponível uma lista com todas as news que vocês já receberam de mim nos últimos meses. Foram 14 e-mails e muita alegria envolvida. Já falei que adoro fazer a news? Já, né? Eu falo isso o tempo todo. 

Um detalhe que me deixou com um sorrisinho no canto da boca foi a variedade de temas sobre os quais a gente conversou nesse tempo. Tenho orgulho da news ser essa salada de assuntos legais que no final acabam combinando.  

Eu acho que fake news tem tudo a ver controle de comentários que tem tudo a ver com esse jornal maluco que resolveu encarnar as notícias num teatro. 

O fato de estarmos inundados de dados faz com que a gente consuma notícias de forma errada. Talvez isso tenha tudo a ver com a nossa tendência de brigar na internet

O Conto da Aia combina com feminismo, que combina com ativismo pacifista.  

E Yuval Harari, que eu cito sempre, tem muito a ver com tudo isso. O best-seller dele se chama "Uma breve história da humanidade" , ora essa. 

Estamos aqui conversando sobre comunicação, arte, música, criatividade e tudo que surgir no caminho. Temos até uma news só sobre como conversar com estranhos pode ser legal! 
 
Enfim. Eu estou me divertindo, e vocês?
Mandem sugestões de pauta e comentários. 

É só clicar e assinar!

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Tomara que sua ideia seja rejeitada

Vou dizer logo que eu divido a chatice do título com Seth Godin pois, foi inspirada em um texto dele que eu escrevi isso aí. Mas, como eu e ele somos legais, é importante explicar que eu digo isso para o seu bem. Então vamos lá conversar sobre como rejeição pode ser bom.

No seu blog, Godin, o famoso autor de vários livros de negócios, disse o seguinte:

“Se você procura mudar ou faz algo importante, seu trabalho será rejeitado ao longo do caminho. Isso não está em discussão”.

Ele queria argumentar sobre como agir diante de um “não” na carreira. Mas acho que a própria contextualização da rejeição é interessante. O que ele diz é que se a sua ideia for inovadora, provocadora, diferente, relevante, em outras palavras, importante, ela será rejeitada. Pelo menos, inicialmente. Ponto final, ele não vai nem discutir isso. É fato.

A minha interpretação é que, por mais que a aceitação fácil seja ótima, ela pode ser arriscada, pois talvez você esteja apenas repetindo o que foi feito antes. E, por outro lado, o contrário também deve ser verdadeiro. Que as ideias mais rejeitadas, mais difíceis de emplacar, sejam talvez as mais interessantes.

A carinha simpática de Seth Godin. (Slate)

A carinha simpática de Seth Godin. (Slate)

Estou lendo a biografia do neurologista Oliver Sacks e ele parece ter topado com esse problema durante a carreira. Estudando ou participando ativamente das últimas pesquisas na área, Sacks teve seus primeiros livros recusados por várias editoras e publicações especializadas. Fico com a impressão que os outros profissionais da especialidade dele ficavam receosos da ousadia (e brilhantismo) de Sacks. 

“Passei um mês e meio na casa dos meus pais, onde escrevi os nove primeiros relatos de caso de Tempos de Despertar. Quando apresentei aos meus editores na Faber & Faber, disseram que não estava interessados. Também escrevi um manuscrito de 40 mil palavras sobre tiques e comportamentos pós-encefalíticos [...] e planejei um tratado. Também foi rejeitado pela Faber”

Depois de vários “nãos”, Tempo de Despertar foi publicado, virou documentário e, posteriormente, um filme, com Robin Williams fazendo o papel de Sacks. Somente.

A melhor foto de Oliver Sacks e Robin Williams juntos! (Tampa Bay Times)

A melhor foto de Oliver Sacks e Robin Williams juntos! (Tampa Bay Times)

Então, dois pedidos. Um, vamos tentar colocar nossas ideias “estranhas” no mundo. Com sorte, elas serão rejeitadas. Assim, poderemos seguir as orientações de Godin e produzir algo relevante. Dois, vamos dar chance para as esquisitices dos outros. Quando você vir alguém divulgando algo meio sem jeito, tenha paciência, talvez dessa parada ruim saia algo revolucionário. 

Imagem do cabeçalho: AgencySpark

 


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O livro de tudo

De onde vem a inspiração de vocês? E como vocês organizam as ideias?
Recentemente, aprendi sobre uma técnica chamada “commonplace book”, que é, basicamente, a criação de um “livro de tudo”. Para mim, tem sido um ótimo substituto para o meu método anterior: notas soltas no Google Keep. 

O que são commonplace books?

Os commonplace books, ou livros de tudo, são cadernos no qual anotamos sabedorias. Podem ser trechos de livros, frases interessantes, ideias, perguntas. Li sobre escritores que usam seus commonplace books para registrar partes de livros que eles acham interessante, destacando boas construções, comparações bem boladas, provocações inteligentes e assim por diante. É um exercício de acumular boas sacadas de outros profissionais para alimentar a nossa própria criatividade. 

 

Por que os commonplace books são legais?

Eu descobri os commonplace books em 2017, mas o filósofo John Locke já havia escrito um livro sobre eles em 1706. Naquela época, escrever em um papel era a única forma de registrar uma ideia. Hoje temos o Pinterest para organizar inspirações visuais, e temos meu amado Keep, os post-it virtuais sempre disponíveis no celular. 

Mas acredito que transferir esse processo para um caderno de verdade é interessante. É mais fácil memorizar algo que você escreve com a mão do que algo salvo online com um click. A atividade de “diagramar” as notas com setas ou grifos, por exemplo, ajuda a organizar a ideia no papel e no cérebro. E o fato de diferentes pensamentos estarem distribuídos pelas páginas parece um convite para combiná-los.

O que tenho no meu livro de tudo?

Meu commonplace book ainda está magrinho, comecei há pouco tempo, mas tenho: muitas frases de livros. Perguntas sem respostas. Ideias fantásticas que eu tenho aprendido ultimamente.

A primeira página tem minhas motivações de vida, que saíram de um exercício de meditação do Headspace.

Minha filosofia de vida. Acho meio particular para mostrar. Licença.

Minha filosofia de vida. Acho meio particular para mostrar. Licença.

A última, por enquanto, tem perguntas sobre “dataísmo” que eu faria para Yuval Harari, autor de Sapiens e Homo Deus, caso a gente se encontrasse por aí.

E se o "dataísmo" for como a alquimia? Um dia, Harari vai ter que me responder essa!

E se o "dataísmo" for como a alquimia? Um dia, Harari vai ter que me responder essa!

A capa é um adesivo do artista francês Sow Ay.

O que tem inspirado vocês?

 


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O processo por trás da produção de uma newsletter

Todos os meses eu junto as ideias mais legais que garimpei por aí e envio em uma newsletter. Acho que o melhor da internet é a conversa, a troca, as sacadas, aqueles links interessantes que os amigos enviam. Então, quis participar mais desse bate-papo reunindo itens bacanas e os enviando para pessoas bacanas.

Ultimamente, bolar a news tem sido a minha tarefa favorita do mês. Eu adoro escrever e editar as notas. Por isso, fiz um videozinho para mostrar esse processo e convidar todo mundo a assinar.


Mas uma boa conversa flui dos dois lados, não é mesmo? Então, além de assinar, eu quero convidar todos a interagirem também. Falem o que vocês estão lendo, que podcast massa vocês descobriram, que inovação em comunicação vocês acharam incrível, que artista vocês acham que merece atenção.  Eu vou adorar receber tudo. Estou no twitter @suzanavalenca ou no email suzanavalenca@gmail.com.

Preencha os dados abaixo para assinar a news. Obrigada :)

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Como mudar a cabeça de quem pensa diferente

Você está conversando com um grupo de amigos e um deles começa a defender algum argumento político completamente errado. Mas não uma ideia que é ruim porque você acha que ela é ruim. Algo errado mesmo. Então você apresenta os dados científicos, históricos e estatísticos para provar que aquela ideia não está certa. A pessoa não se convence. Você começa a perder a paciência. "Não é uma questão de opinião, é um fato". Mas a pessoa insiste. Apela para o "isso é fake news". O que você faz?

Cientistas explicam porque é tão difícil mudar de ideia mesmo sabendo que ela está errada

Clay Johnson, no livro A Dieta da Informação, fala sobre como quanto menos um argumento político é baseado em fatos, mas difícil é mudar esse argumento usando fatos. Não é louco isso? Pensamos que é o contrário, mas não é. Se eu estou decidindo em que restaurante ir, mas não conheço muito nenhum deles, quanto mais eu souber sobre os estabelecimentos mais minha opinião vai se solidificar sobre o programa do final de semana, certo? Bom... mais ou menos.

Cientistas do Instituto de Cérebro e Criatividade da Southern California University explicaram em entrevista ao podcast You Are Not So Smart que certas crenças se comportam diferente em nosso corpo. Eles escanearam o cérebro de pessoas enquanto elas tinham suas ideias desafiadas. Dessa forma, descobriram que opiniões simples como qual restaurante é melhor mudam com a apresentação de fatos. Já ideias políticas, bem...

O que acontece no meu cérebro quando alguém desafia minha crença?

Os cientistas perceberam que o cérebro ativa uma área totalmente diferente quando vai processar um contra argumento sobre uma ideia política. Que área é essa? O local responsável por entender ameaças à nossa vida! Basicamente, termos nossas ideias fundamentais desafiadas estressa nosso cérebro ao extremo.

Isso é chamado de "backfire effect", o fenômeno de nos agarrarmos ainda mais a nossas ideias quando há fatos contrários a ela. É algo tão sério que os cientistas o compararam com um ataque de urso. O cérebro se protege do contra argumento como se ele fosse uma ameaça física e manda uma mensagem de perigo e defesa para o corpo.

Isso acontece porque nossas crenças políticas não só ideias que temos baseadas em fatos, que podem mudar e ser atualizadas a qualquer momento. Essas crenças, com o tempo, se tornam quem somos. Por tanto, uma ameaça a elas, são uma ameaça à nossa própria existência.

Não é maluco isso?

E então, como fazer alguém pensar diferente?

Segundo os cientistas, essa reação é normal. Nosso cérebro simplesmente funciona assim e não temos como escapar. O que podemos fazer é estar cientes desse fato sempre que tivermos nossas ideias desafiadas e sempre que formos desafiar a ideia de alguém. Será que não estamos ficando nervosos na roda de conversa porque "tem um urso nos atacando"? Será que não estamos colocando "um urso" atrás de alguém quando na verdade queremos só discutir uma ideia?

Uma boa orientação sobre como fazer isso é seguir as regras deste vídeo:

Basicamente, o que o vídeo diz é que todos nossos tendemos a pensar no bem estar de outras pessoas. Crescemos aprendendo sobre como é importante sermos educados e gentis com os outros. Para a School of Life, algumas ideias políticas mais radicais podem ser amenizadas se apelarmos para este impulso humano de sermos bons uns com os outros. Outra orientação dos neurocientistas é acabar com o estigma de estar errado. Para eles, é importante darmos espaços para as pessoas mudarem de ideia. Precisamos!

 

Mais sobre esse assunto: 

A forma como lemos notícia não é saudável
Como brigar na internet (corretamente)

Imagem: Pixabay / Creative Commons /You Are Not So Smart
 

 


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Como lidar com as tarefas chatas do trabalho

Gosto muito do conceito de "flow". Por isso, fiquei feliz em ler na newsletter de Murilo Gun um pouco sobre como ele aplica essa ideia no trabalho dele.

"Flow" é o momento em que alguma atividade ocorre com tanta fluidez que você nem percebe. O pesquisador húngaro Mihaly Csikszentmihalyi, que cunhou o termo, considera o flow um dos segredos da felicidade.

Em seu texto, Gun fala sobre como diferenciar as tarefas que criam "flow" daquelas que são meramente necessárias ao trabalho e como lidar com elas. 

Escrevi mais sobre isso aqui: 

 


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