Vamos fazer comunicação do bem?

Você está enlouquecendo na internet? Eu também.
Não entende como é que pode tanta briga e desentendimento? Eu também.
Por isso quero deixar um convite: vamos fazer uma comunicação do bem?
Tenho estudado bastante sobre como o nosso cérebro lida com a informação, como nossos vieses complicam o diálogo, como as redes sociais potencializam tudo isso. Estou fascinada com o que tenho aprendido e animada para dividir tudo isso por aqui. Vamos nessa?

Comunicação do bem

Por estímulo (obrigação) do curso que estou fazendo sobre empreendedorismo para jornalistas, tive que pensar no propósito do meu trabalho. Além da necessidade humana de pagar contas, o que me faz produzir? Nesse exercício, a resposta super óbvia para mim foi: fazer comunicação do bem. 

Eu ainda não cheguei à uma definição única para esse conceito. Mas é a pergunta que está me movendo, ultimamente. E é esse desafio que eu quero dividir com você. Vamos pensar juntos o que é uma comunicação inteiramente do bem? Uma comunicação que agregue e não divida. Que informe sem encher o consumidor de dados que ele não consegue processar. Que ajude na conversa e não na briga. Que promova o entendimento e não só o “ganhei a briguinha no Facebook”.

Tenho milhões de ideias de conteúdo sobre tudo isso e quero contar com você na discussão.

BlogPostComunicacaoDoBem.png

Comunicação do bem para empresas

A provocação do curso também me fez pensar em como traduzir essa filosofia para ajudar empresas a se comunicarem melhor. Claro que toda marca quer vender. Mas como vender sem ser chata, respeitando as pessoas, e sendo uma força do bem no mundo?

Também tenho várias ideias nessa área também.

Vamos nessa?

Por enquanto, eu queria começar apresentando o conceito. A #ComunicacaoDoBem será o guia do que virá por aí. E você está convidado.

Imagens: Pixabay e Nappy

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Plataforma gamificada promove o diálogo amigável entre divergentes

Você acha que estamos nos comunicando melhor ou pior ultimamente? Metade de mim enlouquece com o tipo de discussão que vemos no Twitter ou no Facebook. E a outra metade está fascinada por estudar formas de melhorar isso. Então, fiquei muito feliz quando descobri a #vamosconversar, uma plataforma para promover diálogos mais amigáveis entre pessoas que pensam diferente.

A iniciativa foi criada pelas jornalistas Ana Addobbati e Janaína Lima durante uma imersão de 48 horas em Human Centred Design, com apoio do Sistema Jornal do Commercio, no Recife, em outubro de 2017. Eu fiquei curiosa para entender melhor a ideia e mandei um email para elas perguntando. Olha só o que elas disseram:

O que é a plataforma #vamosconversar?

A plataforma é um dos dez projetos acelerados no primeiro New Ventures Lab, promovido pelas Chicas Poderosas no Brasil. O laboratório de novos negócios apóia mulheres envolvidas em iniciativas de mídias digitais independentes.

A #vamosconversar surgiu a partir da identificação da polarização político-ideológica existente nas conversas atuais da comunidade digital. “Durante a pesquisa com o público, detectou-se que as conversas estão sendo majoritariamente conduzidas para fóruns privados, por medo da ação dos haters – opositores ideológicos que se protegem através do computador para atacar quem pensa diferente”, explica Ana Addobbati.

 Ilustração de  Inês Barracha  para a  Chicas Poderosas .

Ilustração de Inês Barracha para a Chicas Poderosas.

A dificuldade de sair da bolha

As jornalistas identificaram a indisposição dos internautas de sair de suas “bolhas” para conversar ou absorver informação de fontes que não estejam em seus círculos de amizade e partilhem seus pontos de vista. O grande problema é que as bolhas isolam as pessoas, impedindo o diálogo construtivo e a troca de ideias. “Isso tem gerando um ciclo infindável de ouvir apenas o nosso similar, bloqueando o acesso ao debate qualificado e à pluralidade de ideias”, explica Janaina.

Inteligência artificial ajudando na conversa

A ideia do #vamosconversar é desenvolver uma plataforma de matchmaking, que irá conduzir opositores no campo das ideias para um debate, cuja qualidade dos participantes será medida pela capacidade de argumentação, dados, fontes validadas e a ausência de ofensas. O melhor debatedor será premiado. A solução está pensada para usar gameficação e inteligência artificial. Toda a mediação das conversas será feita por um bot.

E aí?

Eu achei a ideia muito boa!  E você, o que acha? Toparia sair da bolha para conversar com um “opositor” com a ajuda da tecnologia?

Mais sobre o tema:

Como brigar na internet

Como mudar a cabeça de quem pensa diferente

Trocando ideia com quem pensa diferente

Porque discutir na internet

Com informações do #vamosconversar

Imagem do cabeçalho: Nappy

 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Está insatisfeito com a imprensa? Pague por ela.

“Como posso dizer à mídia que não queremos ver notícias que mais parecem um reality show, que queremos substância, que esperamos um jornalismo atento? Como podemos ter algum impacto na mídia?” 

Essa pergunta foi feita para Tommy Vietor, ex-porta-voz do departamento de segurança nacional dos EUA durante a gestão de Barack Obama e, hoje, podcaster e fundador da Crooked Media. Quem se identifica com essa angústia? Eu, me identifico. E você?

Em geral, nós estamos estamos insatisfeitos com a imprensa. Achamos que nossos veículos de notícia são tendenciosos e estamos cansados de ver “matérias” sensacionalistas. Mas como resolver esse problema? Para Vietor, a solução está no seu bolso.

Sem titubear, ele deu a seguinte resposta para a pergunta acima. “É fácil. Pague por conteúdo bom. Não assista a conteúdo ruim”. 

 Vietor, do Pod Save America, acha devemos pagar por bom jornalismo online.   (Descrição da imagem: Ex-porta-voz do governo Obama está sentado em uma poltrona e sorri enquanto apresenta seu podcast)

Vietor, do Pod Save America, acha devemos pagar por bom jornalismo online. 

(Descrição da imagem: Ex-porta-voz do governo Obama está sentado em uma poltrona e sorri enquanto apresenta seu podcast)

Ok. Eu, você e, certamente também, Vietor, sabemos que não é tão simples assim. Mas está claro que precisamos apoiar o jornalismo bem feito. Vamos fazer isso?

Escolha um veículo (ou repórter) que você acha interessante e estreite a relação com ele. Mande sugestão de pauta, faça perguntas, compartilhe conteúdos, elogie. E, principalmente, pague pelo conteúdo. Existem várias plataformas de jornalismo independente que merecem seu dinheiro. 

Esses são alguns dos veículos que apoiei (com dinheiro!) recentemente:

AzMina
Nexo
Marco Zero

Vamos nessa? 

Imagem: Pixabay e Wikipedia

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Como usar o Feedly para substituir o Facebook

Se o Facebook não é lugar para ler notícias e não dá para a gente comprar trocentos jornais de papel todo dia, como faremos para ficar bem informados?  
 

Algumas semanas atrás, sugeri usarmos o Feedly. A ferramenta é um agregador de posts. Você diz quais são os sites que você gosta e o Feedly mostra quais são as últimas atualizações daquelas páginas, tudo num lugar só. 
 
Conversando sobre isso, Márcia Lira (do Menos Um Na Estante) me deu uma ótima ideia. Ela lembrou que o Feedly dá um pouco de trabalho para organizar no começo e perguntou se eu não poderia mostrar como foi que eu fiz o meu.  
 
Então, lá vai: como usar o Feedly para ficar bem informado sem usar redes sociais nem ficar pulando de site em site.  

1 - Comece aos poucos e vá crescendo

Márcia lembrou muito bem, é preciso ter um tempinho livre para alimentar o Feedly com tudo que você quer ver. Então, a minha dica para não desanimar é começar aos poucos. Eu, por exemplo, abri minha conta lá só com os assuntos que, na época, eu estava estudando na pós-graduação: marketing digital e redes sociais. 
 
Nessa área, sigo: FastCompany, Gizmodo, Mashable, TechCrunch, The Next Web, Buffer, B9, Update or Die, Blue Bus, entre outros. 
 
Sigo também os blogs oficiais do: Facebook, Twitter, Instagram e Google.

 (Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly com as matérias da editoria "Digital")

2 - Crie suas próprias editorias e as personalize

Depois de alimentar meu assunto principal de interesse, fui atrás das notícias gerais. 
Criei um feed com notícias de Recife / Pernambuco, outro para notícias do Brasil, e um terceiro para notícias do mundo. Nesses casos, comecei seguindo os maiores veículos e depois fui acrescento outras fontes. 
 
Notícias do Recife: Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, LeiaJá, G1 Pernambuco, etc. 
 
Notícias do Brasil: Nexo, BBC Brasil, Intercept Brasil, Poder360, HuffPost, Veja, BuzzFeed, etc. 
 
Notícias do Mundo: The Guardian, BBC, CNN, Vox, Time, etc. 
 
Na maioria dos casos, é possível personalizar quais editorias seguir em cada veículo, o que eu recomendo muito. O Diario de Pernambuco, por exemplo, permite que eu siga somente notícias do meu time, o Sport, ao invés de todas as atualizações sobre futebol. E a Vox, dá a opção de seguir colunistas ou temas específicos.  

 (Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly. Na imagem aparece as opções de personalização de editorias do site Vox)


3 - Abra espaço para os assuntos que te fazem feliz  

Eu abri um feed só para agregar notícias e blog posts de fãs sobre a banda Sonata Arctica, porque sim, quem manda no meu feed sou eu! Sugiro muito você também criar “editorias” de assuntos que te deixam felizes.  
 
Eu tenho um feed feliz com notícias sobre ciências. Não tem nada a ver com a minha vida, mas eu acho divertido. Tenho outro feed só com blogs que eu acompanho. O que é uma mão na roda para não perder nenhum post. 
 
Ciências:  XKCD, Superinteressante, BrainPickings, IFL Science, Mental Floss, etc
Blogs: Austin Kleon, Vida Organizada, Delirium Nerd, The Valkirias, Livro Errante (o blog da minha mãe!!!), Menos um na Estante (o blog de Márcia!), entre outros. 

 (Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly com uma lista de blogs que eu gosto de acompanhar)


 E aí, pronto (a) para montar o seu próprio feed de notícias? 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Não leia apenas o conteúdo mais popular

No meio do escândalo da “mineração” de dados do Facebook pela Cambridge Analytica, uma resposta comum foi #DeleteFacebook. Eu discordo. Mas acho que temos que mudar radicalmente nosso relacionamento com a rede de Mark Zuckerberg. Acho que precisamos sair da armadilha do conteúdo popular.  

 (Descrição da imagem: Homem jovem usa o computador. Atrás dele, o fundo da imagem mostra os ícones de diferentes redes sociais como Twitter, Facebook e YouTube)

Facebook (e 99% das outras ferramentas de conteúdo digital) prioriza os posts mais clicados. Quanto mais clicado for um post, mais ele será visto e mais ele será clicado, criando um ciclo eterno de popularização do conteúdo popular. 

Para quem quer consumir notícias, esse processo é insano! (Sim, eu já disse isso antes). Não podemos ler apenas as matérias mais lidas. 

Por causa dessa discussão, lembrei de um post meio antigo de Seth Godin que se encaixa perfeitamente nessa conversa. É sobre como os conteúdos mais populares não são, necessariamente, os mais significativos. Veja o que ele diz e me diga o que você acha: 

Se tudo que você consome é a lista das mais lida, se tudo que você ouve são os hits, se tudo o que você come é o item mais popular no menu - você está perdendo

A web nos levou a ler o que todo mundo está lendo, o hit do dia. Mas popular não é o mesmo que importante. Popular não é o mesmo que profundo. Popular nem é o mesmo que útil. 

Para tornar algo popular, o criador deixa de fora as partes difíceis e amplifica os riffs que agradam a multidão. Para fazer algo popular, o criador sabe que está mudando as coisas em troca de atenção. 

As músicas que você mais ama, a trilha sonora da sua vida - quase nenhuma delas foi a número 1 nas paradas da Billboard. E o mesmo vale para os livros que mudaram a maneira como você vê o mundo ou as lições que transformaram sua vida. 

Popularidade não significa "melhor". Significa, meramente, popularidade".   
 

Image: Pixabay
 
 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Não tem tempo para ler notícia? Ouça matérias narradas!

Uns meses atrás eu salvei um artigo para ler e não completei a tarefa por dias e dias. Aquilo estava começando a me incomodar. Era um artigo da revista The Atlantic que afirmava com todas as letras que Trump era racista e porquê. A mídia e os analistas políticos americanos só falavam dessa matéria. E eu lá, perdida na história porque não tinha lido. Mas o texto era longo, páginas e mais páginas, quem tem tempo? 

Aliás, quem nunca salvou um artigo para ler depois e… nunca mais voltou ao link?

 (Descrição da imagem: Mulher seleciona um conteúdo no celular. Ela está usando fones de ouvido ligados ao celular. A mulher está sentada no chão de madeira da sua casa)

As vantagens das matérias narradas

Meu problema com a The Atlantic foi resolvido em segundos quando descobri que a publicação disponibiliza narrações dos textos. O leitor tem acesso à versão escrita ou pode ouvir à matéria. Baixei o app, selecionei o artigo, e ouvi tudo enquanto lavava os pratos. 

Há alguns meses eu também comecei a trabalhar com matérias narradas. Depois de muito tempo procurando uma solução neste formato, encontrei e fechei parceria com a Vooozer. A empresa de Curitiba faz narrações de conteúdo para todo o Brasil, disponibilizando uma plataforma de envio e recebimento de arquivos para os clientes. Uma vez realizadas, recebidas e revisadas, as narrações podem ser postadas em sites e blogs. 

No momento, meu cliente Endovascular Brasil está usando a solução. O site do aplicativo já tem várias matérias narradas. Todos os áudios também podem ser baixados para serem ouvidos offline. Não é uma ótima forma de se atualizar mesmo com pouco tempo disponível?

Imagem: Pixabay / Creative Commons

 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Devemos parar de ler notícias no Facebook

Vocês viram Mark Zuckerberg todo estropiado na capa da Wired?

 Fonte:  Wired   (Descrição da imagem: Foto da capa da revista Wired. A capa é uma imagem feita em computador que mostra Mark Zuckerberg com arranhões por todo o rosto, um corte no canto na boca e um curativo na sobrancelha direita)

Fonte: Wired

(Descrição da imagem: Foto da capa da revista Wired. A capa é uma imagem feita em computador que mostra Mark Zuckerberg com arranhões por todo o rosto, um corte no canto na boca e um curativo na sobrancelha direita)

A revista trouxe, esse mês, uma matéria longa (mais de 50 fontes!) sobre os últimos dois anos dentro do Facebook e as porradas que a rede levou. O principal problema nesse período? A relação da plataforma de Zuckerberg com os veículos de notícia, as fake news e os posts gerados apenas para conturbar a discussão política nos EUA.

Depois de ler tudo (demorei três dias), cheguei a conclusão de que a solução não é sair do Facebook e falar mal da rede. O que precisamos fazer é mudar como nos relacionamos com ela. E o principal passo é o seguinte: devemos parar de ler notícias no Facebook.

Facebook não é veículo de informação

A matéria da Wired explica muito bem um dilema que tem assombrado o Facebook: ser ou não uma empresa de mídia. Mark continua dizendo que a rede é um lugar para encontrar amigos e parentes. O diretor da parte de notícias, disse o mesmo, recentemente.

Entretanto, o Facebook fechou várias parcerias com veículos de notícia, criou o Instant Articles para melhorar a visualização desse tipo de conteúdo, e investiu na criação de uma departamento de jornalistas para mediar os trending topics.

Em resumo: o Facebook não se diz uma empresa de mídia. Mas não para de flertar com esse mercado. 

E nós, usuários, ficamos como nessa bagunça?

O problema do gatekeeper único

Mesmo que estejamos muito cientes da complicada relação entre o Facebook e os veículos de notícias, temos um problema.

É muito preocupante que todos nós tenhamos trocado vários “gatekeepers” por apenas um. 

Antes da internet plenamente interativa, se usava o termo “gatekeeper” (o guardião do portão) para definir os curadores que tinha o “poder” de decidir que conteúdos seriam publicados. Revistas, programas de TV, jornais, eram guardiões. Os editores destes veículos escolhiam o que era notícia o que não era. E a gente só consumia. 

Com a evolução da internet, isso mudou. Em teoria, os guardiões perderam força. Eu agora posso ver notícia em qualquer lugar, de várias partes do mundo, de diferentes formatos, com variadas fontes. E eu posso também fazer a notícia ou o conteúdo. Eu sou consumidora e gatekeeper. Eu decido. 

Na teoria.

Na prática, não foi bem assim. Hoje, temos variedade sim. Mas temos um só portão. O Facebook. Todo conteúdo produzido na internet acaba parando no Facebook. Todo blog, canal do YouTube, livro digital, pesquisa na internet, site de notícia, é divulgado onde? Isso, no Facebook. Todos os rios desembocam nesse mesmo mar.

Isso é insustentável, porque coloca todas as nossas fontes de informação num mesmo funil, sob um mesmo algoritmo, dentro das mesmas regras. Toda notícia que você lê está à mercê das regras do Facebook. Isso não é só ruim, isso é insano!

A culpa é de Zuckerberg?

O Facebook é uma empresa que quer crescer sempre mais. A parceria com veículos de notícias é lucrativa e a rede não vai recuar tão cedo. 

Até acredito nos esforços declarados de Zuckerberg de tentar tornar essa relação mais clara, ética e transparente. Ainda assim, não podemos ter o Facebook como o único gatekeeper de todo conteúdo que consumimos na internet.

A solução, para mim, é variarmos nossa dieta de informação.

Pessoalmente, uso muito o Feedly para criar uma lista de leitura com todos os meus veículos favoritos. Já decidi a turbiná-lo e torná-lo meu “novo Facebook”.

Vamos voltar a visitar os sites de notícia, vamos acessar diretamente nossos blogs favoritos. Vamos ouvir podcasts pelos aplicativos, vamos ligar as notificações do YouTube.

Vamos abrir vários portões!

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Os melhores podcasts do mundo 

Onde você leu “os melhores podcasts do mundo”, leia “os melhores podcasts na minha humilde opinião”. Agora que tiramos a megalomania do caminho, posso dizer que, ano passado me tornei a louca dos podcasts. Assino uns 30 e ouço uns três por dia. Sigo tanto pods mais longos, com entrevistas e análises, e quanto outros mais curtos, com resumo das notícias do dia. Por isso, senti-me apta a sugerir meus favoritos: 

You are not so smart
O programa traz sempre entrevista com um ou mais pesquisadores sobre alguma nova forma de pensar. Em geral, as conversas são sobre sociologia ou psicologia da comunicação e as novidades da ciência nessas áreas. Detalhe “relevante”, a música de abertura é ótima.

Embedded
De toda a minha lista, o Embedded é um dos podcasts mais gostosinhos de acompanhar. A pauta do programa é espinhosa:  os bastidores dos negócios de Donald Trump, sua família e assessores próximos. Mas o formato faz com que a experiência de ouvir as matérias seja bem agradável.  Os repórteres criam uma narrativa bem resolvida. Não parece noticiário, parece que você está escutando alguém contar uma história muito interessante. Dá pra deitar no sofá e curtir.⠀

Podcasts

Pod Save America
Três comunicadores que trabalharam com Barack Obama se juntaram para fazer uma rede de podcasts (Crooked Media) e o principal produto da empresa é o Pod Save America. No programa, os três falam das últimas notícias políticas dos Estados Unidos de uma forma leve e despretensiosa. Até parece que você está numa roda de amigos.

ScienceVS
No ScienceVS, a jornalista Wendy Zuckerman escolhe uma ideia comum e vai atrás de evidências científicas para confirmá-la. Ou não. A última temporada discutiu comida orgânica, controle de armas, hipnose, ponto G, entre outros. O programa mistura ciência com humor tão bem que é impossível não aprender e dar risadas.

Ezra Klein Show
Geralmente, procuramos entrevistas com pessoas que gostamos. Nesse caso, eu gosto é do entrevistador. Ouvindo a esse podcast me peguei, várias vezes, pensando "que ótima pergunta" ou "que forma inteligente de abordar esse assunto". Ezra Klein é o fundador da Vox Media e, no programa, conversa pesquisadores, jornalistas  e estudiosos sobre temas atuais como a vida na Coreia do Norte, os impactos da tecnologia na nossa vida e feminismo.

The Bugle
Eles se denominam "um jornal em áudio para um mundo visual". É isso aí mesmo, sendo que é um jornal falso. O comediante Andy Zaltsman e seus convidados comentam as notícias da semana, inventam outras e destilam trocadilhos ruins. É risada garantida.

Mamilos
O melhor podcast do Brasil
, mas assim, de longe! O programa aborda temas difíceis e amplos sempre com generosidade e inteligência. Elas já falaram de autismo à Venezuela, de Handmaid's Tale ao paradoxo da tolerância.  As conversas são super do bem e procuram entender, explicar e discutir tudo com profundidade, mostrando diferentes lados.

Politiquês
É o podcast do jornal Nexo. Um programinha rápido no qual um conceito ou ideia política é explicada ao som de música brasileira atual e moderninha. As últimas edições falaram sobre o que faz um deputado, o que são medidas provisórias e a viabilidade de Marina Silva como terceira via no Brasil.

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Inteligência é como usamos a informação

Em entrevista ao podcast You Are Not So Smart, o neurocientista Dean Burnett parou um pouco antes de responder uma pergunta. A questão era: como você define inteligência?
Depois da pausa ele respondeu que, na sua opinião, existem dois tipos de inteligência: a fluida e a cristalizada. A diferença entre está na forma como armazenamos, acessamos e usamos a informação.

 

 

 

As duas formas de gerenciar informações

A inteligência cristalizada é como o hard drive de um computador”, explica Burnett. “É lá onde estão todas as informações, todos os dados, que você pode acessar e usar em qualquer momento”. Para o cientista, a inteligência cristalizada é tudo que já aprendemos e podemos lembrar. 

Já a inteligência fluida é como usamos todos esses dados. “É nossa habilidade de utilizar essas informações, de extrapolar, concluir, fazer conexões. É como o processador do computador” diz Burnett.

As duas inteligências em ação

Um exemplo da diferença entre as duas “inteligências” é a forma como usamos um língua estrangeira. Para o cientista, saber falar um idioma é um conhecimento cristalizado. Conseguir usar o entendimento de uma língua para concluir como uma palavra é dita em um terceiro idioma é a inteligência fluida em ação.

 (Descrição da imagem: Capa do livro Idiot Brain. A capa mostra uma imagem de ilusão de ótica onde o desenho do rosto de um homem parece estar tanto de cabeça para cima como de cabeça para baixo)

Uma boa notícia

Sentimos que, com o tempo, vamos perdendo nossa capacidade de aprender ou de lembrar o que já sabemos. Mas o neurocientista diz que não é bem assim. Nossa memória até muda com a idade mas nosso “hard drive” nunca lota. “Ninguém viveu muito o suficiente para encher todo o cérebro”. 

Dean Burnett lançou, recentemente, o livro The Idiot Brain: A Neuroscientist Explains What Your Head is Really Up To (O Cérebro Idiota: Um Neurocientista Explica o que Nossa Cabeça Está Aprontando).

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços