Mais sobre rótulos e preconceito

"Mãe, você notou que os nossos posts estão combinandinho?"

Há algumas semanas, minha mãe publicou uma crônica sobre preconceito contra nordestino no blog dela. No mesmo dia, eu havia publicado esse texto aqui sobre o conceito de identidade e como rótulos dificultam qualquer comunicação. Quando percebi a coincidência mandei a mensagem acima para ela.

Aí ela resolveu cruzar as duas referências e escreveu sobre os perigos do "nós x eles" e como o mundo pede mais inteligência e tolerância.

Não é porque é minha mãe não mas, olha, ficou muito bom. 

 


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Conversar com estranhos na internet pode ser bem legal

Toda vez que preparo minha newsletter, troco ideias no Twitter sobre o que estou escrevendo e peço a opinião dos seguidores sobre meus achados bacanas.

Depois de alguns meses seguindo esse ritual, comecei a receber de volta sugestões de livros, bandas, filmes, etc. Que alegria! 

Conversar com estranhos na internet pode ser bem produtivo! Para comemorar, resolvi dividir por aqui algumas das dicas que meus amigos virtuais enviaram. 

Para ouvir

Você conhece Fred Alecrim como o especialista em tendências de varejo e atendimento. Mas eu converso com ele no Twitter sobre música. Quando ele recomendou a Volbeat torci o nariz. "É uma mistura de pop, folk, metal"! Ouvi e acabei curtindo muito. É uma mistureba, mas é legal.

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Para ler

O publicitário, professor e gente boa Sérgio Mendonça recomendou o livro Identidade Cultural e Pós-Modernidade de Stuart Hall (Por causa deste post). A super leitora Soraia Pestana sugeriu a série Twist Me, "romance dark cheio de ação"! E a escritora Graciela Paciência indicou o livro dela.

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Para escrever

Assim como Sérgio, Andreza Mendes é minha amiga real e não só virtual (se bem que a gente só se encontra na internet ultimamente...). Ela está fazendo e me mostrou o desafio das 500 palavras. Consiste, claro, em produzir um texto com essa quantidade de termos todos os dias, por um mês.

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Agora a conversa não pode morgar, né? Continuem o papo e me digam: o que vocês estão lendo, assistindo, ouvindo? 
 

 


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Abaixo os rótulos

O termo “polarização” está sendo muito discutido. Aqui no Brasil, nos EUA, na Inglaterra. Isso porque, em comum, temos o fato de estarmos vivendo momentos políticos digamos… peculiares.

Quero discutir o assunto mais aprofundadamente. Mas, por enquanto, gostaria de compartilhar com vocês uma explicação fantástica que ouvi sobre o conceito de identidade. Às vezes, sentimos a necessidade de caber em uma caixa, de ter um rótulo. Isso, até certo ponto, é normal. Todo mundo quer pertencer. O problema acontece quando nos entrincheiramos na nossa identidade em oposição aos “outros”. Aí vira aquele cenário de “nós” contra “eles”. Isso é muito nocivo. Não há comunicação que sobreviva.

A diretora do Museu Nacional de Arte Afro Americana, Johnnetta Cole, falou ao podcast do Smithsonian Side Door sobre a ideia de identidade e sobre como ela é muito mais ampla do que percebemos no dia a dia. 

“Quando usamos a palavra identidade, acho que normalmente achamos que estamos comunicando a seguinte ideia: identidade é quem eu sou. Mas devo dizer que, como uma antropóloga, diretora de museu, e como ser humano, eu tenho problemas em aceitar identidade como um termo no singular. Eu acho que esse nosso mundo seria muitíssimo melhor se nós pensássemos e interagíssemos uns com os outros em termos das nossas múltiplas identidades. Pense no que está acontecendo no mundo, toda essa polarização, esse insistência de algumas pessoas não deveriam estar aqui, que outras não são boas o suficiente para estarem lá. Então nós estamos caracterizando as pessoas usando o singular. Ele é um negro. Ela é uma muçulmana. Só que todos nós, embora temos uma identidade primária, aquela que pensamos sobre nós mesmos mais frequentemente ou com mais força, somos uma soma de várias identidades

"Eu acho que esse nosso mundo seria muitíssimo melhor se nós pensássemos e interagíssemos uns com os outros em termos das nossas múltiplas identidades" Johnnetta Cole

"Eu acho que esse nosso mundo seria muitíssimo melhor se nós pensássemos e interagíssemos uns com os outros em termos das nossas múltiplas identidades" Johnnetta Cole

Cole usa a própria vida como exemplo.

“Eu sou uma mulher negra americana. Em termos de classe social, provavelmente devo dizer, classe média alta. Em termos de orientação sexual, sou heterossexual. Em termos de necessidades especiais, vai depender do comportamento do meu joelho para eu dizer que tenho mobilidade total. Em termos de religião, idade, nacionalidade, todas essas identidades se unem. Mas sabe, eu tenho outras identidades. Sou uma mãe, uma avó, uma esposa, uma colega de trabalho. Eu posso ser vitimizada por ser negra, ou por ser uma mulher, ou os dois. Mas eu também posso dizer que todas as minhas identidades incluem ser heterossexual, então eu poderia, por outro lado, vitimizar alguém por conta da orientação sexual delas”.

Para ela, o importante é sabermos que os rótulos não fazem sentido. E basearmos nossas comunicações nessas noções fechadas só prejudica nossa compreensão do mundo e das outras pessoas.

“Quando nos tornamos mais conscientes e entendemos melhor a centralidade da identidade e como identidades retratam quem nós somos, nós podemos fazer uma grande contribuição em prol de lidarmos com um dos maiores problemas em nosso mundo. Eles se chamam: preconceito e discriminação”. 

Fantástico!

 


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Um poeminha otimista

Ouvi dizer que o futuro é horripilante

Com robôs que comem corações pulsantes

As pessoas vão se dobrando e caindo

E a Terra, em dias tristes, vai submergindo

 

E eu ouvi dizer que o futuro já chegou

Por quem fala que conversou

Com Deus, em particular

Sobre juntar gente para guerrear

 

Ouvi dizer que o futuro é barato

De comprar e vender, colhido e plantado

Para queimar e quebrar e construir e levar

E nem se importar com bagunçar ou guardar

 

Mas eu acredito que o futuro é feliz

Que devemos ouvir menos o que se diz

E ajudar a curar quem segura nossa mão

E ser uma luz na escuridão

 

 

Essa é uma versão em português (que eu mesma fiz, ai que orgulho!) deste poeminha otimista de Dallas Clayton. Ele é autor / ilustrador de livros infantis e gosta de combinar textos assim com desenhos de bem coloridos. Às vezes os poemas não fazem sentindo (ou fazem?), parecem bobagem de criança. E, às vezes, os desenhos são monstrinhos. Dallas tem uma página linda no Instagram e vende o produtos dele no site. A arte dele também pode ser encontrada no meio da rua, feita a giz, só porque sim.

 

 


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O que fazer com as notícias falsas?

O jornalista Jeff Jarvis fez uma lista com medidas que o Facebook poderia adotar para diminuir o compartilhamento de notícias falsas. Outro jornalista, Fábio Penna, fala sobre como nós é que temos que mudar como consumimos informações por lá

 


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“Não tenha medo de ser idealista”

Maria Popova escreve o Brain Pickings há 10 anos. Para comemorar o aniversário, a escritora listou 10 lições de vida que aprendeu neste tempo. Poderia ser um texto motivacional bem bobinho mas, na verdade, é uma coleção de ideias inspiradoras. Combina muito bem com o site que, regularmente, publica opinião sobre filosofia, arte, literatura. 

Maria Popova

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Como criar uma menina feminista

A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie recebeu um pedido diferente. Uma amiga teve neném e pediu para ela dizer como criar a menina de forma que a criança crescesse sabendo da igualdade entre homens e mulheres. Chimamanda acabou publicando esse artigo maravilhoso, com 15 sugestões que servem para adultos também

Minha amiga Chimaminha :)

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Comida orgânica não serve para nada. (um post sobre podcast)

Ouvindo o podcast Science VS, aprendi que os supostos benefícios da comida orgânica (evitar o câncer sendo o principal deles) não foram comprovados cientificamente ainda.

Mas eu nunca fui uma grande defensora ou detratora desse tipo de alimento. Então o título aí é só para chamar atenção. O que eu quero mesmo é falar sobre o podcasts. 

No Science VS, a jornalista Wendy Zuckerman escolhe um “fato” conhecido e vai atrás de evidências científicas para confirmá-lo. Ou não. A última temporada discutiu comida orgânica, controle de armas, hipnose, ponto G, e outros. Os programas têm um toque de humor, mas usa ciência de verdade e a edição é muito interessante. 

Wendy Zuckerman

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Recomendo muito! 

 


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