As vantagens do trabalho remoto

Onde você trabalha?

Eu trabalho na minha casa, no Recife, e posso atender empresas em qualquer parte do Brasil. Tenho clientes e parceiros que também fazem suas atividades profissionais em home office, na capital pernambucana e em São Paulo. Há algumas semanas, tive a oportunidade de escrever sobre trabalho remoto e conversei com Renato Contaifer, designer, facilitador e produtor de conteúdo do Officeless. Ele explicou as vantagens dessa nova forma de organizarmos nossas carreiras e vidas pessoais:

Há muito tempo, vivemos presos a uma rotina viciosa de ter que, praticamente, abrir mão da vida em prol do trabalho e do dinheiro. Sair de casa junto com toda a população da cidade, no mesmo horário, todas as manhãs, em direção ao centro, e retornar no mesmo horário ao final do dia.

A longo prazo isso gera stress, perda de tempo, cansaço físico, mental, e impacta a motivação do trabalho por consequência. E fomos nos acostumando isso.

Vivemos um conflito no mercado de trabalho atual. Líderes estão frustrados, dizendo que as pessoas não querem nada com nada, que ficam pulando de uma empresa pra outra, que não têm comprometimento. E do outro lado, vários profissionais, especialmente da nova geração, querendo jogar tudo pro alto mesmo. Buscando liberdade, um propósito que faça sentido no trabalho.

Ter a liberdade geográfica e de autonomia sobre o controle da rotina passa a ser um benefício enorme para a qualidade de vida das pessoas. Cada um funciona de um jeito, tem um contexto de vida pessoal, horários em que produz melhor, e também locais.

Devolver para as pessoas o tempo que elas passavam presas em deslocamentos ou dentro do escritório, sem necessariamente estar produzindo algo, abre novas possibilidades. De cuidar melhor da saúde, estar perto da família, viajar. Conciliar sonhos pessoais com profissionais, e assim trabalhar muito melhor.

Gostei muito das explicações de Renato e dessa reflexão sobre como podemos ter vidas produtivas sem sacrificarmos o que é importante para nós. O texto completo sobre trabalho remoto está no blog da GarimpoUX.

(Foto de cabeçalho: Dillon Shook no Unsplash)

 


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O que eu faço?

Muito frequentemente, recebo mensagens perguntando se eu trabalho com isso ou aquilo, se atendo tal tipo de cliente, se presto tal serviço. Eu adoro mas, fiquei achando necessário esclarecer essa dúvida. Deixa eu falar para você o que eu faço: eu escrevo conteúdo para empresas. Mais detalhadamente, eu produzo textos para sites, blogs, ebooks, newsletters, apresentações, relatórios, entre outros. 

Conteúdo de comunicação

Às vezes, o cliente precisa de um produto específico. Recentemente, escrevi dois ebooks para uma escola de investimento. Eles têm uma consultoria de comunicação que propôs a elaboração das publicações. Com o OK do cliente para a ideia, a consultora me contratou para escrever os livros digitais. Foi um trabalho muito legal.

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Estratégia de comunicação

Outras vezes, o cliente ainda não tem uma estratégia em mente, apenas uma necessidade. “Preciso vender mais”, “preciso atrair um público mais próximo ao que eu faço”, “preciso explicar ao meu consumidor como funciona o meu serviço”. Nesses casos, eu ajudo a empresa a solucionar a demanda por meio de estratégias ou conteúdos de comunicação.

Mês passado, um amigo me procurou para organizar uma campanha beneficente. Conversamos sobre o que a ação precisava e como seria a melhor forma de pedir a contribuição do público. Decidimos quais seriam as melhores plataformas (foi feito um site e espaço no Catarse) e eu escrevi os textos do release institucional e da página para as doações.

O que você precisa?

Agora que você já sabe o que eu faço, quero contar mais detalhes sobre os desafios e soluções desse trabalho. Estou preparando uma série de posts para compartilhar com você os exemplos de criação de conteúdo e estratégias dos meus clientes. Quem sabe algumas dessas ações não é exatamente o que o seu negócio precisa?



 


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Ter uma rotina é mais importante do que esperar a inspiração chegar

Eu estava sem ideias sobre o que escrever aqui. Talvez você tenha notado que passei um tempo sem postar. Não me vinha aquele “plim”, aquela grande sacada. A inspiração acabou acontecendo hoje de manhã quando, lendo Keep Going, de Austin Kleon, aprendi (ou reaprendi) que esse negócio de inspiração não funciona como achamos.

Para ele, nenhum profissional criativo (quer trabalhe com arte ou não) pode ficar esperando a lâmpada se acender sobre a cabeça. Ele deve, em vez disso, criar rotinas. O ato de criar pode até parecer “mágico” de vez em quando, mas, se você vive daquilo que cria, essa produção deverá envolver também repetição, ralação, morgação, enfim… a transpiração que, segundo a frase famosa, toma 99% do tempo quando o assunto é criatividade.

Kleon defende a rotina como forma de nos obrigar a focar. É um antídoto para os problemas que encontramos quando nossa mente vai para os “ontens” (tudo o que já ficou para trás) ou para os “amanhãs” (território desconhecido). A rotina nos força a olhar sempre para o hoje. Organize um ritual de trabalho, sente e tente criar algo razoável hoje. Faça algo simples mesmo, faça algo ruim, faça só um pedaço de algo maior. Mas faça. Siga uma rotina de trabalho todos os dias, independentemente do que aconteceu de bom ou ruim ontem, e do que você acha que vai acontecer amanhã.

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Austin Kleon cita a maravilhosa frase de Annie Dillard, “como nós vivemos nossos dias é, claro, como vivemos nossas vidas”. A soma do pouquinho que criamos todos os dias se torna a nossa grande obra.

Lembrei de uma texto do site Papo de Homem que tinha um título sensacional: F***-se a motivação, você precisa de disciplina”. O post falava sobre a importância de se manter a regularidade, mesmo quando o assunto é arte ou criatividade. No livro A Guerra da Arte, Steven Pressfield diz algo como “a musa vai visitá-lo, mas ela tem que encontrá-lo trabalhando”

Estou no começo do livro de Kleon. Vou continuar a leitura e tentarei estruturar uma rotina para a criação de conteúdos aqui para o blog. Acho que vai dar certo.

Por enquanto, me fala: qual é a sua rotina? O que você sugere para a minha?



(Imagem do cabeçalho: Neven Krcmarek do Unsplash)

 


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Comercial não funciona, empresas precisam se comunicar melhor

Cada vez, a comunicação impositiva perde espaço. Sempre lembro daquele comercial antigo que dizia “compre Baton” várias vezes em tom hipnótico. (Vocês lembram?). Com o tempo, a publicidade ficou mais sutil, indireta e até inteligente. Não bastava mais falar “compre”. Esse formato, entretanto, também está perdendo força. Quando foi a última vez que você prestou atenção em um comercial? Quando foi a última vez que não pulou um anúncio no YouTube? Mesmo quando estamos falando de comunicação entre marcas e consumidores, chegamos na era da conversa. Não é mais suficiente apenas propagar o nome da sua empresa. Agora, ela precisa dialogar, de verdade, com o público.

Concorda?

Samantha B é UX writer, ou seja, é especialista em bolar conteúdos para ferramentas digitais tendo as necessidades do usuário como foco. Dia desses, li um artigo dela que falava o seguinte:

“Vamos encarar os fatos. O marketing tradicional simplesmente não funciona. Os dias de fazer um comercial de TV para dizer ao seu público que “Detergente Super-Branco é a marca que mães de confiança usam no momento” já se foram há muito tempo. Seu público é bombardeado com mensagens de marketing insistentes e sem sentido, todos os dias, de todos os lados, e é por isso que as pessoas são tão boas em ignorá-las. Hoje, as marcas precisam se concentrar no engajamento e na construção de relacionamentos de qualidade com cada cliente, de uma maneira que seja significativa e valiosa. É isso mesmo, cada cliente. Soa duro, certo? É preciso muito cuidado, planejamento e atenção, mas certamente é possível, e é extremamente gratificante”

Desenvolver essa comunicação “significativa e valiosa” é o desafio de todos que trabalham na área e de todos os negócios que querem gerar impactos positivos reais.

O que você acha?

Leia mais sobre criar conversas relevantes com os clientes

(Imagem: Liwordson / Nappy)

 


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Redes sociais são para comunicação, não para conexão

As redes sociais são ao mesmo tempo uma maravilha e uma complicação. Individualmente ou como sociedade ainda temos muita dificuldade em usar o lado bom do Facebook e afins sem nos perdermos nos problemas que estas mesmas ferramentas causam. A pesquisadora Brené Brown tem uma boa ideia de como podemos resolver esse dilema.

Provocada pelo fotógrafo Chase Jarvis a mostrar a face positiva das redes sociais, ela explicou:

“Acho que as mídias sociais são ferramentas de conexão ruins. Se nós as estivermos usando para falar uns com os outros, eu acho que elas são muito úteis. Se nós as estivermos usando como nossa única forma de conexão com os outros, elas nos deixam na mão”

Ela continua explicando que, atualmente, mantém contato via internet com a melhor amiga, Eleanor, mas que a relação das duas é forte não por conta das conversas pelo Facebook, e sim, por causa de todas as horas que elas já passaram juntas na vida real conversando, dirigindo, dando risadas. Ou seja, as redes sociais não substituem uma conexão verdadeira com outra pessoa, mas nos ajudam a manter a comunicação com quem está longe.

Brenè Brown estuda vulnerabilidade e vergonha há mais de 20 anos e é autora de diversos livros sobre o assunto. Recentemente, ela estreou um especial na Netflix no qual resume o que aprendeu nessas duas décadas de pesquisa. Entre os temas que ela aborda, um dos que eu mais gostei foi sobre como enfrentar os troll da internet (e da vida real).

Chase Jarvis é fundador do Creative Live um site com aulas, vídeos, podcasts e artigos sobre criatividade.

A entrevista de Jarvis com Brené está neste vídeo. O papo sobre redes sociais acontece aos 36m25s.

 


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O troll não importa

Foi uma ótima coincidência. Algumas semanas atrás, conversei com uma cliente sobre como lidar com comentários negativos na internet. Estávamos planejando uma série de publicações e ela queria se preparar para responder adequadamente tanto retornos bons quanto ruins. Combinamos que xingamentos seriam simplesmente apagados. Aí, dias atrás, vi o especial de Brené Brown na Netflix e, durante a palestra, ela dá a melhor razão possível para não levarmos a sério certa críticas que recebemos online: a opinião do troll não importa.

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Brené é pesquisadora e há duas décadas estuda como nós humanos lidamos com a vergonha e a vulnerabilidade. Autora de vários livros, ela estreou em abril um programa no canal de streaming, uma palestra gravada ao vivo na qual resume a principal ideia de seu trabalho: viver nossa verdade abertamente é correr riscos, mas é também a única forma de encontrarmos significado, amor, pertencimento e paz. Para abrir a conversa, ela conta sobre as críticas que recebeu quando gravou o primeiro TED Talk. A apresentação foi postada no YouTube e os comentários sobre ela ser gorda, feia e velha se multiplicaram na mesma proporção que a conteúdo ficava mais popular.

Claro que as reações iniciais de Brené foram de vergonha, inadequação, rejeição. Depois, quase por acaso, ela se deparou com uma citação de Theodore Roosevelt que mudou a forma como ela passou a encarar as críticas de trolls online. A ideia do ex-presidente americano (escrita muito antes da internet, claro) nos ajuda a decidir que comentários apagar no nosso site / canal / blog, mas também nos auxilia a seguir em frente com qualquer projeto de vida, encarando nossas próprias falhas. Roosevelt disse:

“Não é o crítico que conta; nem é o homem que ressalta como o forte que tropeça ou onde aquele que está fazendo o ato poderia tê-lo feito melhor. O crédito pertence ao homem que está, de fato, na arena, cuja face está suja de poeira e suor e sangue; aquele que se esforça bravamente; aquele que erra, que falha de novo e de novo, porque não há esforço sem erros ou falhas; aquele que se esforça para fazer o ato, aquele que conhece grande entusiasmo, e grande devoção, aquele que se usa para uma causa valorosa, aquele que, no melhor resultado conhecerá o triunfo de uma grande conquista, e que, no pior resultado, se ele falhar, pelo menos terá falhado enquanto ousava grandemente. Desta forma, seu lugar nunca será com aquelas almas frias e tímidas que nunca conhecerão nem vitória nem derrota”.


Imagem: Brene Brown

Imagem de cabeçalho: Clark Young no Unsplash


 


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O jeito errado de perguntar

Esses dias, ouvi um especialista em comunicação falar sobre como, às vezes, as pessoas fazem uma pergunta não para obter uma resposta, mas para chamar atenção para si. Já reparou nisso?

O especialista era Misha Glouberman. Ele ensina comunicação e negociação em um curso maravilhosamente batizado de “Como falar com pessoas sobre coisas”. Para o podcast You Are Not So Smart, ele explicou que ouve muitos questionamentos durante as aulas. Um tipo de indagação, entretanto, o deixa irritado.

3 maneiras de fazer a pergunta certa

“Dizem que não existe pergunta errada. Claro que existe. Então as pessoas me perguntam o que é uma pergunta ruim e eu digo ‘boa pergunta’”, brinca Glouberman. Ele descreve alguns problemas que já encontrou e conta o jeito certo de se levantar uma questão:

  • Faça uma pergunta de verdade - “Uma boa pergunta é sempre… uma pergunta”. Às vezes, a pessoa só quer dá uma declaração. Levanta a mão no meio de um evento ou de uma aula, fala o que quer e pronto. “Você não pode pegar uma opinião e disfarça-la de pergunta. Como eu vou responder uma opinião?”.

  • Pergunte de uma vez só - Sabe aquele negócio de pergunta em duas partes? Não cola. “São duas perguntas. Eu aconselho você perguntar a melhor delas”.

  • Pergunte o que você quer saber - Para Glouberman, a questão tem que ser movida por uma vontade sincera de ouvir a resposta. “Olhe para dentro de si. Olhe para o seu coração, com honestidade, e perceba que sentimentos você tem. Se você sentir curiosidade, é um bom sinal”.

Fuja do orgulho

Deste exercício de auto análise, vem a última orientação: tenha certeza de que você não está fazendo a pergunta só para se exibir. Glouberman brinca que, se você sentir muito orgulho da sua pergunta, você pode estar no caminho errado.

“A sensação para a qual devemos estar atento é o sentimento de orgulho. Talvez, ao sentir a pergunta, você acabe pensando: na minha vida, até agora, as pessoas não me concederam o respeito que eu mereço. Mas tenho certeza de que, assim que as pessoas ouvirem essa pergunta, o jogo vai virar para o meu lado. Preste atenção às imagens mentais que lhe vem à cabeça quando você analisa a pergunta. Quando você se imagina fazendo a pergunta, você é misteriosamente enorme? Você é feito de ouro?”

Se você estiver se sentindo enorme, de ouro, enfim, o máximo por conta do que pretende perguntar, passe sem.

O que você acha?

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(Imagem: Unsplash)

 


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