Primeiro, a pergunta mais difícil

Sou fã de Louis Theroux. Ele é um dos meus jornalistas favoritos. E e um dos caras mais bobões e corajosos do mundo, ao mesmo tempo.

Ontem li mais algo incrível sobre ele. Numa entrevista para o The Guardian, que é um dos meus jornais favoritos, ele defendeu que repórteres devem subverter aquela ordem de fazer a pergunta difícil no final da entrevista.

Ele é conhecido por ser super direto e sincero com os entrevistados e se coloca em risco ou em situações constrangedoras por conta disso. Quem assiste os documentários dele sabe muito bem que “momentos de tensão” são simplesmente mandatórios. Mas ele defende que é assim que tem que ser.

“Como na vez que eu fui para uma mega cadeia em Miami. Disseram-me repetidas vezes: a maior regra aqui é que você não seja dedo-duro. Então [na entrevista com um grupo de presidiários] eu digo: Ouvi dizer que alguém foi esfaqueado aqui na semana passada. E tem vinte caras ao meu redor dizendo: sim, sim,sim. E eu pergunto: Bem, quem fez isso?. Eu pergunto! E eles vão dizer: Ah, pqp, isso é exatamente o que a gente nunca diz, você não tem noção não?. Às vezes eu assisto todo um documentário sobre cadeias e eles perguntam sobre a comida, a quanto tempo o cara está preso, onde ele dorme? Não! Você tem que perguntar o que ele fez e porque ele o fez! Essa é a grande questão que está pedindo para ser respondida! Depois você se preocupa com a comida”.

Parabéns, Louis. Você é fera.

 


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