O livro de tudo

De onde vem a inspiração de vocês? E como vocês organizam as ideias?
Recentemente, aprendi sobre uma técnica chamada “commonplace book”, que é, basicamente, a criação de um “livro de tudo”. Para mim, tem sido um ótimo substituto para o meu método anterior: notas soltas no Google Keep. 

O que são commonplace books?

Os commonplace books, ou livros de tudo, são cadernos no qual anotamos sabedorias. Podem ser trechos de livros, frases interessantes, ideias, perguntas. Li sobre escritores que usam seus commonplace books para registrar partes de livros que eles acham interessante, destacando boas construções, comparações bem boladas, provocações inteligentes e assim por diante. É um exercício de acumular boas sacadas de outros profissionais para alimentar a nossa própria criatividade. 

 

Por que os commonplace books são legais?

Eu descobri os commonplace books em 2017, mas o filósofo John Locke já havia escrito um livro sobre eles em 1706. Naquela época, escrever em um papel era a única forma de registrar uma ideia. Hoje temos o Pinterest para organizar inspirações visuais, e temos meu amado Keep, os post-it virtuais sempre disponíveis no celular. 

Mas acredito que transferir esse processo para um caderno de verdade é interessante. É mais fácil memorizar algo que você escreve com a mão do que algo salvo online com um click. A atividade de “diagramar” as notas com setas ou grifos, por exemplo, ajuda a organizar a ideia no papel e no cérebro. E o fato de diferentes pensamentos estarem distribuídos pelas páginas parece um convite para combiná-los.

O que tenho no meu livro de tudo?

Meu commonplace book ainda está magrinho, comecei há pouco tempo, mas tenho: muitas frases de livros. Perguntas sem respostas. Ideias fantásticas que eu tenho aprendido ultimamente.

A primeira página tem minhas motivações de vida, que saíram de um exercício de meditação do Headspace.

Minha filosofia de vida. Acho meio particular para mostrar. Licença.

Minha filosofia de vida. Acho meio particular para mostrar. Licença.

A última, por enquanto, tem perguntas sobre “dataísmo” que eu faria para Yuval Harari, autor de Sapiens e Homo Deus, caso a gente se encontrasse por aí.

E se o "dataísmo" for como a alquimia? Um dia, Harari vai ter que me responder essa!

E se o "dataísmo" for como a alquimia? Um dia, Harari vai ter que me responder essa!

A capa é um adesivo do artista francês Sow Ay.

O que tem inspirado vocês?

 


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