Inteligência é como usamos a informação

Em entrevista ao podcast You Are Not So Smart, o neurocientista Dean Burnett parou um pouco antes de responder uma pergunta. A questão era: como você define inteligência?
Depois da pausa ele respondeu que, na sua opinião, existem dois tipos de inteligência: a fluida e a cristalizada. A diferença entre está na forma como armazenamos, acessamos e usamos a informação.

 

 

 

As duas formas de gerenciar informações

A inteligência cristalizada é como o hard drive de um computador”, explica Burnett. “É lá onde estão todas as informações, todos os dados, que você pode acessar e usar em qualquer momento”. Para o cientista, a inteligência cristalizada é tudo que já aprendemos e podemos lembrar. 

Já a inteligência fluida é como usamos todos esses dados. “É nossa habilidade de utilizar essas informações, de extrapolar, concluir, fazer conexões. É como o processador do computador” diz Burnett.

As duas inteligências em ação

Um exemplo da diferença entre as duas “inteligências” é a forma como usamos um língua estrangeira. Para o cientista, saber falar um idioma é um conhecimento cristalizado. Conseguir usar o entendimento de uma língua para concluir como uma palavra é dita em um terceiro idioma é a inteligência fluida em ação.

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Uma boa notícia

Sentimos que, com o tempo, vamos perdendo nossa capacidade de aprender ou de lembrar o que já sabemos. Mas o neurocientista diz que não é bem assim. Nossa memória até muda com a idade mas nosso “hard drive” nunca lota. “Ninguém viveu muito o suficiente para encher todo o cérebro”. 

Dean Burnett lançou, recentemente, o livro The Idiot Brain: A Neuroscientist Explains What Your Head is Really Up To (O Cérebro Idiota: Um Neurocientista Explica o que Nossa Cabeça Está Aprontando).

 


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