Comunicação

Sobre as eleições

Sou uma empresa de comunicação pequena. Mesmo assim, senti a obrigação de me posicionar oficialmente quanto às eleições para presidente.

Este micro empreendimento aqui apoia a candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. Acredito no projeto e tenho respeito pela postura dos dois. São indivíduos que, independente dos partidos dos quais fazem parte, têm histórias de trabalho pelo país e um projeto de governo interessante.

 Imã: peita.me / Foto: acervo pessoal

Imã: peita.me / Foto: acervo pessoal

Tenho críticas ao PT. O que os governos Lula e Dilma fizeram de bom e de ruim para o país são fatos inegáveis. Entretanto, a escolha entre a chapa do partido dos trabalhadores e a do PSL é muito fácil.

Eu e a minha empresinha, somos veementemente contra o racismo, a homofobia, o machismo, a violência, o ódio, e a falta de argumentos. Somos feministas, a favor dos direitos da comunidade LGBTQ+, a favor da igualdade de raças e classes, a favor da liberdade.

Somos do time da comunicação do bem, da inteligência, do debate, da empatia e do entendimento. Acreditamos no Brasil.

 


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Somos empáticos por natureza

Estamos acostumados a pensar no ser humano como um animal egoísta, que coloca sua necessidade à frente dos problemas do mundo e dos outros. Acontece que somos também empáticos e isso não é só conversa fiada. Essa habilidade já foi identificada e mapeada em nossa massa cinzenta.

No documentário A Revolução do Altruísmo, Martin Novak, professor de biologia e matemática na Universidade de Harvard, explica que a empatia é uma característica natural do ser humano e que nosso cérebro evoluiu para a colaboração. Ele acha que isso aconteceu porque entender o outro e trabalhar juntos faz parte da dinâmica essencial do bicho homem desde os primórdios.

Fico pensando se não seria o sentimento tribal que nos impede de pensarmos mais nas outras. O tribalismo, neste caso, é a sensação de pertencimento e fidelidade a um grupo específico (classe, famílias, igreja, empresa, etc). Talvez achemos, erroneamente, que temos mais em comum com o nosso “clubinho” do que com o resto da humanidade.

Acontece que a empatia é uma qualidade inata, está no centro do que nos faz humanos. Já o sentimento de tribalismo, embora também natural, se baseia em elementos superficiais como que roupa o outro veste, que ritual adota, para qual time torce.

Por isso, acho que insistir em nos separarmos por questões externas ao invés de nos unirmos pelo que nos torna iguais é só “o narcisismo das pequenas diferenças”, como disse Freud (nesta foto, citado por Yuval Harari).

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Mais sobre esse assunto.



 


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O que é design de experiência e porque ele é tão importante na inovação

A Garimpo UX é uma empresa especializada em design de experiência. O problema? Ainda tem muita gente que não sabe nem o que é isso. Parte do trabalho de vendas é justamente explicar para potenciais clientes a importância do serviço. Nesse esforço educativo, a empreendedora da Garimpo, Fernanda de Oliveira, me procurou para escrevermos uma série de artigos mostrando o que é essa especialidade do design e qual o papel dela em projetos inovadores.

Depois de algumas conversas, identificamos quais eram as principais dúvidas dos clientes e os temas que poderiam chamar a atenção de quem poderia usar os serviços da empresa. Com isso, foram escritos seis textos com cases, referências e depoimentos explicando os pontos básicos do design de experiência.

Mas… o que é design de experiência mesmo?

Mais conhecido no meio profissional pela sigla em inglês UX (user experience), esta especialidade é a área do design que estuda a melhor forma de uma pessoa utilizar um produto.

Agora que já esclarecemos isso, é só conferir os artigos e ficar super por dentro:

Saiba a resposta para 8 perguntas comuns sobre UX

Veja o que o design de experiência do usuário pode fazer por sua empresa

Saiba o que é MVP e como esse método pode ajudar a testar produtos no mercado

Design Thinking e Design Sprint: pensar como designer pode fazer toda diferença em um projeto

Como o Design Sprint ajudou um empresário a testar uma inovação no mercado com baixo investimento de tempo e dinheiro

Como transformar uma ideia em um negócio rentável

Novidades vindo por aí

A série não terminou. Novos conteúdos já estão sendo produzidos. Desta vez, o foco não será exclusivo no design de experiência e outras questões do empreendedorismo e da inovação serão abordados. Entre os futuros temas estão: financiamento, empatia, o lado bom do fracasso, e como maximizar a criatividade. Fica o convite: acompanhe os artigos, comente e compartilhe.

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E se você também trabalha com uma especialidade que precisa ser bem explicada ou quer produzir conteúdo educativo para os clientes, fala comigo.

 


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Não existe mais censura. O problema agora é outro

Estamos tão inundados de informações que a censura deixou de fazer sentido como uma forma de controlar os que as pessoas sabem ou não. Quem defende essa ideia é o historiador Yuval Harari, autor do campeão de vendas Sapiens. 

A revista Wired publicou trechos do próximo livro de Harari. Neles, o israelense fala sobre como educar as crianças de hoje para que elas sejam capazes de trabalhar e entender o mundo em 2050. 

Para dar essas habilidades à nova geração será preciso repensar a forma como passamos adiante nossos conhecimentos. Para Harari, até pouco tempo, o desafio era superar a falta de informação. Hoje, temos que lidar com o excesso dela e ele acha que será assim também no futuro.

Aí é que entra a questão da censura. Harari argumenta que governos, regimes ou instituições não conseguem mais bloquear que informações chegam até os cidadãos. Não dá mais para fazer isso. A nova tática então, é se aproveitar do excesso. Em vez de censurar uma notícia, faz mais sentido criar uma notícia falsa.

 Yuval Harari - Foto:  site oficial  

Yuval Harari - Foto: site oficial  

“No século XXI, estamos inundados por enormes quantidades de informação e, até mesmo os censores, não tentam bloqueá-las. Em vez disso, eles estão ocupados espalhando desinformação ou nos distraindo com irrelevâncias. Se você mora em alguma cidade pequena do México, pode passar muitas vidas lendo a Wikipédia, assistindo às palestras do TED e fazendo cursos on-line gratuitos. Nenhum governo pode esperar esconder todas as informações das quais não gosta

Por outro lado, é alarmantemente fácil inundar o público com informações conflitantes e comentários negativos. Pessoas de todo o mundo têm acesso com um clique às últimas notícias sobre o bombardeio de Aleppo ou sobre o derretimento das calotas polares no Ártico, mas há tantos relatos contraditórios que é difícil saber em que acreditar. Além disso, inúmeras outras coisas estão a apenas um clique de distância, o que dificulta a concentração, e quando a política ou a ciência parecem muito complicadas, é tentador mudar para vídeos de gatos engraçados, fofocas sobre celebridades ou pornografia.

Em tal mundo, a última coisa que um professor precisa dar aos seus alunos é mais informação. Eles já têm muito disso. Em vez disso, as pessoas precisam da capacidade de dar sentido à informação, de dizer a diferença entre o que é importante e o que não é importante e, acima de tudo, combinar muitas informações em uma visão ampla do mundo”.

O que você acha?
 

 


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Vamos fazer comunicação do bem?

Você está enlouquecendo na internet? Eu também.
Não entende como é que pode tanta briga e desentendimento? Eu também.
Por isso quero deixar um convite: vamos fazer uma comunicação do bem?
Tenho estudado bastante sobre como o nosso cérebro lida com a informação, como nossos vieses complicam o diálogo, como as redes sociais potencializam tudo isso. Estou fascinada com o que tenho aprendido e animada para dividir tudo isso por aqui. Vamos nessa?

Comunicação do bem

Por estímulo (obrigação) do curso que estou fazendo sobre empreendedorismo para jornalistas, tive que pensar no propósito do meu trabalho. Além da necessidade humana de pagar contas, o que me faz produzir? Nesse exercício, a resposta super óbvia para mim foi: fazer comunicação do bem. 

Eu ainda não cheguei à uma definição única para esse conceito. Mas é a pergunta que está me movendo, ultimamente. E é esse desafio que eu quero dividir com você. Vamos pensar juntos o que é uma comunicação inteiramente do bem? Uma comunicação que agregue e não divida. Que informe sem encher o consumidor de dados que ele não consegue processar. Que ajude na conversa e não na briga. Que promova o entendimento e não só o “ganhei a briguinha no Facebook”.

Tenho milhões de ideias de conteúdo sobre tudo isso e quero contar com você na discussão.

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Comunicação do bem para empresas

A provocação do curso também me fez pensar em como traduzir essa filosofia para ajudar empresas a se comunicarem melhor. Claro que toda marca quer vender. Mas como vender sem ser chata, respeitando as pessoas, e sendo uma força do bem no mundo?

Também tenho várias ideias nessa área também.

Vamos nessa?

Por enquanto, eu queria começar apresentando o conceito. A #ComunicacaoDoBem será o guia do que virá por aí. E você está convidado.

Imagens: Pixabay e Nappy

 


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Plataforma gamificada promove o diálogo amigável entre divergentes

Você acha que estamos nos comunicando melhor ou pior ultimamente? Metade de mim enlouquece com o tipo de discussão que vemos no Twitter ou no Facebook. E a outra metade está fascinada por estudar formas de melhorar isso. Então, fiquei muito feliz quando descobri a #vamosconversar, uma plataforma para promover diálogos mais amigáveis entre pessoas que pensam diferente.

A iniciativa foi criada pelas jornalistas Ana Addobbati e Janaína Lima durante uma imersão de 48 horas em Human Centred Design, com apoio do Sistema Jornal do Commercio, no Recife, em outubro de 2017. Eu fiquei curiosa para entender melhor a ideia e mandei um email para elas perguntando. Olha só o que elas disseram:

O que é a plataforma #vamosconversar?

A plataforma é um dos dez projetos acelerados no primeiro New Ventures Lab, promovido pelas Chicas Poderosas no Brasil. O laboratório de novos negócios apóia mulheres envolvidas em iniciativas de mídias digitais independentes.

A #vamosconversar surgiu a partir da identificação da polarização político-ideológica existente nas conversas atuais da comunidade digital. “Durante a pesquisa com o público, detectou-se que as conversas estão sendo majoritariamente conduzidas para fóruns privados, por medo da ação dos haters – opositores ideológicos que se protegem através do computador para atacar quem pensa diferente”, explica Ana Addobbati.

 Ilustração de  Inês Barracha  para a  Chicas Poderosas .

Ilustração de Inês Barracha para a Chicas Poderosas.

A dificuldade de sair da bolha

As jornalistas identificaram a indisposição dos internautas de sair de suas “bolhas” para conversar ou absorver informação de fontes que não estejam em seus círculos de amizade e partilhem seus pontos de vista. O grande problema é que as bolhas isolam as pessoas, impedindo o diálogo construtivo e a troca de ideias. “Isso tem gerando um ciclo infindável de ouvir apenas o nosso similar, bloqueando o acesso ao debate qualificado e à pluralidade de ideias”, explica Janaina.

Inteligência artificial ajudando na conversa

A ideia do #vamosconversar é desenvolver uma plataforma de matchmaking, que irá conduzir opositores no campo das ideias para um debate, cuja qualidade dos participantes será medida pela capacidade de argumentação, dados, fontes validadas e a ausência de ofensas. O melhor debatedor será premiado. A solução está pensada para usar gameficação e inteligência artificial. Toda a mediação das conversas será feita por um bot.

E aí?

Eu achei a ideia muito boa!  E você, o que acha? Toparia sair da bolha para conversar com um “opositor” com a ajuda da tecnologia?

Mais sobre o tema:

Como brigar na internet

Como mudar a cabeça de quem pensa diferente

Trocando ideia com quem pensa diferente

Porque discutir na internet

Com informações do #vamosconversar

Imagem do cabeçalho: Nappy

 

 


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Não tem tempo para ler notícia? Ouça matérias narradas!

Uns meses atrás eu salvei um artigo para ler e não completei a tarefa por dias e dias. Aquilo estava começando a me incomodar. Era um artigo da revista The Atlantic que afirmava com todas as letras que Trump era racista e porquê. A mídia e os analistas políticos americanos só falavam dessa matéria. E eu lá, perdida na história porque não tinha lido. Mas o texto era longo, páginas e mais páginas, quem tem tempo? 

Aliás, quem nunca salvou um artigo para ler depois e… nunca mais voltou ao link?

 (Descrição da imagem: Mulher seleciona um conteúdo no celular. Ela está usando fones de ouvido ligados ao celular. A mulher está sentada no chão de madeira da sua casa)

As vantagens das matérias narradas

Meu problema com a The Atlantic foi resolvido em segundos quando descobri que a publicação disponibiliza narrações dos textos. O leitor tem acesso à versão escrita ou pode ouvir à matéria. Baixei o app, selecionei o artigo, e ouvi tudo enquanto lavava os pratos. 

Há alguns meses eu também comecei a trabalhar com matérias narradas. Depois de muito tempo procurando uma solução neste formato, encontrei e fechei parceria com a Vooozer. A empresa de Curitiba faz narrações de conteúdo para todo o Brasil, disponibilizando uma plataforma de envio e recebimento de arquivos para os clientes. Uma vez realizadas, recebidas e revisadas, as narrações podem ser postadas em sites e blogs. 

No momento, meu cliente Endovascular Brasil está usando a solução. O site do aplicativo já tem várias matérias narradas. Todos os áudios também podem ser baixados para serem ouvidos offline. Não é uma ótima forma de se atualizar mesmo com pouco tempo disponível?

Imagem: Pixabay / Creative Commons

 

 


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Os melhores podcasts do mundo 

Onde você leu “os melhores podcasts do mundo”, leia “os melhores podcasts na minha humilde opinião”. Agora que tiramos a megalomania do caminho, posso dizer que, ano passado me tornei a louca dos podcasts. Assino uns 30 e ouço uns três por dia. Sigo tanto pods mais longos, com entrevistas e análises, e quanto outros mais curtos, com resumo das notícias do dia. Por isso, senti-me apta a sugerir meus favoritos: 

You are not so smart
O programa traz sempre entrevista com um ou mais pesquisadores sobre alguma nova forma de pensar. Em geral, as conversas são sobre sociologia ou psicologia da comunicação e as novidades da ciência nessas áreas. Detalhe “relevante”, a música de abertura é ótima.

Embedded
De toda a minha lista, o Embedded é um dos podcasts mais gostosinhos de acompanhar. A pauta do programa é espinhosa:  os bastidores dos negócios de Donald Trump, sua família e assessores próximos. Mas o formato faz com que a experiência de ouvir as matérias seja bem agradável.  Os repórteres criam uma narrativa bem resolvida. Não parece noticiário, parece que você está escutando alguém contar uma história muito interessante. Dá pra deitar no sofá e curtir.⠀

Podcasts

Pod Save America
Três comunicadores que trabalharam com Barack Obama se juntaram para fazer uma rede de podcasts (Crooked Media) e o principal produto da empresa é o Pod Save America. No programa, os três falam das últimas notícias políticas dos Estados Unidos de uma forma leve e despretensiosa. Até parece que você está numa roda de amigos.

ScienceVS
No ScienceVS, a jornalista Wendy Zuckerman escolhe uma ideia comum e vai atrás de evidências científicas para confirmá-la. Ou não. A última temporada discutiu comida orgânica, controle de armas, hipnose, ponto G, entre outros. O programa mistura ciência com humor tão bem que é impossível não aprender e dar risadas.

Ezra Klein Show
Geralmente, procuramos entrevistas com pessoas que gostamos. Nesse caso, eu gosto é do entrevistador. Ouvindo a esse podcast me peguei, várias vezes, pensando "que ótima pergunta" ou "que forma inteligente de abordar esse assunto". Ezra Klein é o fundador da Vox Media e, no programa, conversa pesquisadores, jornalistas  e estudiosos sobre temas atuais como a vida na Coreia do Norte, os impactos da tecnologia na nossa vida e feminismo.

The Bugle
Eles se denominam "um jornal em áudio para um mundo visual". É isso aí mesmo, sendo que é um jornal falso. O comediante Andy Zaltsman e seus convidados comentam as notícias da semana, inventam outras e destilam trocadilhos ruins. É risada garantida.

Mamilos
O melhor podcast do Brasil
, mas assim, de longe! O programa aborda temas difíceis e amplos sempre com generosidade e inteligência. Elas já falaram de autismo à Venezuela, de Handmaid's Tale ao paradoxo da tolerância.  As conversas são super do bem e procuram entender, explicar e discutir tudo com profundidade, mostrando diferentes lados.

Politiquês
É o podcast do jornal Nexo. Um programinha rápido no qual um conceito ou ideia política é explicada ao som de música brasileira atual e moderninha. As últimas edições falaram sobre o que faz um deputado, o que são medidas provisórias e a viabilidade de Marina Silva como terceira via no Brasil.

 


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