Mídias Digitais

Você conversa com seu cliente?

O funil de conversão mostra que as vendas acontecem depois que o cliente passa por uma série de etapas na interação com a empresa. Existem algumas variações mas, em geral, este caminho tem as seguintes fases: atração, conversão, venda, fidelização. Primeiro, a marca se faz visível, em seguida ela inicia uma conversa com o possível comprador, depois a transação é fechada e, por fim, o cliente volta para comprar de novo. Quero falar sobre uma dessas partes. Como você conversa com o seu cliente?

Como explicar um assunto complicado para o cliente?

A Garimpo UX é uma empresa de consultoria em design de experiência do usuário que percebeu que muitos potenciais clientes não entendiam bem esse serviço. Fernanda de Oliveira, designer e empreendedora da Garimpo, me procurou para escrevermos uma série de artigos explicando o que é essa especialidade e qual a importância dela em projetos inovadores.

Saiba mais sobre esse esforço educativo

Foto:  William Iven  / Unsplash

Foto: William Iven / Unsplash

Sobre o que conversar com o cliente?

O que esse conteúdo proporcionou? A empresa tornou-se mais visível e iniciou uma conversa com possíveis interessados em contratá-la. O próximo passo então foi fazer com que esse papo tivesse continuidade e ficasse cada vez mais interessante. Decidimos elaborar mais uma série de artigos, desta vez, misturando temas técnicos com outros mais filosóficos.

Para continuar tirando dúvidas das empresas contratantes, falamos sobre quais são os tipos de protótipo e como usar cada um deles. Mostramos o que é um teste de usabilidade e como ele deve ser aplicado em um projeto. E disponibilizamos uma lista de alternativas para empreendedores que precisam arrumar dinheiro para tirar uma iniciativa do papel.

Percebemos também a necessidade de falar sobre algumas angústias que povoam a mente de quem trabalha com inovação. Por isso, fizemos um conteúdo só sobre o papel do fracasso no caminho para as grandes realizações. Mostramos como a empatia pode ser uma forma de gerar negócios responsáveis. E falamos sobre como estimular a criatividade e manter a mente aberta para novas ideias.

Conversas sobre design e empreendedorismo

Abaixo, todos textos produzidos para a conversa entre a Garimpo e seus clientes. Os temas são, na verdade, interessantes para empreendedores em geral e para qualquer pessoa que queira saber mais sobre design e inovação na prática.

Com MVP ou protótipo em mãos, onde buscar financiamento?

Quais são os tipos de protótipos e o uso de cada um

Empatia pode ser a chave para gerar negócio e tornar o mundo melhor

O projeto é ótimo mas, funciona? Tudo sobre testes de usabilidade

O lado bom do fracasso

Como ter grandes ideias

CoCriação: usuário e especialista juntos desenvolvendo soluções efetivas

Como ter uma boa conversa?

O segredo para uma interação proveitosa com um possível cliente é o mesmo para o sucesso de qualquer bate papo. O tema e o estilo da conversa devem agradar aos dois lados. Foi nas interações durante os trabalhos que a equipe da Garimpo percebeu as dúvidas, dores e interesses dos clientes. O próximo passo foi pensar em como ajudar de uma forma que também fosse valorosa para a empresa. Que assunto beneficia tanto a Garimpo quanto o leitor? Que formato é viável para a Garimpo e atrativo para o leitor? Essas são as perguntas essenciais para qualquer empresa que queira conversar com o cliente.

Mais novidades vindo por aí

E o papo continua! A terceira parte da série de conteúdos para a Garimpo já está em produção. terminou. Fica o convite: acompanhe os artigos, comente e compartilhe.

E se você também trabalha com uma especialidade que precisa ser bem explicada ou quer produzir conteúdo educativo para os clientes, fala comigo.

Foto do cabeçalho: Joshua Ness / Unsplash

 


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Whatsapp não é lugar para ler notícias

Hoje estourou a notícia de que um grupo de empresários comprou pacotes de disparos em massa pelo WhatsApp contra o PT. Como diz a reportagem da Folha de São Paulo, “a prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vetada pela legislação eleitoral, e não declarada". Essa informação é mais uma confirmação do nós já sabíamos: WhatsApp não é veículo de notícia.

No aplicativo é onde encontram-se a maior parte das informações falsas. Para o IJNet, informativo da rede internacional de jornalistas, Tai Nalon, que é diretora e cofundadora da plataforma de fact-checking Aos Fatos, disse: “temos no Brasil uma cultura de comunicação por mensageiros como WhatsApp por meio dos quais alimenta-se boatos de toda sorte. É impossível saber, pela natureza dessas ferramentas, quantas pessoas foram expostas à desinformação e quanto material de origem duvidosa existe ali.”

Com as eleições, o problema ficou pior. Em matéria da Vice Brasil, Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab, centro de pesquisa em Internet e direito, diz: “Bolsonaro começou essa campanha faz muito tempo. Muitos desses grupos de WhatsApp, muitas das páginas de apoio a ele estão no ar há anos. A distribuição parece ser feita por voluntários, mas a produção de conteúdo tem estratégia, segue um caminho claro, as mensagens estão ali. Isso tem cara de campanha”.

Com o uso mais forte do aplicativo para fins eleitorais, vieram também as fake news. A Folha mostrou um estudo em conjunto da USP, UFMG e da Agência Lupa que analisou o grau de veracidade de 50 imagens que mais circularam em grupos de WhatsApp entre os dias 16 de agosto e 7 de outubro de 2018, período de campanha do primeiro turno das eleições. Segundo o levantamento, apenas quatro imagens eram verdadeiras.

Assustador, não é?

O WhatsApp é uma maravilha para se comunicar com o grupo de amigos, para falar com as pessoas sem pagar ligações e, no meu caso, para saber as novidades da minha amiga que se mudou para a Inglaterra e receber fotos dos meus sobrinhos lindos que moram no Rio e em São Paulo. Vamos usar a ferramenta só para isso mesmo, combinado?

 


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Assine a news e receba grátis os melhores conteúdos da internet

Todo mês, envio para os assinantes uma newsletter caprichada com vários links interessantes. De robôs assassinos a obras de Picasso em 3D, a news já viu de tudo mas, em geral, conversamos sobre comunicação, arte, criatividade e essa loucura que é a internet. Para melhorar ainda mais os conteúdos, resolvi fazer mudanças no formato. Quero apresentar as novidades!

A news passou a ter duas diferenças: mais links e visual novo. A repaginação ainda está em andamento e está sendo feita pela minha amiga e designer Juliana Dias. Já o recheio está todo reformulado com seções, dicas e mais notas. Então, quero mostrar para você as novas “editorias”:

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COMUNICAÇÃO DO BEM - No começo da news, teremos links sobre Comunicação do Bem. Essa é a filosofia que está norteando tudo que produzo e publico aqui no blog.

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IDEIAS PROVOCANTES - Essa parte é dedicada a todas aquelas matérias que despertam um “opa, nunca tinha pensando nisso” no nosso cérebro. É um convite para colocar novas ideias na cabeça e desafiar as antigas.

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VAMOS CONVERSAR MELHOR - De vez em quando, topo com uma matéria tão bem feita que quero mostrá-la para todo mundo. Esse pedaço da news é dedicado ao jornalismo bem feito.

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PARA OUVIR - Já falei que sou a louca dos podcasts? Já, né? Pois bem, dediquei uma parte da news para recomendar pods, entrevistas e reportagens em áudio.

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PARA LER - Nas pesquisas para as pautas, acabo encontrando muita leitura interessante por aí. Nessa seção da news, tudo o que achei interessante recomendar para você ler também.

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PARA VER - Uma seção dedicada a dicas de filmes, documentários e artes visuais. São indicações de criações bonitas ou provocadoras.

O que você acha?

Para mim, a news é uma conversa. Adoro separar os conteúdos, mas gosto mais ainda de receber emails e tuítes com comentários, ideias e sugestões. Por isso, deixo o convite: assine e mande suas indicações. O que você está lendo, vendo e ouvindo?

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O que é design de experiência e porque ele é tão importante na inovação

A Garimpo UX é uma empresa especializada em design de experiência. O problema? Ainda tem muita gente que não sabe nem o que é isso. Parte do trabalho de vendas é justamente explicar para potenciais clientes a importância do serviço. Nesse esforço educativo, a empreendedora da Garimpo, Fernanda de Oliveira, me procurou para escrevermos uma série de artigos mostrando o que é essa especialidade do design e qual o papel dela em projetos inovadores.

Depois de algumas conversas, identificamos quais eram as principais dúvidas dos clientes e os temas que poderiam chamar a atenção de quem poderia usar os serviços da empresa. Com isso, foram escritos seis textos com cases, referências e depoimentos explicando os pontos básicos do design de experiência.

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Mas… o que é design de experiência mesmo?

Mais conhecido no meio profissional pela sigla em inglês UX (user experience), esta especialidade é a área do design que estuda a melhor forma de uma pessoa utilizar um produto.

Agora que já esclarecemos isso, é só conferir os artigos e ficar super por dentro:

Saiba a resposta para 8 perguntas comuns sobre UX

Veja o que o design de experiência do usuário pode fazer por sua empresa

Saiba o que é MVP e como esse método pode ajudar a testar produtos no mercado

Design Thinking e Design Sprint: pensar como designer pode fazer toda diferença em um projeto

Como o Design Sprint ajudou um empresário a testar uma inovação no mercado com baixo investimento de tempo e dinheiro

Como transformar uma ideia em um negócio rentável

Novidades vindo por aí

A série não terminou. Novos conteúdos já estão sendo produzidos. Desta vez, o foco não será exclusivo no design de experiência e outras questões do empreendedorismo e da inovação serão abordados. Entre os futuros temas estão: financiamento, empatia, o lado bom do fracasso, e como maximizar a criatividade. Fica o convite: acompanhe os artigos, comente e compartilhe.


E se você também trabalha com uma especialidade que precisa ser bem explicada ou quer produzir conteúdo educativo para os clientes, fala comigo.

Foto do cabeçalho: Rob Hampson on Unsplash

Foto do post : rawpixel on Unsplash

 


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Acompanhe a maior conferência de startups do Nordeste

Amanhã (13/09), será realizada a terceira edição da maior conferência de startups do Nordeste, a Mangue.Bit.

Eu estarei por lá fazendo a cobertura e conhecendo as novidades. Você pode acompanhar tudo pelo Facebook ou Instagram da Manguez.al, a comunidade empreendedora do polo digital do Recife.

Arte para a Mangue.Bit feita pelo  Estúdio Cargo , que faz parte da comunidade empreendedora.

Arte para a Mangue.Bit feita pelo Estúdio Cargo, que faz parte da comunidade empreendedora.

Tudo sobre a Mangue.Bit

Com um dos maiores ecossistemas de startups da América Latina, o Brasil é um celeiro e inovações tecnológicas. De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups o país tinha em 2017 mais de 5 mil empresas com este perfil - um número que pode duplicar em 2018. Assim, é cada vez mais importante que empresas se conectem e troquem experiências em um ambiente tão fértil.

Dentro desse cenário, fomentar as conexões entre as empresas é fundamental. É com este objetivo que empreendedores pernambucanos promovem a Mangue.Bit 3.0. O evento será dia 13 de setembro no Armazém Itaipava Armazém 14, das 9h às 17h. O objetivo é promover um ambiente fértil para troca de conhecimentos e negócios com as melhores empresas do cenário brasileiro de inovação.

Mangue.Bit 3.0

13 de setembro de 2018

Das 9h às 17h

No Armazém Itaipava 14 - Recife Antigo

 


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O que é fake news segundo o Facebook 

Recentemente, o Facebook divulgou um vídeo mostrando o trabalho da equipe contratada pela empresa para combater as fake news e as páginas falsas na plataforma. O esforço ainda está no começo mas, as bases técnicas para as ações já foram definidas e parecem bem interessantes. Um destaque é como o Facebook define fake news.

Para começo de conversa, os funcionários que aparecem na divulgação evitam o termo “fake news”. Eles falam de “notícias falsas”, “informação errada” ou “desinformação”. Muitos veículos têm feito o mesmo, já que o termo passou a ser usado para atacar a imprensa. A empresa admite que há muito conteúdo que pode ser encaixado nesses rótulos e que determinar o que é ou não “falso” é muito difícil. 

Os quatro tipo de posts de acordo com veracidade e intenção

Eduardo Arino de la Rubia, gerente de ciências de dados do Facebook, explica essa dificuldade no vídeo. Ele mostra o problema usando um gráfico onde, no eixo horizontal temos o nível de verdade de uma informação e, no vertical, temos uma escala da intenção de enganar. No cruzamento dos dois elementos, os dados e a motivação, vamos encontrar a medida de quão perniciosa é a postagem. Ele divide esse gráfico em quatro. 

A parte de baixo é a mais tranquila. No canto inferior esquerdo temos post com pouca verdade, mas também, pouca intenção de enganar. “Isso é só estar errado na internet, acontece”. No canto inferior direito, estão as postagens com informações bastante corretas e com baixa motivação de enganar. “Espero que aconteça um dia”, brinca Rubia.

É na parte de cima que a coisa fica feia, pois há intenção de enganar ou, no mínimo, de confundir. 

O canto superior direito tem posts com muita verdade, mas também, muita intenção de levar o leitor a uma certa conclusão. Atenção: não é notícia falsa. É informação manipulada. “É propaganda”, diz Rubia. Um bom exemplo dessa situação são postagens com dados estatísticos corretos, mas tirados de contexto para induzir o leitor a uma determinada interpretação. 

E então, a pior parte. O quadrante superior esquerdo, onde estão os posts com pouca verdade e muita intenção de enganar. Estas são as “notícias falsas” propriamente ditas. “Esses são os conteúdos pensados para serem virais, são as mentiras fabricadas”, explica Rubia.

Combatendo as notícias falsas

No vídeo, o gerente de dados, diz que o Facebook tem que acertar no combate a esse último tipo de post. O restante, para ele, estaria no campo da liberdade de expressão, uma área na qual a rede social não quer entrar. Isto porque o Facebook luta para manter o status de plataforma neutra. A filosofia é que não cabe à gigante controlar o que é postado, apenas oferecer o espaço e deixar que os consumidores decidam por si. O Facebook está agindo e mostrando (um pouco) o que eles estão combatendo e o que estão “deixando passar”. O resto, é com a gente.
 

 


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Plataforma gamificada promove o diálogo amigável entre divergentes

Você acha que estamos nos comunicando melhor ou pior ultimamente? Metade de mim enlouquece com o tipo de discussão que vemos no Twitter ou no Facebook. E a outra metade está fascinada por estudar formas de melhorar isso. Então, fiquei muito feliz quando descobri a #vamosconversar, uma plataforma para promover diálogos mais amigáveis entre pessoas que pensam diferente.

A iniciativa foi criada pelas jornalistas Ana Addobbati e Janaína Lima durante uma imersão de 48 horas em Human Centred Design, com apoio do Sistema Jornal do Commercio, no Recife, em outubro de 2017. Eu fiquei curiosa para entender melhor a ideia e mandei um email para elas perguntando. Olha só o que elas disseram:

O que é a plataforma #vamosconversar?

A plataforma é um dos dez projetos acelerados no primeiro New Ventures Lab, promovido pelas Chicas Poderosas no Brasil. O laboratório de novos negócios apóia mulheres envolvidas em iniciativas de mídias digitais independentes.

A #vamosconversar surgiu a partir da identificação da polarização político-ideológica existente nas conversas atuais da comunidade digital. “Durante a pesquisa com o público, detectou-se que as conversas estão sendo majoritariamente conduzidas para fóruns privados, por medo da ação dos haters – opositores ideológicos que se protegem através do computador para atacar quem pensa diferente”, explica Ana Addobbati.

Ilustração de  Inês Barracha  para a  Chicas Poderosas .

Ilustração de Inês Barracha para a Chicas Poderosas.

A dificuldade de sair da bolha

As jornalistas identificaram a indisposição dos internautas de sair de suas “bolhas” para conversar ou absorver informação de fontes que não estejam em seus círculos de amizade e partilhem seus pontos de vista. O grande problema é que as bolhas isolam as pessoas, impedindo o diálogo construtivo e a troca de ideias. “Isso tem gerando um ciclo infindável de ouvir apenas o nosso similar, bloqueando o acesso ao debate qualificado e à pluralidade de ideias”, explica Janaina.

Inteligência artificial ajudando na conversa

A ideia do #vamosconversar é desenvolver uma plataforma de matchmaking, que irá conduzir opositores no campo das ideias para um debate, cuja qualidade dos participantes será medida pela capacidade de argumentação, dados, fontes validadas e a ausência de ofensas. O melhor debatedor será premiado. A solução está pensada para usar gameficação e inteligência artificial. Toda a mediação das conversas será feita por um bot.

E aí?

Eu achei a ideia muito boa!  E você, o que acha? Toparia sair da bolha para conversar com um “opositor” com a ajuda da tecnologia?

Mais sobre o tema:

Como brigar na internet

Como mudar a cabeça de quem pensa diferente

Trocando ideia com quem pensa diferente

Porque discutir na internet

Com informações do #vamosconversar

Imagem do cabeçalho: Nappy

 

 


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Como usar o Feedly para substituir o Facebook

Se o Facebook não é lugar para ler notícias e não dá para a gente comprar trocentos jornais de papel todo dia, como faremos para ficar bem informados?  
 

Algumas semanas atrás, sugeri usarmos o Feedly. A ferramenta é um agregador de posts. Você diz quais são os sites que você gosta e o Feedly mostra quais são as últimas atualizações daquelas páginas, tudo num lugar só. 
 
Conversando sobre isso, Márcia Lira (do Menos Um Na Estante) me deu uma ótima ideia. Ela lembrou que o Feedly dá um pouco de trabalho para organizar no começo e perguntou se eu não poderia mostrar como foi que eu fiz o meu.  
 
Então, lá vai: como usar o Feedly para ficar bem informado sem usar redes sociais nem ficar pulando de site em site.  

1 - Comece aos poucos e vá crescendo

Márcia lembrou muito bem, é preciso ter um tempinho livre para alimentar o Feedly com tudo que você quer ver. Então, a minha dica para não desanimar é começar aos poucos. Eu, por exemplo, abri minha conta lá só com os assuntos que, na época, eu estava estudando na pós-graduação: marketing digital e redes sociais. 
 
Nessa área, sigo: FastCompany, Gizmodo, Mashable, TechCrunch, The Next Web, Buffer, B9, Update or Die, Blue Bus, entre outros. 
 
Sigo também os blogs oficiais do: Facebook, Twitter, Instagram e Google.

(Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly com as matérias da editoria "Digital")

2 - Crie suas próprias editorias e as personalize

Depois de alimentar meu assunto principal de interesse, fui atrás das notícias gerais. 
Criei um feed com notícias de Recife / Pernambuco, outro para notícias do Brasil, e um terceiro para notícias do mundo. Nesses casos, comecei seguindo os maiores veículos e depois fui acrescento outras fontes. 
 
Notícias do Recife: Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, LeiaJá, G1 Pernambuco, etc. 
 
Notícias do Brasil: Nexo, BBC Brasil, Intercept Brasil, Poder360, HuffPost, Veja, BuzzFeed, etc. 
 
Notícias do Mundo: The Guardian, BBC, CNN, Vox, Time, etc. 
 
Na maioria dos casos, é possível personalizar quais editorias seguir em cada veículo, o que eu recomendo muito. O Diario de Pernambuco, por exemplo, permite que eu siga somente notícias do meu time, o Sport, ao invés de todas as atualizações sobre futebol. E a Vox, dá a opção de seguir colunistas ou temas específicos.  

(Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly. Na imagem aparece as opções de personalização de editorias do site Vox)


3 - Abra espaço para os assuntos que te fazem feliz  

Eu abri um feed só para agregar notícias e blog posts de fãs sobre a banda Sonata Arctica, porque sim, quem manda no meu feed sou eu! Sugiro muito você também criar “editorias” de assuntos que te deixam felizes.  
 
Eu tenho um feed feliz com notícias sobre ciências. Não tem nada a ver com a minha vida, mas eu acho divertido. Tenho outro feed só com blogs que eu acompanho. O que é uma mão na roda para não perder nenhum post. 
 
Ciências:  XKCD, Superinteressante, BrainPickings, IFL Science, Mental Floss, etc
Blogs: Austin Kleon, Vida Organizada, Delirium Nerd, The Valkirias, Livro Errante (o blog da minha mãe!!!), Menos um na Estante (o blog de Márcia!), entre outros. 

(Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly com uma lista de blogs que eu gosto de acompanhar)


 E aí, pronto (a) para montar o seu próprio feed de notícias? 

 


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Não leia apenas o conteúdo mais popular

No meio do escândalo da “mineração” de dados do Facebook pela Cambridge Analytica, uma resposta comum foi #DeleteFacebook. Eu discordo. Mas acho que temos que mudar radicalmente nosso relacionamento com a rede de Mark Zuckerberg. Acho que precisamos sair da armadilha do conteúdo popular.  

(Descrição da imagem: Homem jovem usa o computador. Atrás dele, o fundo da imagem mostra os ícones de diferentes redes sociais como Twitter, Facebook e YouTube)

Facebook (e 99% das outras ferramentas de conteúdo digital) prioriza os posts mais clicados. Quanto mais clicado for um post, mais ele será visto e mais ele será clicado, criando um ciclo eterno de popularização do conteúdo popular. 

Para quem quer consumir notícias, esse processo é insano! (Sim, eu já disse isso antes). Não podemos ler apenas as matérias mais lidas. 

Por causa dessa discussão, lembrei de um post meio antigo de Seth Godin que se encaixa perfeitamente nessa conversa. É sobre como os conteúdos mais populares não são, necessariamente, os mais significativos. Veja o que ele diz e me diga o que você acha: 

Se tudo que você consome é a lista das mais lida, se tudo que você ouve são os hits, se tudo o que você come é o item mais popular no menu - você está perdendo

A web nos levou a ler o que todo mundo está lendo, o hit do dia. Mas popular não é o mesmo que importante. Popular não é o mesmo que profundo. Popular nem é o mesmo que útil. 

Para tornar algo popular, o criador deixa de fora as partes difíceis e amplifica os riffs que agradam a multidão. Para fazer algo popular, o criador sabe que está mudando as coisas em troca de atenção. 

As músicas que você mais ama, a trilha sonora da sua vida - quase nenhuma delas foi a número 1 nas paradas da Billboard. E o mesmo vale para os livros que mudaram a maneira como você vê o mundo ou as lições que transformaram sua vida. 

Popularidade não significa "melhor". Significa, meramente, popularidade".   
 

Image: Pixabay
 
 

 


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