#jornalismo

Comida orgânica não serve para nada. (um post sobre podcast)

Ouvindo o podcast Science VS, aprendi que os supostos benefícios da comida orgânica (evitar o câncer sendo o principal deles) não foram comprovados cientificamente ainda.

Mas eu nunca fui uma grande defensora ou detratora desse tipo de alimento. Então o título aí é só para chamar atenção. O que eu quero mesmo é falar sobre o podcast

No Science VS, a jornalista Wendy Zuckerman escolhe um “fato” conhecido e vai atrás de evidências científicas para confirmá-lo. Ou não. A última temporada discutiu comida orgânica, controle de armas, hipnose, ponto G, e outros. Os programas têm um toque de humor, mas usa ciência de verdade e a edição é muito interessante. 

Wendy Zuckerman

Wendy Zuckerman

Recomendo muito! 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Este post pode causar câncer (Ou não. Ou sim)

Quantas vezes já lemos sobre os fantásticos benefícios ou colossais perigos de um alimento ou prática de saúde? Já paramos para pensar que essas matérias podem simplesmente estarem erradas?  A Vox fez uma matéria bem interessante mostrando quais são as principais dificuldades que cientistas enfrentam no trabalho atualmente. Entre os sete maiores problemas está o fato de que a ciência não é bem comunicada ao grande público.

“O jornalismo científico é frequentemente cheio de afirmações exageradas, conflitantes ou simplesmente enganosas”, diz o texto. As principais razões para isso são duas: erros de tradução e erros de intenção.

Acontecem os casos nos quais os jornalistas falham em traduzir as informações científicas para o leitor leigo. É preciso interpretar, resumir e simplificar os dados na hora de escrever o texto. Se o entendimento do repórter não for correto, a divulgação também não será. Já li sobre as dificuldades do outro lado também. Sobre como alguns cientistas têm dificuldade em comunicar para jornalistas os detalhes e a importância dos temas pesquisados. Isso, claro, gera problemas lá na frente.

Mas este é um obstáculo normal para o jornalista sério.

A segunda razão pelo qual a divulgação científica está falhando é mais complicada. A leviandade ou até má fé mesmo. Um título do tipo “tal alimento causa câncer” gera muito mais repercussão do que uma matéria mais moderada e balanceada sobre os andamentos de estudo que mostra a relação de tal elemento químico, com certas células, em um grupo de amostras, etc…

Outro problema, aponta a pesquisa da Vox com os cientistas, é a fato de termos leigos e celebridades falando sobre ciência. Propagando os benefícios disso ou daquilo, demonizando uma coisa ou outra, pregando as soluções tais e tais. Tudo sem qualquer embasamento realmente científico.

Temas de saúde e nutrição parecem ser os que mais se multiplicam com falhas. Quantas vezes já lemos sobre um alimento salvador? Quantas vezes já não vimos informações “inflacionadas” sobre os benefícios de uma nova forma de se exercitar? E quantas vezes essas informações não acabaram sendo retificadas ou até desditas com o tempo?

Para denunciar a impressa sensacionalista e alertar os leitores para não embarcarem nessa onda alarmista confusa, foi criado o Kill or Cure. O site mostra que alimentos matam ou curam o consumidor, ou os dois ao mesmo tempo, de acordo com o jornal inglês Daily Mail. Claro que é uma grande piada. A ideia é mostrar como essa publicação divulga informações contraditórias e levam o leitor a erro. Mas a lista é incrivelmente longa.

(Imagem: Vox)

 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Primeiro, a pergunta mais difícil

Sou fã de Louis Theroux. Ele é um dos meus jornalistas favoritos. E e um dos caras mais bobões e corajosos do mundo, ao mesmo tempo.

Ontem li mais algo incrível sobre ele. Numa entrevista para o The Guardian, que é um dos meus jornais favoritos, ele defendeu que repórteres devem subverter aquela ordem de fazer a pergunta difícil no final da entrevista.

Ele é conhecido por ser super direto e sincero com os entrevistados e se coloca em risco ou em situações constrangedoras por conta disso. Quem assiste os documentários dele sabe muito bem que “momentos de tensão” são simplesmente mandatórios. Mas ele defende que é assim que tem que ser.

“Como na vez que eu fui para uma mega cadeia em Miami. Disseram-me repetidas vezes: a maior regra aqui é que você não seja dedo-duro. Então [na entrevista com um grupo de presidiários] eu digo: Ouvi dizer que alguém foi esfaqueado aqui na semana passada. E tem vinte caras ao meu redor dizendo: sim, sim,sim. E eu pergunto: Bem, quem fez isso?. Eu pergunto! E eles vão dizer: Ah, pqp, isso é exatamente o que a gente nunca diz, você não tem noção não?. Às vezes eu assisto todo um documentário sobre cadeias e eles perguntam sobre a comida, a quanto tempo o cara está preso, onde ele dorme? Não! Você tem que perguntar o que ele fez e porque ele o fez! Essa é a grande questão que está pedindo para ser respondida! Depois você se preocupa com a comida”.

Parabéns, Louis. Você é fera.

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços