#leitura

#EscolhaAPaixão

E agora? É só me levantar e trabalhar todo os dias?

Sim.

Sozinho?

Provavelmente.

Para quê?

Não está claro.

Por quanto tempo?

Ninguém sabe.

Por que?

Porque é necessário.

Mas e se eu fracassar?

Você vai fracassar.

E aí?

Você decide se vai continuar tentando.

Será que é uma má ideia?

Isso não existe.

Mas e se for horrível?

Pare de duvidar e comece a fazer.

Nós vamos ter esta conversa de novo amanhã?

Se você quiser, sim.

Para onde tudo isso leva?

Pegue suas ferramentas. Trabalhe. E, com o tempo, você vai descobrir.

 

Esse diálogo fantástico é uma conversa imaginária entre aquela parte da gente que quer colocar ideias e projetos em práticas e aquele outro lado do nosso cérebro que fica achando que vai dar tudo errado.

Encontrei essa lindeza no livro Eu Sou as Escolhas que Faço, de Elle Luna. O título em português ficou meio brega. Em inglês é The Crossroad of Should and Must, que é meio difícil de traduzir mesmo. Mas o subtítulo explica bem a ideia do livro: como resolver o dilema entre o que o mundo espera de você e o que você quer do mundo. 

Elle é designer e trabalhou em grandes empresas como o Medium. Resolveu deixar essa parte da carreira para focar em arte, sua verdadeira paixão. Mas não se engane. Essa não é mais uma daquelas histórias do tipo advogada-bem-sucedida-que-largou-tudo-para-vender-brigadeiro-no-himalaia. Sempre que vejo esses relatos só consigo pensar em como essas pessoas pagam as contas!

O livro de Elle é sobre esse outro lado mesmo. Ela largou o emprego, comprou um estúdio e começou a pintar. Felizona. Mas depois bateu todas as dúvidas, medos e inseguranças normais de todo ser humano. Elle escreveu um texto maravilhoso no Medium (hehe) contando essa história

O livro é uma extensão deste texto inicial. Ela não tem as respostas. Ufa, ainda bem. Do contrário, seria uma leitura muito chata. Mas ela dá orientações muito simpáticas como encaixar a paixão na sua vida, de um jeito ou de outro. E fala sobre como mesmo que você não vá largar o emprego para ir vender brigadeiro no himalaia, não é preciso também esquecer tudo aquilo que te deixa feliz. 

De um jeito ou de outro, ou melhor, do jeito que der, #escolhaapaixão. 

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Fotos: Acervo pessoal e 52 Cups of Coffee.

 


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Uma lista de listas que listam coisas legais

Feliz 2016!

O primeiro post do ano é isso mesmo que você leu aí em cima: uma lista de listas que listam coisas legais.

Eu adoro listas. E já foi provado cientificamente que esse formato funciona muito bem com os leitores digitais, o Buzzfeed que o diga.

Ao longo do tempo, e, especialmente, no ano passado, escrevi vários posts enumerando uma sequência de itens. Então, segue a listagem dos dos artigos em forma de lista que eu mais gostei de fazer.

 

10 passos para ser criativo

10 livros essenciais para quem trabalha com mídias digitais

19 leis que deveriam existir caso “Internet” fosse um país

7 livros que contam a história das redes sociais e sites que amamos

Várias ferramentas gratuitas que facilitam a vida do autônomo digital

10 contas legais para você seguir no Snapchat

20 tendências que vão dominar nossas vidas e negócios no futuro próximo

 

 

E vocês, também amam listas?

[Clica lá no título para curtir e comentar, vai!]

 


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O cara que leu Guerra e Paz no celular

Semanas atrás falei sobre a minha impressão de que ninguém lia mais nada. A desculpa que eu havia encontrado na internet era que as distrações digitais estavam roubando nosso tempo com os livros. Conversando com gente legal e sabida sobre o assunto, percebi que estamos mesmo com dificuldade para ler, mas que ainda gostamos muito do bom e velho livro de papel.

Eis que hoje, encontrei esse artigo fabuloso do maluco (só pode ser) que resolveu desafiar tudo isso. Clive Thompson decidiu experimentar ler Guerra e Paz, um livro igualmente famoso e longo, todinho no celular. A ideia dele era testar se a leitura online é mais fácil ou mais difícil (e mais ou menos prazerosa) que a leitura no papel, além de verificar se as inúmeras distrações da internet iam atrapalhar demais o objetivo dele.

O resultado?

1 - Não teve jeito... Ele ficou multitasking enquanto lia. Mas era abrindo páginas do Wikipédia para pesquisar figuras históricas russas. Não era algo que o distraía da leitura, mas sim, ajudava na compreensão do livro.

2 - Mesmo assim... para completar a missão, Thompson deve que desativar todas as notificações do celular.

3 - Mas… Thompson descobriu que não são os alertas que nos desconcentram, somos nós mesmos. Quem nunca perdeu horas no celular mesmo sem ele ter apitado nada?

4 - Pesquisando… Thompson leu que essa reclamação sobre não conseguir se concentrar é muito antiga e nada exclusiva da nossa geração.

5 - Ok, mas… Ler no celular funcionou, mas nosso heroi continuou muito fã do formato impresso.  

6 - E o mais importante… Ele simplesmente descobriu que: se o livro é bom, você vai ler ele. Independentemente do formato ou das distrações. “O livro se torna a distração, aquela coisa com que o seu cérebro tanto precisa se engajar. Pare de checar o email e o Twitter! Você tem um livro para ler!”.

Depois do experimento com Guerra e Paz, Thompson adquiriu o hábito de ler no celular e já devorou outros clássicos na telinha. Mas não deixou de comprar livros contemporâneos na livraria pequena do seu bairro. No final, tem espaço para todos os formatos quando o leitor gosta de experimentar e de (adivinha?) ler.

O artigo todo de Clive Thompson está aqui. É muito bom!

Recentemente, escrevi alguns textos que se relacionam com o experimento dele e com as minhas leituras:

Dá para passar menos tempo e ser mais produtivo no Facebook 

Niguém lê mais nada?

Dicas de livros para quem trabalha com mídias digitais

Dicas de livros para quem quer entender as mídias digitais

Entrevista com uma das escritoras que mais vende ebook no Brasil
 

O que vocês estão lendo? É impresso ou digital? Qual formato vocês preferem?

[Imagem: Guerra e Paz de Cândido Portinari]

 


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Ninguém lê mais nada?

Tenho uma meta de ler (pelo menos) 12 livros por ano, todos os anos. É uma meta modesta, mas vamos lá. Esses dias, entretanto, me deparei com um texto no Medium no qual o autor declara, logo na primeira linha, só ter lido quatro livros no ano passado. Mas o artigo é exatamente sobre isso.

Na sua argumentação, com o título bem direto  de Why Can't We Read Anymore, Hugh McGuire acusa a internet de atrapalhar suas leituras e discute se não estamos todos, como ele, gastando muito tempo em sites e apps e pouco com livros.

O problema de McGuire me lembrou essa arte que Austin Kleon gentilmente colocou em seu site para download gratuito. É a minha tela de proteção no celular agora.

Em 2014, o danadinho do Austin leu 70 livros! 70! No blog ele explicou que segue algumas regras básicas para ler bastante. Eu concordei com todas, mas a mais interessante para mim é: se você não estiver nem se divertindo nem aprendendo com um livro, jogue ele na parede. Não me obrigo a ler livro chato.

Há alguns dias, li uma coluna de Suzana Herculano Houzel sobre os efeitos da literatura de fantasia no cérebro do leitor. Suzana é a mulher mais inteligente do Brasil, e que nome bonito ela tem né? No artigo, ela explica que quando lemos um livro como  os de Harry Potter, aceitamos a "mágica" na história e não ficamos procurando descobrir como o truque aconteceu, o que faríamos, na vida real, se tivéssemos, por exemplo vendo um show de um mágico. Ao aceitar o lado fantástico de uma narrativa, sem buscar explicações, nosso cérebro se abre para uma nova experiência. E isso faz bem. Dá uma sensação de "surpresa e prazer para o nosso cérebro, que fica atento, querendo mais". Suzana falou, está falado.

Márcia Lira, do Menos 1 na Estante, tem a mesma meta modesta que eu. #12livrosem2015. No blog, dá para acompanhar e comentar as aventuras literárias dela. Eu estou acompanhando o meu progresso pelo GoodReads (Me add!). Já cumpri 67% da meta. Mas o importante mesmo é que li livros muito bons até agora.


E vocês, estão lendo o quê? Se divertiram? Conseguem ler algo ou não largam o celular?

[Clica lá no título para curtir e comentar, vai!]


 


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