#twitter

Você não precisa de mais seguidores. Nem eu.

Será que nós, pessoas físicas, precisamos de sempre mais seguidores nas redes sociais? Será que estamos ficando obcecados com os números como se precisássemos prestar contas para alguém? Estou perguntando isso porque acho que a resposta é sim.

Eu gosto do Twitter. Eu adoro quando chegam novos seguidores e sempre penso um “poxa” quando algum seguidor se vai. Mas gente, vamos combinar uma coisa? Eu não preciso de mais followers. Nem você. Nem ninguém. Em lugar nenhum. A graça não está aí.

Sabe um negócio que eu gosto mais do que novo seguidor? Nova notificação. E quando o papo é legal, com alguém que eu ainda não conheci pessoalmente, e, ainda por cima, rende, maravilha! Não precisamos de mais seguidores. Precisamos de melhores seguidores. Precisamos de interação.

Percebo algumas pessoas postando conteúdo genérico em suas redes só para atingir um público maior. Já fiz isso. Sabe qual é o resultado? Pessoas genéricas te seguem de volta. Você posta sobre um tema X, um robozinho te acha pela palavra-chave e, pimba, novos seguidores. É bom e válido, se você quer volume. Mas quem quer volume nas redes sociais pessoais? Eu não posto no Twitter para ganhar novos seguidores, eu posto para conversar com as pessoas.

Estou tentando ser o menos genérica possível agora. Não fico falando das minhas finanças ou das minhas consultas médicas. Redes sociais não são para isso, people! Mas falo do que me interessa, mesmo que o que eu goste não seja uma hashtag trending topic. Nunca é. Ultimamente, por exemplo, estou obcecada pelo novo CD do Nightwish. A música é incrível, Floor Jansen é perfeita e as letras falando de Carl Sagan e Henry David Thoreau são fantásticas. Vou postar muito sobre isso. E o legal é que, mesmo que 90% das pessoas não saibam do que diabos eu estou falando,  os outros 10% vão adorar e querer trocar ideias comigo sobre o álbum. E, aos poucos, essa proporção vai se ajustando.

Austin Kleon (também estou obcecada pelo trabalho dele) fala disso em seu livro “Show your Work”. A ideia dele é o seguinte. Não se preocupe com modinhas, nem com o número de seguidores. Não jogue para a plateia. Fale do que você gosta, compartilhe o que você gosta, e outras pessoas interessadas nos mesmos assuntos vão encontrar você. Adorei.


“Make stuff you love and talk about stuff you love and you'll attract people who love that kind of stuff. It's that simple.  Don't be creepy. Don't be a jerk. Don't waste people's time. Don't ask too much. And don't ever ask people to follow you. "Follow me back?" is the saddest question on the Internet”.  -- Austin Kleon

        [Clica lá no título para curtir e comentar, vai!]

 


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7 livros para entender a história das redes sociais e sites que amamos

A história da criação de algumas redes sociais é tão interessante que até podia virar filme. Não, espera…   Criatividade, inovação e empreendedorismo estão sempre na receita da criação dos sites e redes sociais que usamos e amamos hoje. Mas, no processo entre um bom conceito e o estabelecimento de uma rede social de sucesso mundial, acontecem muitas brigas, roubo de ideia (ou não, isso é controverso), e soluções mirabolantes.   Ler a história do Google, Facebook, Amazon e outros, pode ser uma boa janela para espiar como acontece o processo criativo de empreendedores geniais. Além de ser um bom aprendizado sobre gestão e relacionamento, nem que seja para entender o que não fazer.   Quais desses vocês já leram?
 
 
1 – Bilionários Por Acaso – Ben Merizch
O livro promete “uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição”. Apenas! O relato de Merizch sobre a criação do Facebook já foi acusado de ser um tantinho exagerado. O problema ficou maior ainda quando a obra foi adaptada para o cinema, no filme A Rede Social. Aí é que a história foi ainda mais “embelezada”. A verdade é que o livro não é exatamente mentiroso. Mas, como foca nos depoimentos dos ex-amigos-agora-inimigos de Mark Zuckerberg, a história acaba sendo um pouco tendenciosa. O fundador do Facebook não aceitou receber o jornalista para falar sobre o assunto. Mas, mesmo sem Zuck, ou até por isso mesmo, o livro é bem divertido.
 
 
2 – O Efeito Facebook - David Kirkpatrick
Ao contrário de “Bilionários por Acaso”, este livro foi plenamente autorizado por Mark Zuckerberg, que participou de várias entrevistas com o jornalista David Kirkpatrick durante a elaboração da obra. Se o relato de Merizch é o filme de ficção sobre o início do Facebook, o livro de Kirkpatrick pode ser considerado o documentário sobre o mesmo tema. Uma das melhores obras desta lista toda, O Efeito Facebook conta não só como a ideia para a rede social surgiu (e todas as intrigas neste início), mas também como Zuckerberg e Cia transforam o conceito em algo utilizado por 1 bilhão de pessoas!! Parcerias, idas e vindas, mudanças de gestão, erros, compras e problemas fazem parte desta história. Ótimas lições de gestão e um livro sensacional para entender porque o Facebook é sim extremamente inovador, pioneiro e genial.
 
 
3 – De Zero a Um – Peter Thiel
Peter Thiel está no filme sobre o Facebook. Ele é muito citado tanto no Bilionários por Acaso e no O Efeito Facebook. Mas ele não é exatamente o cara mais conhecido quando falamos do Facebook. Apesar de ser um dos fundadores do PayPal, Thiel é mais (des)conhecido por ser um investidor-anjo que colocou dinheiro no Facebook quando a rede ainda estava começando. Neste livro, temos a oportunidade de ouvir o seu lado da história. O livro é recomendado por ninguém mais, ninguém menos que o próprio Mark Zuckerberg.  Na obra, Thiel mostra como ele se tornou um dos investidores mais importantes do Vale do Silício.
 
 
4 – A Eclosão do Twitter – Nick Bolton
Quatro amigos se juntaram para desenvolver uma ideia brilhante que acabou se tornando o que chamamos hoje de Twitter. Nick Bolton, que é repórter do New York Times, mergulhou na história do microblog para escrever este relato e mostrar que, olha só, não foi bem assim. Um livro com o subtítulo “uma aventura de dinheiro, poder, amizade e traição” só pode ser, no mínimo, interessante.
 
 
5 – Um Passarinho me Contou – Biz Stone
Depois da publicação de A Eclosão do Twitter, Biz Stone deve ter pensando: ah não, agora eu vou ter que contar essa história do meu ponto de vista. O co-fundador do Twitter lançou sua versão um ano depois. Além de estar à frente do microblog, Stone é investidor-anjo de muitas (muitas!) outras empresas, é CEO de mais outras duas e já publicou outros livros, em especial, sobre blogs. Ele realmente deve ter muita história para contar. E dinheiro. Ele deve ter muito dinheiro.
 
 
6 – A Loja de Tudo – Brad Stone
Brad Stone, o autor desse livro, conseguiu resumir bem o que é a Amazon com esse título, não foi? Coloquei essa obra na lista porque, além de o livro ser bem interessante, sempre acho que Jeff Bezos é um dos empreendedores menos reconhecidos quando falamos dos gênios do Vale do Silício. Bezos, o idealizador da Amazon, tem toda uma vida de conquistas acadêmicas e empresariais e é o cara que, praticamente, definiu o ecommerce como conhecemos hoje. Somente.
 
 
7 – O que a Google Faria? – Jeff Jervis
Eu gosto muito do trabalho de Jeff Jarvis. Já escrevi sobre outro livro dele aqui. Nesta obra, Jarvis faz o que ele mesmo definiu como uma “engenharia reversa” da Google. Ele explica os processos administrativos e criativos da Google, identificando os pontos diferenciados e inovadores. Basicamente, o que faz da Google a Google. Depois, o autor mostra como aplicar essas lições em outros cenários como em instituições, universidades e até mesmo ao governo.
 
 
E vocês, concordam ou discordam da minha lista? Quais são os seus favoritos? 

[Esse artigo foi originalmente postado no Digai.]

 

 


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Não vou falar sobre a Risquè

A Risquè deu uma bola super fora com a nova campanha. A ideia era elogiar atitudes masculinas. Até aí tudo bem, o problema é que as ações que a marca de esmaltes resolveu homenagear são atos que já devia fazer parte do dia a dia dos homens como... fazer o jantar.

A hashtag #homensrisque dominou o Twitter com protestos contra o machismo. Então pensei em escrever sobre isso para o Digaí. Mas porque perder tempo falando disso? Resolvi aproveitar o mote e falar sobre uma compilação que o próprio Twitter dvulgou recentemente sobre as principais hashtags e perfis para a discussão sobre igualdade.

Muito melhor, não é não? O artigo está aqui.

 


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