Facebook

Redes sociais são para comunicação, não para conexão

As redes sociais são ao mesmo tempo uma maravilha e uma complicação. Individualmente ou como sociedade ainda temos muita dificuldade em usar o lado bom do Facebook e afins sem nos perdermos nos problemas que estas mesmas ferramentas causam. A pesquisadora Brené Brown tem uma boa ideia de como podemos resolver esse dilema.

Provocada pelo fotógrafo Chase Jarvis a mostrar a face positiva das redes sociais, ela explicou:

“Acho que as mídias sociais são ferramentas de conexão ruins. Se nós as estivermos usando para falar uns com os outros, eu acho que elas são muito úteis. Se nós as estivermos usando como nossa única forma de conexão com os outros, elas nos deixam na mão”

Ela continua explicando que, atualmente, mantém contato via internet com a melhor amiga, Eleanor, mas que a relação das duas é forte não por conta das conversas pelo Facebook, e sim, por causa de todas as horas que elas já passaram juntas na vida real conversando, dirigindo, dando risadas. Ou seja, as redes sociais não substituem uma conexão verdadeira com outra pessoa, mas nos ajudam a manter a comunicação com quem está longe.

Brenè Brown estuda vulnerabilidade e vergonha há mais de 20 anos e é autora de diversos livros sobre o assunto. Recentemente, ela estreou um especial na Netflix no qual resume o que aprendeu nessas duas décadas de pesquisa. Entre os temas que ela aborda, um dos que eu mais gostei foi sobre como enfrentar os troll da internet (e da vida real).

Chase Jarvis é fundador do Creative Live um site com aulas, vídeos, podcasts e artigos sobre criatividade.

A entrevista de Jarvis com Brené está neste vídeo. O papo sobre redes sociais acontece aos 36m25s.

 


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O que é fake news segundo o Facebook 

Recentemente, o Facebook divulgou um vídeo mostrando o trabalho da equipe contratada pela empresa para combater as fake news e as páginas falsas na plataforma. O esforço ainda está no começo mas, as bases técnicas para as ações já foram definidas e parecem bem interessantes. Um destaque é como o Facebook define fake news.

Para começo de conversa, os funcionários que aparecem na divulgação evitam o termo “fake news”. Eles falam de “notícias falsas”, “informação errada” ou “desinformação”. Muitos veículos têm feito o mesmo, já que o termo passou a ser usado para atacar a imprensa. A empresa admite que há muito conteúdo que pode ser encaixado nesses rótulos e que determinar o que é ou não “falso” é muito difícil. 

Os quatro tipo de posts de acordo com veracidade e intenção

Eduardo Arino de la Rubia, gerente de ciências de dados do Facebook, explica essa dificuldade no vídeo. Ele mostra o problema usando um gráfico onde, no eixo horizontal temos o nível de verdade de uma informação e, no vertical, temos uma escala da intenção de enganar. No cruzamento dos dois elementos, os dados e a motivação, vamos encontrar a medida de quão perniciosa é a postagem. Ele divide esse gráfico em quatro. 

A parte de baixo é a mais tranquila. No canto inferior esquerdo temos post com pouca verdade, mas também, pouca intenção de enganar. “Isso é só estar errado na internet, acontece”. No canto inferior direito, estão as postagens com informações bastante corretas e com baixa motivação de enganar. “Espero que aconteça um dia”, brinca Rubia.

É na parte de cima que a coisa fica feia, pois há intenção de enganar ou, no mínimo, de confundir. 

O canto superior direito tem posts com muita verdade, mas também, muita intenção de levar o leitor a uma certa conclusão. Atenção: não é notícia falsa. É informação manipulada. “É propaganda”, diz Rubia. Um bom exemplo dessa situação são postagens com dados estatísticos corretos, mas tirados de contexto para induzir o leitor a uma determinada interpretação. 

E então, a pior parte. O quadrante superior esquerdo, onde estão os posts com pouca verdade e muita intenção de enganar. Estas são as “notícias falsas” propriamente ditas. “Esses são os conteúdos pensados para serem virais, são as mentiras fabricadas”, explica Rubia.

Combatendo as notícias falsas

No vídeo, o gerente de dados, diz que o Facebook tem que acertar no combate a esse último tipo de post. O restante, para ele, estaria no campo da liberdade de expressão, uma área na qual a rede social não quer entrar. Isto porque o Facebook luta para manter o status de plataforma neutra. A filosofia é que não cabe à gigante controlar o que é postado, apenas oferecer o espaço e deixar que os consumidores decidam por si. O Facebook está agindo e mostrando (um pouco) o que eles estão combatendo e o que estão “deixando passar”. O resto, é com a gente.
 

 


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Vamos fazer comunicação do bem?

Você está enlouquecendo na internet? Eu também.
Não entende como é que pode tanta briga e desentendimento? Eu também.
Por isso quero deixar um convite: vamos fazer uma comunicação do bem?
Tenho estudado bastante sobre como o nosso cérebro lida com a informação, como nossos vieses complicam o diálogo, como as redes sociais potencializam tudo isso. Estou fascinada com o que tenho aprendido e animada para dividir tudo isso por aqui. Vamos nessa?

Comunicação do bem

Por estímulo (obrigação) do curso que estou fazendo sobre empreendedorismo para jornalistas, tive que pensar no propósito do meu trabalho. Além da necessidade humana de pagar contas, o que me faz produzir? Nesse exercício, a resposta super óbvia para mim foi: fazer comunicação do bem. 

Eu ainda não cheguei à uma definição única para esse conceito. Mas é a pergunta que está me movendo, ultimamente. E é esse desafio que eu quero dividir com você. Vamos pensar juntos o que é uma comunicação inteiramente do bem? Uma comunicação que agregue e não divida. Que informe sem encher o consumidor de dados que ele não consegue processar. Que ajude na conversa e não na briga. Que promova o entendimento e não só o “ganhei a briguinha no Facebook”.

Tenho milhões de ideias de conteúdo sobre tudo isso e quero contar com você na discussão.

BlogPostComunicacaoDoBem.png

Comunicação do bem para empresas

A provocação do curso também me fez pensar em como traduzir essa filosofia para ajudar empresas a se comunicarem melhor. Claro que toda marca quer vender. Mas como vender sem ser chata, respeitando as pessoas, e sendo uma força do bem no mundo?

Também tenho várias ideias nessa área também.

Vamos nessa?

Por enquanto, eu queria começar apresentando o conceito. A #ComunicacaoDoBem será o guia do que virá por aí. E você está convidado.

Imagens: Pixabay e Nappy

 


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Como usar o Feedly para substituir o Facebook

Se o Facebook não é lugar para ler notícias e não dá para a gente comprar trocentos jornais de papel todo dia, como faremos para ficar bem informados?  
 

Algumas semanas atrás, sugeri usarmos o Feedly. A ferramenta é um agregador de posts. Você diz quais são os sites que você gosta e o Feedly mostra quais são as últimas atualizações daquelas páginas, tudo num lugar só. 
 
Conversando sobre isso, Márcia Lira (do Menos Um Na Estante) me deu uma ótima ideia. Ela lembrou que o Feedly dá um pouco de trabalho para organizar no começo e perguntou se eu não poderia mostrar como foi que eu fiz o meu.  
 
Então, lá vai: como usar o Feedly para ficar bem informado sem usar redes sociais nem ficar pulando de site em site.  

1 - Comece aos poucos e vá crescendo

Márcia lembrou muito bem, é preciso ter um tempinho livre para alimentar o Feedly com tudo que você quer ver. Então, a minha dica para não desanimar é começar aos poucos. Eu, por exemplo, abri minha conta lá só com os assuntos que, na época, eu estava estudando na pós-graduação: marketing digital e redes sociais. 
 
Nessa área, sigo: FastCompany, Gizmodo, Mashable, TechCrunch, The Next Web, Buffer, B9, Update or Die, Blue Bus, entre outros. 
 
Sigo também os blogs oficiais do: Facebook, Twitter, Instagram e Google.

(Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly com as matérias da editoria "Digital")

2 - Crie suas próprias editorias e as personalize

Depois de alimentar meu assunto principal de interesse, fui atrás das notícias gerais. 
Criei um feed com notícias de Recife / Pernambuco, outro para notícias do Brasil, e um terceiro para notícias do mundo. Nesses casos, comecei seguindo os maiores veículos e depois fui acrescento outras fontes. 
 
Notícias do Recife: Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, LeiaJá, G1 Pernambuco, etc. 
 
Notícias do Brasil: Nexo, BBC Brasil, Intercept Brasil, Poder360, HuffPost, Veja, BuzzFeed, etc. 
 
Notícias do Mundo: The Guardian, BBC, CNN, Vox, Time, etc. 
 
Na maioria dos casos, é possível personalizar quais editorias seguir em cada veículo, o que eu recomendo muito. O Diario de Pernambuco, por exemplo, permite que eu siga somente notícias do meu time, o Sport, ao invés de todas as atualizações sobre futebol. E a Vox, dá a opção de seguir colunistas ou temas específicos.  

(Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly. Na imagem aparece as opções de personalização de editorias do site Vox)


3 - Abra espaço para os assuntos que te fazem feliz  

Eu abri um feed só para agregar notícias e blog posts de fãs sobre a banda Sonata Arctica, porque sim, quem manda no meu feed sou eu! Sugiro muito você também criar “editorias” de assuntos que te deixam felizes.  
 
Eu tenho um feed feliz com notícias sobre ciências. Não tem nada a ver com a minha vida, mas eu acho divertido. Tenho outro feed só com blogs que eu acompanho. O que é uma mão na roda para não perder nenhum post. 
 
Ciências:  XKCD, Superinteressante, BrainPickings, IFL Science, Mental Floss, etc
Blogs: Austin Kleon, Vida Organizada, Delirium Nerd, The Valkirias, Livro Errante (o blog da minha mãe!!!), Menos um na Estante (o blog de Márcia!), entre outros. 

(Descrição da imagem: Print da tela de computador mostrando o Feedly com uma lista de blogs que eu gosto de acompanhar)


 E aí, pronto (a) para montar o seu próprio feed de notícias? 

 


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Não leia apenas o conteúdo mais popular

No meio do escândalo da “mineração” de dados do Facebook pela Cambridge Analytica, uma resposta comum foi #DeleteFacebook. Eu discordo. Mas acho que temos que mudar radicalmente nosso relacionamento com a rede de Mark Zuckerberg. Acho que precisamos sair da armadilha do conteúdo popular.  

(Descrição da imagem: Homem jovem usa o computador. Atrás dele, o fundo da imagem mostra os ícones de diferentes redes sociais como Twitter, Facebook e YouTube)

Facebook (e 99% das outras ferramentas de conteúdo digital) prioriza os posts mais clicados. Quanto mais clicado for um post, mais ele será visto e mais ele será clicado, criando um ciclo eterno de popularização do conteúdo popular. 

Para quem quer consumir notícias, esse processo é insano! (Sim, eu já disse isso antes). Não podemos ler apenas as matérias mais lidas. 

Por causa dessa discussão, lembrei de um post meio antigo de Seth Godin que se encaixa perfeitamente nessa conversa. É sobre como os conteúdos mais populares não são, necessariamente, os mais significativos. Veja o que ele diz e me diga o que você acha: 

Se tudo que você consome é a lista das mais lida, se tudo que você ouve são os hits, se tudo o que você come é o item mais popular no menu - você está perdendo

A web nos levou a ler o que todo mundo está lendo, o hit do dia. Mas popular não é o mesmo que importante. Popular não é o mesmo que profundo. Popular nem é o mesmo que útil. 

Para tornar algo popular, o criador deixa de fora as partes difíceis e amplifica os riffs que agradam a multidão. Para fazer algo popular, o criador sabe que está mudando as coisas em troca de atenção. 

As músicas que você mais ama, a trilha sonora da sua vida - quase nenhuma delas foi a número 1 nas paradas da Billboard. E o mesmo vale para os livros que mudaram a maneira como você vê o mundo ou as lições que transformaram sua vida. 

Popularidade não significa "melhor". Significa, meramente, popularidade".   
 

Image: Pixabay
 
 

 


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Devemos parar de ler notícias no Facebook

Vocês viram Mark Zuckerberg todo estropiado na capa da Wired?

Fonte:  Wired   (Descrição da imagem: Foto da capa da revista Wired. A capa é uma imagem feita em computador que mostra Mark Zuckerberg com arranhões por todo o rosto, um corte no canto na boca e um curativo na sobrancelha direita)

Fonte: Wired

(Descrição da imagem: Foto da capa da revista Wired. A capa é uma imagem feita em computador que mostra Mark Zuckerberg com arranhões por todo o rosto, um corte no canto na boca e um curativo na sobrancelha direita)

A revista trouxe, esse mês, uma matéria longa (mais de 50 fontes!) sobre os últimos dois anos dentro do Facebook e as porradas que a rede levou. O principal problema nesse período? A relação da plataforma de Zuckerberg com os veículos de notícia, as fake news e os posts gerados apenas para conturbar a discussão política nos EUA.

Depois de ler tudo (demorei três dias), cheguei a conclusão de que a solução não é sair do Facebook e falar mal da rede. O que precisamos fazer é mudar como nos relacionamos com ela. E o principal passo é o seguinte: devemos parar de ler notícias no Facebook.

Facebook não é veículo de informação

A matéria da Wired explica muito bem um dilema que tem assombrado o Facebook: ser ou não uma empresa de mídia. Mark continua dizendo que a rede é um lugar para encontrar amigos e parentes. O diretor da parte de notícias, disse o mesmo, recentemente.

Entretanto, o Facebook fechou várias parcerias com veículos de notícia, criou o Instant Articles para melhorar a visualização desse tipo de conteúdo, e investiu na criação de uma departamento de jornalistas para mediar os trending topics.

Em resumo: o Facebook não se diz uma empresa de mídia. Mas não para de flertar com esse mercado. 

E nós, usuários, ficamos como nessa bagunça?

O problema do gatekeeper único

Mesmo que estejamos muito cientes da complicada relação entre o Facebook e os veículos de notícias, temos um problema.

É muito preocupante que todos nós tenhamos trocado vários “gatekeepers” por apenas um. 

Antes da internet plenamente interativa, se usava o termo “gatekeeper” (o guardião do portão) para definir os curadores que tinha o “poder” de decidir que conteúdos seriam publicados. Revistas, programas de TV, jornais, eram guardiões. Os editores destes veículos escolhiam o que era notícia o que não era. E a gente só consumia. 

Com a evolução da internet, isso mudou. Em teoria, os guardiões perderam força. Eu agora posso ver notícia em qualquer lugar, de várias partes do mundo, de diferentes formatos, com variadas fontes. E eu posso também fazer a notícia ou o conteúdo. Eu sou consumidora e gatekeeper. Eu decido. 

Na teoria.

Na prática, não foi bem assim. Hoje, temos variedade sim. Mas temos um só portão. O Facebook. Todo conteúdo produzido na internet acaba parando no Facebook. Todo blog, canal do YouTube, livro digital, pesquisa na internet, site de notícia, é divulgado onde? Isso, no Facebook. Todos os rios desembocam nesse mesmo mar.

Isso é insustentável, porque coloca todas as nossas fontes de informação num mesmo funil, sob um mesmo algoritmo, dentro das mesmas regras. Toda notícia que você lê está à mercê das regras do Facebook. Isso não é só ruim, isso é insano!

A culpa é de Zuckerberg?

O Facebook é uma empresa que quer crescer sempre mais. A parceria com veículos de notícias é lucrativa e a rede não vai recuar tão cedo. 

Até acredito nos esforços declarados de Zuckerberg de tentar tornar essa relação mais clara, ética e transparente. Ainda assim, não podemos ter o Facebook como o único gatekeeper de todo conteúdo que consumimos na internet.

A solução, para mim, é variarmos nossa dieta de informação.

Pessoalmente, uso muito o Feedly para criar uma lista de leitura com todos os meus veículos favoritos. Já decidi a turbiná-lo e torná-lo meu “novo Facebook”.

Vamos voltar a visitar os sites de notícia, vamos acessar diretamente nossos blogs favoritos. Vamos ouvir podcasts pelos aplicativos, vamos ligar as notificações do YouTube.

Vamos abrir vários portões!

 


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3 resultados de uma boa comunicação

Uma empresa pode se beneficiar de uma comunicação eficiente de diferentes maneiras. Entretanto, todos os resultados positivos podem ser agrupados em três tipos principais: vendas, reputação ou engajamento.

Como a comunicação pode ajudar uma empresa?

A primeira forma no qual a comunicação pode ser usada para gerar resultados para uma empresa ou profissional é, talvez, a mais óbvia: a geração de vendas.  Claro que todo negócio vive de lucro e, no final das contas, todos os diferentes setores de uma companhia estão voltados para vender ou dar apoio à atividade de vendas. Falando assim até parece algo extremamente seco e oportunista. Mas não é. Aí é que entra uma boa estratégia de comunicação. Com o tom correto e o diálogo aberto, a comunicação para vendas pode gerar resultados bem interessantes com os consumidores. 

Outra forma é a comunicação para fortalecer a reputação de uma marca ou um profissional. Muito marketing de conteúdo tem sido pensado dentro desta demanda. Neste caso, o objetivo principal é estabelecer a empresa ou pessoa como especialista em sua área, como ator importante do mercado e como referências em seu setor de atuação. Uma boa forma de se fazer isso é compartilhando e produzindo conteúdo relevante. Aí, mais uma vez, uma estratégia de comunicação bem bolada fará toda diferença.

A terceira forma de um negócio se beneficiar de um trabalho de comunicação é aumentando o engajamento com os clientes. Isso não quer dizer apenas ter vários seguidores no Facebook. Mas sim, ter diferentes canais para conversar com o cliente e atende-lo da melhor forma possível. É ter uma estratégia para trazer o consumidor para perto da marca e habilitá-lo a fazer parte do negócio, de certa forma, participando das ações, usando as plataformas da empresa para trocar ideias, recomendando os produtos para amigos e assim por diante.

Recapitulando, em resumo, a estratégia de comunicação pode ajudar uma empresa das seguintes formas:
•    Comunicação para alavancar vendas
•    Comunicação para fortalecer a reputação da marca ou profissional
•    Comunicação para aumentar o engajamento do cliente

(Um quarto caso seria o gerenciamento de crise, que é comunicação que as companhias precisam fazer em caso de problemas. Mas não vamos explorar esse tema aqui).

Como escolher a comunicação para a empresa

Esses são os três possíveis resultados positivos que a comunicação externa (ou seja, a conversa com os clientes e comunidade) pode trazer. Não dá para atirar para todos os lados, é preciso avaliar e escolher quais destes três caminhos é o mais relevante para a filosofia e o momento da empresa. Algumas recomendações podem ajudar a guiar essa escolha.

Comunicação para vendas é ideal para: 
•    Negócios iniciantes que precisam se apresentar ao mercado.
•    Empresas que querem aumentar a saída de um produto.
•    Negócios que estejam lançando uma nova solução.
•    Empreendimentos inovadores que precisam explicar como funcionam para o público.

Comunicação para reputação é ideal para:
•    Especialistas como psicólogos, consultores, palestrantes e demais profissionais que vendem serviços intelectuais.
•    Profissionais que são sua própria marca.
•    Empresas que desenvolvem serviços especializados.
•    ONGs e instituições que contam com a reputação para gerar receita.

Comunicação para engajamento é ideal para:
•    Empresas que são escolhidas pelo cliente de acordo com o relacionamento que ele tem com a marca. Por exemplo, lojas, restaurantes, clubes ou cafeterias.


Abaixo, um resumo de como eu trabalho dentro destes três resultados possíveis e como as ferramentas de comunicação devem se encaixar na estratégia adotada.
 

Imagem: Canva

Apresentação: Marcelo Valença 

 


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Como brigar na internet (corretamente)

Se você nunca quis brigar no Facebook tem algo errado com você. Brincadeira à parte, quem nunca leu uma bobagem na internet e precisou conter a ânsia de sair logo criticando? As redes sociais, com seu infinito potencial para criar conexões incríveis entre os seres humanos, são também um lugar propício para bate-boca. Eu já tive que me segurar muitas vezes. E já parti para a discussão também. Mas acho que dá para conversar civilizadamente e tirar proveito dessa loucura toda.

O escritor e professor Mortimer Adler acreditava que para que qualquer discussão fosse produtiva, os debatentes deveriam seguir algumas regras básicas de educação e argumentação. Ele chamou esse conjunto de orientações essenciais de “regras de etiqueta intelectual”. 

Sabe onde está faltando isso aí? No Facebook, no YouTube, nos comentários do G1, na internet em geral.

Adler escreveu seu mini manual em 1940, no livro Como Ler Livros. Ele queria ajudar os leitores a terem uma “discussão” frutífera sobre o conteúdo proposto por escritores em suas obras. As ideias dele, entretanto, podem ser transpostas para a internet sem qualquer problema, e estão mais atuais do que nunca.

Vamos a elas:

Como saber se você pode brigar 

Ok. Você leu aquele textão do Facebook defendendo alguma ideia que você julga absurda e, em um piscar de olhos, seus dedos já estão furiosamente digitando um contra argumento. Calma! Antes de começar uma briga (ou melhor, uma discussão civilizada), analise se as regras de etiqueta intelectual foram cumpridas. 

Primeira regra: “Não critique até que tenha completado o delineamento e a interpretação do livro. (Não diga que concorda, discorda ou que suspende julgamento até que tenha dito entendi)”, explica Adler. No nosso caso, troque “livro” por “post polêmico”. Depois, tenha certeza de que você realmente compreendeu o que foi dito antes de começar a argumentação contrária. Nem preciso dizer que não vale comentar (discordando ou concordando!) sem ter lido tudo, não é? 

Segunda regra: “Não discorde de maneira competitiva”. Ou seja, não inicie uma briga (ops, discussão civilizada) para ganhar ou para humilhar quem você está criticando. Discorde para esclarecer algo, para entender o ponto de vista do outro, para aprender mais ou até mesmo para manter a conversa rolando, já que diferenças nem sempre são negativas. Mas nunca para competir.

Terceira regra:Demonstre que reconhece a diferença entre conhecimento e opinião pessoal apresentando boas razões para qualquer julgamento crítico que venha fazer”. Gente, esse Adler era danadinho mesmo! Em 1940 o cara já estava ligado no que viemos a chamar de “pós-verdade” e “fatos alternativos”. Aqui são dois passos. Você tem que separar o que no post polêmico é a opinião do autor e o que é um dado comprovável. Isso vai fazer diferença na hora de bolar a resposta, mas nem sempre é óbvio. Muitos soltam suas ideias sem dizer “eu acho” antes, fazendo parecer que elas são a mais pura realidade. Em seguida, você tem que fazer o mesmo no seu comentário, mostrando o que é um sentimento seu e o que é um fato.  

Como criticar alguém

Se você acha que passou bem pelas regras acima, maravilha, pode soltar a mão na resposta. Adler também elaborou orientações sobre como mostrar um argumento contrário para alguém.

Para ele, o autor de um conteúdo só pode estar errado de quatro maneiras. Ou ele está desinformado, ou está mal informado, ou traçou uma linha de raciocínio errada ou deu uma explicação incompleta. Só. Perceba que, com isso, saímos do mundo do achismo, da raiva, do fanatismo, enfim, das emoções inflamadas. A conversa agora é sobre dados reais. Todas as formas de criticar alguém devem estar nessas categorias. Caso não, seu argumento será emocional e não intelectual. 

Se só existem quatro formas de estar errado, só temos também quatro formas de criticar. Adler dá o caminho:

Mostre onde o autor está desinformado – Se o dono do post polêmico disser, por exemplo, que lugar de mulher é na cozinha porque elas gostam mais de cuidar da casa, mostre essa pesquisa da ONU sobre trabalho doméstico. Ou pergunte a ele se a afirmação, ao invés de um dado, não seria uma opinião dele.

Mostre onde o autor está mal informado – Eu acabei de ver uma foto de Trump jovem com seus pais vestidos de KKK. Se eu tivesse postado essa imagem revoltante você poderia dizer que eu estou com uma informação errada, que o retrato é falso e que a fonte onde eu a encontrei (o Twitter de um desconhecido) provavelmente não é confiável.

Mostre onde o autor foi ilógico – É o famoso “lé com cré”. Diga como a linha de raciocínio (tal ato leva a tal reação por tal motivo) não procede. Por exemplo, “um grande fluxo de imigração em uma área causa aumento da criminalidade naquele local”. Isso já foi desmentido.
 
Mostre onde a análise ou explicação do autor está incompleta – Às vezes, a informação está errada porque não está inteira ou é um recorte de um contexto maior. Isso acontece muito com estatísticas, das quais é utilizada apenas a parte que interessa para o argumento. Fora de uma perspectiva, alguns dados podem ter interpretações bem diferentes.
 
Se você não puder discordar utilizando um ou mais desses métodos, adivinha só, de novo seu problema é emocional e não racional. 

O escritor abre uma exceção, entretanto. Caso você, o crítico, desconfie de que o autor incorreu em algum dos problemas acima, mas não tiver dados para mostrar-lhe esse erro, você pode "suspender o julgamento". Você pode nem concordar, nem discordar, pode ficar "desconfiado em cima do muro". Mas neste caso não discuta. Seja educado.

Não brigue com qualquer um

O escritor elaborou essas ideias para ajudar o leitor a discutir intelectualmente. As ideias são voltadas para quem vai contra argumentar, rebater um conteúdo. Eu acho, entretanto, que talvez possamos espelhar as regras de Adler e, desta forma, usarmos estas orientações para decidirmos com quem vamos brigar.

 Funcionaria assim: qualquer postagem, tuite, artigo, que não cumprissem as regras básicas de “etiqueta intelectual” ou que não passem razoavelmente no teste dos quatro erros não mereceriam resposta. Ou seja, aquele textão tão irritante do Facebook não merece qualquer atenção se não tiver sido escrito com o mínimo de educação e não contiver dados que possam ser comprovados ou rebatidos. 

Eu acredito que, seguindo as ideias de Adler, e adotando algumas extrapolações, brigar na internet passaria a ser um exercício de argumentação e aprendizado bem interessante.

Vamos brigar!


(Lembrando que abuso, bullying e discurso de ódio não devem ser discutidos, mas denunciados). 
 

 


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O que fazer com as notícias falsas?

O jornalista Jeff Jarvis fez uma lista com medidas que o Facebook poderia adotar para diminuir o compartilhamento de notícias falsas. Outro jornalista, Fábio Penna, fala sobre como nós é que temos que mudar como consumimos informações por lá

 


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Ilustrador brasileiro fala como é ter o Facebook como cliente

Os brasileiros, Facebook afora, comemoraram o lançamento dos stickers (ou figurinhas na versão em português) que celebravam a cultura do nosso país. Em especial a cultura “internética” do Brasil. Para alegria geral da nação, além de bonitinhos, os desenhos foram criados por um artista nacional, o ilustrador pernambucano Raul Aguiar.

Conversei com ele para saber como foi o trabalho com o Facebook e ele nos contou que, diferente do que talvez muita gente poderia pensar, a empresa de Mark Zuckerberg foi um cliente muito legal. “É interessante ver um cliente de fora pedindo que eu desenvolva algo no meu estilo, não tenho essa liberdade criativa aqui no Brasil”.

Aguiar explica que o projeto foi criado conjuntamente, com sugestões do cliente e discussões sobre cada um dos desenhos. “A equipe do Facebook foi super prestativa, entendiam totalmente o meu estilo e me apoiaram sempre que necessário”, contou o ilustrador. O interessante é que a arte tinha que ter a cara do Brasil e o ilustrador pode combinar isso com o seu estilo próprio de desenhar. As figurinhas combinam gírias brasileiras (algumas da internet, outras não) com os personagens super coloridos que marcam outras criações de Aguiar. “Inicialmente o projeto teria apenas duas cores, pois gostaram do jeito que apresentei os esboços no meu sketchbook, que fiz com caneta preta e vermelha. Mas resolvi apresentar as ilustrações com todas as cores que uso em outros projetos. Fui sugerindo expressões e desenhos e fomos aprovando aos poucos”, conta o artista.

O resultado são ilustrações simpáticas e cheias de cores, ou seja, bem a cara do Brasil. O público curtiu e Raul Aguiar comemora o sucesso. “Fiquei feliz em ver que tanta gente gostou e está usando minhas ilustrações. Não é sempre que se é chamado pelo Facebook e acho que consegui chegar em um resultado legal”.

Para baixar os stickers, basta abrir o bate-papo do Facebook, clicar em +, e selecionar as figurinhas “De Boa”. Mais trabalhos de Raul Aguiar estão à mostra na conta dele no Instagram.

 


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