Internet

Redes sociais são para comunicação, não para conexão

As redes sociais são ao mesmo tempo uma maravilha e uma complicação. Individualmente ou como sociedade ainda temos muita dificuldade em usar o lado bom do Facebook e afins sem nos perdermos nos problemas que estas mesmas ferramentas causam. A pesquisadora Brené Brown tem uma boa ideia de como podemos resolver esse dilema.

Provocada pelo fotógrafo Chase Jarvis a mostrar a face positiva das redes sociais, ela explicou:

“Acho que as mídias sociais são ferramentas de conexão ruins. Se nós as estivermos usando para falar uns com os outros, eu acho que elas são muito úteis. Se nós as estivermos usando como nossa única forma de conexão com os outros, elas nos deixam na mão”

Ela continua explicando que, atualmente, mantém contato via internet com a melhor amiga, Eleanor, mas que a relação das duas é forte não por conta das conversas pelo Facebook, e sim, por causa de todas as horas que elas já passaram juntas na vida real conversando, dirigindo, dando risadas. Ou seja, as redes sociais não substituem uma conexão verdadeira com outra pessoa, mas nos ajudam a manter a comunicação com quem está longe.

Brenè Brown estuda vulnerabilidade e vergonha há mais de 20 anos e é autora de diversos livros sobre o assunto. Recentemente, ela estreou um especial na Netflix no qual resume o que aprendeu nessas duas décadas de pesquisa. Entre os temas que ela aborda, um dos que eu mais gostei foi sobre como enfrentar os troll da internet (e da vida real).

Chase Jarvis é fundador do Creative Live um site com aulas, vídeos, podcasts e artigos sobre criatividade.

A entrevista de Jarvis com Brené está neste vídeo. O papo sobre redes sociais acontece aos 36m25s.

 


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O que é fake news segundo o Facebook 

Recentemente, o Facebook divulgou um vídeo mostrando o trabalho da equipe contratada pela empresa para combater as fake news e as páginas falsas na plataforma. O esforço ainda está no começo mas, as bases técnicas para as ações já foram definidas e parecem bem interessantes. Um destaque é como o Facebook define fake news.

Para começo de conversa, os funcionários que aparecem na divulgação evitam o termo “fake news”. Eles falam de “notícias falsas”, “informação errada” ou “desinformação”. Muitos veículos têm feito o mesmo, já que o termo passou a ser usado para atacar a imprensa. A empresa admite que há muito conteúdo que pode ser encaixado nesses rótulos e que determinar o que é ou não “falso” é muito difícil. 

Os quatro tipo de posts de acordo com veracidade e intenção

Eduardo Arino de la Rubia, gerente de ciências de dados do Facebook, explica essa dificuldade no vídeo. Ele mostra o problema usando um gráfico onde, no eixo horizontal temos o nível de verdade de uma informação e, no vertical, temos uma escala da intenção de enganar. No cruzamento dos dois elementos, os dados e a motivação, vamos encontrar a medida de quão perniciosa é a postagem. Ele divide esse gráfico em quatro. 

A parte de baixo é a mais tranquila. No canto inferior esquerdo temos post com pouca verdade, mas também, pouca intenção de enganar. “Isso é só estar errado na internet, acontece”. No canto inferior direito, estão as postagens com informações bastante corretas e com baixa motivação de enganar. “Espero que aconteça um dia”, brinca Rubia.

É na parte de cima que a coisa fica feia, pois há intenção de enganar ou, no mínimo, de confundir. 

O canto superior direito tem posts com muita verdade, mas também, muita intenção de levar o leitor a uma certa conclusão. Atenção: não é notícia falsa. É informação manipulada. “É propaganda”, diz Rubia. Um bom exemplo dessa situação são postagens com dados estatísticos corretos, mas tirados de contexto para induzir o leitor a uma determinada interpretação. 

E então, a pior parte. O quadrante superior esquerdo, onde estão os posts com pouca verdade e muita intenção de enganar. Estas são as “notícias falsas” propriamente ditas. “Esses são os conteúdos pensados para serem virais, são as mentiras fabricadas”, explica Rubia.

Combatendo as notícias falsas

No vídeo, o gerente de dados, diz que o Facebook tem que acertar no combate a esse último tipo de post. O restante, para ele, estaria no campo da liberdade de expressão, uma área na qual a rede social não quer entrar. Isto porque o Facebook luta para manter o status de plataforma neutra. A filosofia é que não cabe à gigante controlar o que é postado, apenas oferecer o espaço e deixar que os consumidores decidam por si. O Facebook está agindo e mostrando (um pouco) o que eles estão combatendo e o que estão “deixando passar”. O resto, é com a gente.
 

 


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Vamos fazer comunicação do bem?

Você está enlouquecendo na internet? Eu também.
Não entende como é que pode tanta briga e desentendimento? Eu também.
Por isso quero deixar um convite: vamos fazer uma comunicação do bem?
Tenho estudado bastante sobre como o nosso cérebro lida com a informação, como nossos vieses complicam o diálogo, como as redes sociais potencializam tudo isso. Estou fascinada com o que tenho aprendido e animada para dividir tudo isso por aqui. Vamos nessa?

Comunicação do bem

Por estímulo (obrigação) do curso que estou fazendo sobre empreendedorismo para jornalistas, tive que pensar no propósito do meu trabalho. Além da necessidade humana de pagar contas, o que me faz produzir? Nesse exercício, a resposta super óbvia para mim foi: fazer comunicação do bem. 

Eu ainda não cheguei à uma definição única para esse conceito. Mas é a pergunta que está me movendo, ultimamente. E é esse desafio que eu quero dividir com você. Vamos pensar juntos o que é uma comunicação inteiramente do bem? Uma comunicação que agregue e não divida. Que informe sem encher o consumidor de dados que ele não consegue processar. Que ajude na conversa e não na briga. Que promova o entendimento e não só o “ganhei a briguinha no Facebook”.

Tenho milhões de ideias de conteúdo sobre tudo isso e quero contar com você na discussão.

BlogPostComunicacaoDoBem.png

Comunicação do bem para empresas

A provocação do curso também me fez pensar em como traduzir essa filosofia para ajudar empresas a se comunicarem melhor. Claro que toda marca quer vender. Mas como vender sem ser chata, respeitando as pessoas, e sendo uma força do bem no mundo?

Também tenho várias ideias nessa área também.

Vamos nessa?

Por enquanto, eu queria começar apresentando o conceito. A #ComunicacaoDoBem será o guia do que virá por aí. E você está convidado.

Imagens: Pixabay e Nappy

 


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Plataforma gamificada promove o diálogo amigável entre divergentes

Você acha que estamos nos comunicando melhor ou pior ultimamente? Metade de mim enlouquece com o tipo de discussão que vemos no Twitter ou no Facebook. E a outra metade está fascinada por estudar formas de melhorar isso. Então, fiquei muito feliz quando descobri a #vamosconversar, uma plataforma para promover diálogos mais amigáveis entre pessoas que pensam diferente.

A iniciativa foi criada pelas jornalistas Ana Addobbati e Janaína Lima durante uma imersão de 48 horas em Human Centred Design, com apoio do Sistema Jornal do Commercio, no Recife, em outubro de 2017. Eu fiquei curiosa para entender melhor a ideia e mandei um email para elas perguntando. Olha só o que elas disseram:

O que é a plataforma #vamosconversar?

A plataforma é um dos dez projetos acelerados no primeiro New Ventures Lab, promovido pelas Chicas Poderosas no Brasil. O laboratório de novos negócios apóia mulheres envolvidas em iniciativas de mídias digitais independentes.

A #vamosconversar surgiu a partir da identificação da polarização político-ideológica existente nas conversas atuais da comunidade digital. “Durante a pesquisa com o público, detectou-se que as conversas estão sendo majoritariamente conduzidas para fóruns privados, por medo da ação dos haters – opositores ideológicos que se protegem através do computador para atacar quem pensa diferente”, explica Ana Addobbati.

Ilustração de  Inês Barracha  para a  Chicas Poderosas .

Ilustração de Inês Barracha para a Chicas Poderosas.

A dificuldade de sair da bolha

As jornalistas identificaram a indisposição dos internautas de sair de suas “bolhas” para conversar ou absorver informação de fontes que não estejam em seus círculos de amizade e partilhem seus pontos de vista. O grande problema é que as bolhas isolam as pessoas, impedindo o diálogo construtivo e a troca de ideias. “Isso tem gerando um ciclo infindável de ouvir apenas o nosso similar, bloqueando o acesso ao debate qualificado e à pluralidade de ideias”, explica Janaina.

Inteligência artificial ajudando na conversa

A ideia do #vamosconversar é desenvolver uma plataforma de matchmaking, que irá conduzir opositores no campo das ideias para um debate, cuja qualidade dos participantes será medida pela capacidade de argumentação, dados, fontes validadas e a ausência de ofensas. O melhor debatedor será premiado. A solução está pensada para usar gameficação e inteligência artificial. Toda a mediação das conversas será feita por um bot.

E aí?

Eu achei a ideia muito boa!  E você, o que acha? Toparia sair da bolha para conversar com um “opositor” com a ajuda da tecnologia?

Mais sobre o tema:

Como brigar na internet

Como mudar a cabeça de quem pensa diferente

Trocando ideia com quem pensa diferente

Porque discutir na internet

Com informações do #vamosconversar

Imagem do cabeçalho: Nappy

 

 


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O processo por trás da produção de uma newsletter

Todos os meses eu junto as ideias mais legais que garimpei por aí e envio em uma newsletter. Acho que o melhor da internet é a conversa, a troca, as sacadas, aqueles links interessantes que os amigos enviam. Então, quis participar mais desse bate-papo reunindo itens bacanas e os enviando para pessoas bacanas.

Ultimamente, bolar a news tem sido a minha tarefa favorita do mês. Eu adoro escrever e editar as notas. Por isso, fiz um videozinho para mostrar esse processo e convidar todo mundo a assinar.


Mas uma boa conversa flui dos dois lados, não é mesmo? Então, além de assinar, eu quero convidar todos a interagirem também. Falem o que vocês estão lendo, que podcast massa vocês descobriram, que inovação em comunicação vocês acharam incrível, que artista vocês acham que merece atenção.  Eu vou adorar receber tudo. Estou no twitter @suzanavalenca ou no email suzanavalenca@gmail.com.

Preencha os dados abaixo para assinar a news. Obrigada :)

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Fundador do Twitter acha que “a internet está quebrada”

“Eu achava que, uma vez que todos pudessem falar livremente e trocar informações e ideias, o mundo seria, automaticamente, um lugar melhor. Mas eu estava errado”.

Esse depoimento decepcionado vem do fundador do Twitter Evan Williams.
 
Em uma matéria maravilhosa do New York Times, Williams fala sobre como anos empreendendo em plataformas de conteúdo na internet o levaram a repensar a forma como usamos essas ferramentas. 
 
Ele compartilha duas preocupações sobre as quais já falamos por aqui:

O fantástico mundo do conteúdo de qualidade (ele existe?)

A balança de Williams está pendendo para as alternativas mais negativas nas perguntas acima. “A internet está quebrada”.
 
Mas, se criar uma rede no qual pessoas de todo o mundo pudessem dialogar entre si de forma rápida e amigável não era o suficiente para melhorar a comunicação da humanidade na internet, qual śeria o próximo passo?
 
A solução (comercial, pelo menos) de Williams, foi se afastar do Twitter e criar uma plataforma de conteúdo na internet que crescesse e lucrasse baseada na qualidade do material postado. 
Qualidade. Não anúncios, clickbaits, fofocas ou sensacionalismo.
 
Para isso, ele fundou o Medium.


Deu certo? A resposta é um “veja bem…”

O Medium é uma plataforma bonita, fácil de usar, e, até agora, tem reunido bons conteúdos e autores interessantes. Agora, dá lucro? Não sabemos, mas, no início do ano, a empresa teve que demitir vários funcionários para enxugar as operações e, segundo divulgou, focar em outra forma de atuação. O Medium acrescentou também opções premium para um público pagante.
 
Para Williams, não tem como gerar, curar, ou gerenciar conteúdo de qualidade se a renda para esses serviços não vier do consumidor.

“O sistema baseado em anúncios recompensa apenas o que atrai a atenção. Anúncios não conseguem recompensar a resposta correta. Mas o sistema pago pelo consumidor sim. Os consumidores recompensam a qualidade. A solução é inevitável: as pessoas terão que pagar por conteúdo de qualidade”.


Conteúdo pago é a resposta? 

Eu, particularmente, acho que sim. E estou na torcida para que Evan Williams (e outros!) tenham sucesso nessa missão de unir lucro com qualidade. 
 
O que vocês acham?

Imagem: New York Times

 


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Como brigar na internet (corretamente)

Se você nunca quis brigar no Facebook tem algo errado com você. Brincadeira à parte, quem nunca leu uma bobagem na internet e precisou conter a ânsia de sair logo criticando? As redes sociais, com seu infinito potencial para criar conexões incríveis entre os seres humanos, são também um lugar propício para bate-boca. Eu já tive que me segurar muitas vezes. E já parti para a discussão também. Mas acho que dá para conversar civilizadamente e tirar proveito dessa loucura toda.

O escritor e professor Mortimer Adler acreditava que para que qualquer discussão fosse produtiva, os debatentes deveriam seguir algumas regras básicas de educação e argumentação. Ele chamou esse conjunto de orientações essenciais de “regras de etiqueta intelectual”. 

Sabe onde está faltando isso aí? No Facebook, no YouTube, nos comentários do G1, na internet em geral.

Adler escreveu seu mini manual em 1940, no livro Como Ler Livros. Ele queria ajudar os leitores a terem uma “discussão” frutífera sobre o conteúdo proposto por escritores em suas obras. As ideias dele, entretanto, podem ser transpostas para a internet sem qualquer problema, e estão mais atuais do que nunca.

Vamos a elas:

Como saber se você pode brigar 

Ok. Você leu aquele textão do Facebook defendendo alguma ideia que você julga absurda e, em um piscar de olhos, seus dedos já estão furiosamente digitando um contra argumento. Calma! Antes de começar uma briga (ou melhor, uma discussão civilizada), analise se as regras de etiqueta intelectual foram cumpridas. 

Primeira regra: “Não critique até que tenha completado o delineamento e a interpretação do livro. (Não diga que concorda, discorda ou que suspende julgamento até que tenha dito entendi)”, explica Adler. No nosso caso, troque “livro” por “post polêmico”. Depois, tenha certeza de que você realmente compreendeu o que foi dito antes de começar a argumentação contrária. Nem preciso dizer que não vale comentar (discordando ou concordando!) sem ter lido tudo, não é? 

Segunda regra: “Não discorde de maneira competitiva”. Ou seja, não inicie uma briga (ops, discussão civilizada) para ganhar ou para humilhar quem você está criticando. Discorde para esclarecer algo, para entender o ponto de vista do outro, para aprender mais ou até mesmo para manter a conversa rolando, já que diferenças nem sempre são negativas. Mas nunca para competir.

Terceira regra:Demonstre que reconhece a diferença entre conhecimento e opinião pessoal apresentando boas razões para qualquer julgamento crítico que venha fazer”. Gente, esse Adler era danadinho mesmo! Em 1940 o cara já estava ligado no que viemos a chamar de “pós-verdade” e “fatos alternativos”. Aqui são dois passos. Você tem que separar o que no post polêmico é a opinião do autor e o que é um dado comprovável. Isso vai fazer diferença na hora de bolar a resposta, mas nem sempre é óbvio. Muitos soltam suas ideias sem dizer “eu acho” antes, fazendo parecer que elas são a mais pura realidade. Em seguida, você tem que fazer o mesmo no seu comentário, mostrando o que é um sentimento seu e o que é um fato.  

Como criticar alguém

Se você acha que passou bem pelas regras acima, maravilha, pode soltar a mão na resposta. Adler também elaborou orientações sobre como mostrar um argumento contrário para alguém.

Para ele, o autor de um conteúdo só pode estar errado de quatro maneiras. Ou ele está desinformado, ou está mal informado, ou traçou uma linha de raciocínio errada ou deu uma explicação incompleta. Só. Perceba que, com isso, saímos do mundo do achismo, da raiva, do fanatismo, enfim, das emoções inflamadas. A conversa agora é sobre dados reais. Todas as formas de criticar alguém devem estar nessas categorias. Caso não, seu argumento será emocional e não intelectual. 

Se só existem quatro formas de estar errado, só temos também quatro formas de criticar. Adler dá o caminho:

Mostre onde o autor está desinformado – Se o dono do post polêmico disser, por exemplo, que lugar de mulher é na cozinha porque elas gostam mais de cuidar da casa, mostre essa pesquisa da ONU sobre trabalho doméstico. Ou pergunte a ele se a afirmação, ao invés de um dado, não seria uma opinião dele.

Mostre onde o autor está mal informado – Eu acabei de ver uma foto de Trump jovem com seus pais vestidos de KKK. Se eu tivesse postado essa imagem revoltante você poderia dizer que eu estou com uma informação errada, que o retrato é falso e que a fonte onde eu a encontrei (o Twitter de um desconhecido) provavelmente não é confiável.

Mostre onde o autor foi ilógico – É o famoso “lé com cré”. Diga como a linha de raciocínio (tal ato leva a tal reação por tal motivo) não procede. Por exemplo, “um grande fluxo de imigração em uma área causa aumento da criminalidade naquele local”. Isso já foi desmentido.
 
Mostre onde a análise ou explicação do autor está incompleta – Às vezes, a informação está errada porque não está inteira ou é um recorte de um contexto maior. Isso acontece muito com estatísticas, das quais é utilizada apenas a parte que interessa para o argumento. Fora de uma perspectiva, alguns dados podem ter interpretações bem diferentes.
 
Se você não puder discordar utilizando um ou mais desses métodos, adivinha só, de novo seu problema é emocional e não racional. 

O escritor abre uma exceção, entretanto. Caso você, o crítico, desconfie de que o autor incorreu em algum dos problemas acima, mas não tiver dados para mostrar-lhe esse erro, você pode "suspender o julgamento". Você pode nem concordar, nem discordar, pode ficar "desconfiado em cima do muro". Mas neste caso não discuta. Seja educado.

Não brigue com qualquer um

O escritor elaborou essas ideias para ajudar o leitor a discutir intelectualmente. As ideias são voltadas para quem vai contra argumentar, rebater um conteúdo. Eu acho, entretanto, que talvez possamos espelhar as regras de Adler e, desta forma, usarmos estas orientações para decidirmos com quem vamos brigar.

 Funcionaria assim: qualquer postagem, tuite, artigo, que não cumprissem as regras básicas de “etiqueta intelectual” ou que não passem razoavelmente no teste dos quatro erros não mereceriam resposta. Ou seja, aquele textão tão irritante do Facebook não merece qualquer atenção se não tiver sido escrito com o mínimo de educação e não contiver dados que possam ser comprovados ou rebatidos. 

Eu acredito que, seguindo as ideias de Adler, e adotando algumas extrapolações, brigar na internet passaria a ser um exercício de argumentação e aprendizado bem interessante.

Vamos brigar!


(Lembrando que abuso, bullying e discurso de ódio não devem ser discutidos, mas denunciados). 
 

 


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Conversar com estranhos na internet pode ser bem legal

Toda vez que preparo minha newsletter, troco ideias no Twitter sobre o que estou escrevendo e peço a opinião dos seguidores sobre meus achados bacanas.

Depois de alguns meses seguindo esse ritual, comecei a receber de volta sugestões de livros, bandas, filmes, etc. Que alegria! 

Conversar com estranhos na internet pode ser bem produtivo! Para comemorar, resolvi dividir por aqui algumas das dicas que meus amigos virtuais enviaram. 

Para ouvir

Você conhece Fred Alecrim como o especialista em tendências de varejo e atendimento. Mas eu converso com ele no Twitter sobre música. Quando ele recomendou a Volbeat torci o nariz. "É uma mistura de pop, folk, metal"! Ouvi e acabei curtindo muito. É uma mistureba, mas é legal.

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Para ler

O publicitário, professor e gente boa Sérgio Mendonça recomendou o livro Identidade Cultural e Pós-Modernidade de Stuart Hall (Por causa deste post). A super leitora Soraia Pestana sugeriu a série Twist Me, "romance dark cheio de ação"! E a escritora Graciela Paciência indicou o livro dela.

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Para escrever

Assim como Sérgio, Andreza Mendes é minha amiga real e não só virtual (se bem que a gente só se encontra na internet ultimamente...). Ela está fazendo e me mostrou o desafio das 500 palavras. Consiste, claro, em produzir um texto com essa quantidade de termos todos os dias, por um mês.

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Agora a conversa não pode morgar, né? Continuem o papo e me digam: o que vocês estão lendo, assistindo, ouvindo? 
 

 


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