Livro

Ter uma rotina é mais importante do que esperar a inspiração chegar

Eu estava sem ideias sobre o que escrever aqui. Talvez você tenha notado que passei um tempo sem postar. Não me vinha aquele “plim”, aquela grande sacada. A inspiração acabou acontecendo hoje de manhã quando, lendo Keep Going, de Austin Kleon, aprendi (ou reaprendi) que esse negócio de inspiração não funciona como achamos.

Para ele, nenhum profissional criativo (quer trabalhe com arte ou não) pode ficar esperando a lâmpada se acender sobre a cabeça. Ele deve, em vez disso, criar rotinas. O ato de criar pode até parecer “mágico” de vez em quando, mas, se você vive daquilo que cria, essa produção deverá envolver também repetição, ralação, morgação, enfim… a transpiração que, segundo a frase famosa, toma 99% do tempo quando o assunto é criatividade.

Kleon defende a rotina como forma de nos obrigar a focar. É um antídoto para os problemas que encontramos quando nossa mente vai para os “ontens” (tudo o que já ficou para trás) ou para os “amanhãs” (território desconhecido). A rotina nos força a olhar sempre para o hoje. Organize um ritual de trabalho, sente e tente criar algo razoável hoje. Faça algo simples mesmo, faça algo ruim, faça só um pedaço de algo maior. Mas faça. Siga uma rotina de trabalho todos os dias, independentemente do que aconteceu de bom ou ruim ontem, e do que você acha que vai acontecer amanhã.

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Austin Kleon cita a maravilhosa frase de Annie Dillard, “como nós vivemos nossos dias é, claro, como vivemos nossas vidas”. A soma do pouquinho que criamos todos os dias se torna a nossa grande obra.

Lembrei de uma texto do site Papo de Homem que tinha um título sensacional: F***-se a motivação, você precisa de disciplina”. O post falava sobre a importância de se manter a regularidade, mesmo quando o assunto é arte ou criatividade. No livro A Guerra da Arte, Steven Pressfield diz algo como “a musa vai visitá-lo, mas ela tem que encontrá-lo trabalhando”

Estou no começo do livro de Kleon. Vou continuar a leitura e tentarei estruturar uma rotina para a criação de conteúdos aqui para o blog. Acho que vai dar certo.

Por enquanto, me fala: qual é a sua rotina? O que você sugere para a minha?



(Imagem do cabeçalho: Neven Krcmarek do Unsplash)

 


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Não existe mais censura. O problema agora é outro

Estamos tão inundados de informações que a censura deixou de fazer sentido como uma forma de controlar os que as pessoas sabem ou não. Quem defende essa ideia é o historiador Yuval Harari, autor do campeão de vendas Sapiens. 

A revista Wired publicou trechos do próximo livro de Harari. Neles, o israelense fala sobre como educar as crianças de hoje para que elas sejam capazes de trabalhar e entender o mundo em 2050. 

Para dar essas habilidades à nova geração será preciso repensar a forma como passamos adiante nossos conhecimentos. Para Harari, até pouco tempo, o desafio era superar a falta de informação. Hoje, temos que lidar com o excesso dela e ele acha que será assim também no futuro.

Aí é que entra a questão da censura. Harari argumenta que governos, regimes ou instituições não conseguem mais bloquear que informações chegam até os cidadãos. Não dá mais para fazer isso. A nova tática então, é se aproveitar do excesso. Em vez de censurar uma notícia, faz mais sentido criar uma notícia falsa.

Yuval Harari - Foto:  site oficial  

Yuval Harari - Foto: site oficial  

“No século XXI, estamos inundados por enormes quantidades de informação e, até mesmo os censores, não tentam bloqueá-las. Em vez disso, eles estão ocupados espalhando desinformação ou nos distraindo com irrelevâncias. Se você mora em alguma cidade pequena do México, pode passar muitas vidas lendo a Wikipédia, assistindo às palestras do TED e fazendo cursos on-line gratuitos. Nenhum governo pode esperar esconder todas as informações das quais não gosta

Por outro lado, é alarmantemente fácil inundar o público com informações conflitantes e comentários negativos. Pessoas de todo o mundo têm acesso com um clique às últimas notícias sobre o bombardeio de Aleppo ou sobre o derretimento das calotas polares no Ártico, mas há tantos relatos contraditórios que é difícil saber em que acreditar. Além disso, inúmeras outras coisas estão a apenas um clique de distância, o que dificulta a concentração, e quando a política ou a ciência parecem muito complicadas, é tentador mudar para vídeos de gatos engraçados, fofocas sobre celebridades ou pornografia.

Em tal mundo, a última coisa que um professor precisa dar aos seus alunos é mais informação. Eles já têm muito disso. Em vez disso, as pessoas precisam da capacidade de dar sentido à informação, de dizer a diferença entre o que é importante e o que não é importante e, acima de tudo, combinar muitas informações em uma visão ampla do mundo”.

O que você acha?
 

 


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Conversar com estranhos na internet pode ser bem legal

Toda vez que preparo minha newsletter, troco ideias no Twitter sobre o que estou escrevendo e peço a opinião dos seguidores sobre meus achados bacanas.

Depois de alguns meses seguindo esse ritual, comecei a receber de volta sugestões de livros, bandas, filmes, etc. Que alegria! 

Conversar com estranhos na internet pode ser bem produtivo! Para comemorar, resolvi dividir por aqui algumas das dicas que meus amigos virtuais enviaram. 

Para ouvir

Você conhece Fred Alecrim como o especialista em tendências de varejo e atendimento. Mas eu converso com ele no Twitter sobre música. Quando ele recomendou a Volbeat torci o nariz. "É uma mistura de pop, folk, metal"! Ouvi e acabei curtindo muito. É uma mistureba, mas é legal.

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Para ler

O publicitário, professor e gente boa Sérgio Mendonça recomendou o livro Identidade Cultural e Pós-Modernidade de Stuart Hall (Por causa deste post). A super leitora Soraia Pestana sugeriu a série Twist Me, "romance dark cheio de ação"! E a escritora Graciela Paciência indicou o livro dela.

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Para escrever

Assim como Sérgio, Andreza Mendes é minha amiga real e não só virtual (se bem que a gente só se encontra na internet ultimamente...). Ela está fazendo e me mostrou o desafio das 500 palavras. Consiste, claro, em produzir um texto com essa quantidade de termos todos os dias, por um mês.

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Agora a conversa não pode morgar, né? Continuem o papo e me digam: o que vocês estão lendo, assistindo, ouvindo? 
 

 


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