Podcast

Redes sociais são para comunicação, não para conexão

As redes sociais são ao mesmo tempo uma maravilha e uma complicação. Individualmente ou como sociedade ainda temos muita dificuldade em usar o lado bom do Facebook e afins sem nos perdermos nos problemas que estas mesmas ferramentas causam. A pesquisadora Brené Brown tem uma boa ideia de como podemos resolver esse dilema.

Provocada pelo fotógrafo Chase Jarvis a mostrar a face positiva das redes sociais, ela explicou:

“Acho que as mídias sociais são ferramentas de conexão ruins. Se nós as estivermos usando para falar uns com os outros, eu acho que elas são muito úteis. Se nós as estivermos usando como nossa única forma de conexão com os outros, elas nos deixam na mão”

Ela continua explicando que, atualmente, mantém contato via internet com a melhor amiga, Eleanor, mas que a relação das duas é forte não por conta das conversas pelo Facebook, e sim, por causa de todas as horas que elas já passaram juntas na vida real conversando, dirigindo, dando risadas. Ou seja, as redes sociais não substituem uma conexão verdadeira com outra pessoa, mas nos ajudam a manter a comunicação com quem está longe.

Brenè Brown estuda vulnerabilidade e vergonha há mais de 20 anos e é autora de diversos livros sobre o assunto. Recentemente, ela estreou um especial na Netflix no qual resume o que aprendeu nessas duas décadas de pesquisa. Entre os temas que ela aborda, um dos que eu mais gostei foi sobre como enfrentar os troll da internet (e da vida real).

Chase Jarvis é fundador do Creative Live um site com aulas, vídeos, podcasts e artigos sobre criatividade.

A entrevista de Jarvis com Brené está neste vídeo. O papo sobre redes sociais acontece aos 36m25s.

 


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Está insatisfeito com a imprensa? Pague por ela.

“Como posso dizer à mídia que não queremos ver notícias que mais parecem um reality show, que queremos substância, que esperamos um jornalismo atento? Como podemos ter algum impacto na mídia?” 

Essa pergunta foi feita para Tommy Vietor, ex-porta-voz do departamento de segurança nacional dos EUA durante a gestão de Barack Obama e, hoje, podcaster e fundador da Crooked Media. Quem se identifica com essa angústia? Eu, me identifico. E você?

Em geral, nós estamos estamos insatisfeitos com a imprensa. Achamos que nossos veículos de notícia são tendenciosos e estamos cansados de ver “matérias” sensacionalistas. Mas como resolver esse problema? Para Vietor, a solução está no seu bolso.

Sem titubear, ele deu a seguinte resposta para a pergunta acima. “É fácil. Pague por conteúdo bom. Não assista a conteúdo ruim”. 

Vietor, do Pod Save America, acha devemos pagar por bom jornalismo online.   (Descrição da imagem: Ex-porta-voz do governo Obama está sentado em uma poltrona e sorri enquanto apresenta seu podcast)

Vietor, do Pod Save America, acha devemos pagar por bom jornalismo online. 

(Descrição da imagem: Ex-porta-voz do governo Obama está sentado em uma poltrona e sorri enquanto apresenta seu podcast)

Ok. Eu, você e, certamente também, Vietor, sabemos que não é tão simples assim. Mas está claro que precisamos apoiar o jornalismo bem feito. Vamos fazer isso?

Escolha um veículo (ou repórter) que você acha interessante e estreite a relação com ele. Mande sugestão de pauta, faça perguntas, compartilhe conteúdos, elogie. E, principalmente, pague pelo conteúdo. Existem várias plataformas de jornalismo independente que merecem seu dinheiro. 

Esses são alguns dos veículos que apoiei (com dinheiro!) recentemente:

AzMina
Nexo
Marco Zero

Vamos nessa? 

Imagem: Pixabay e Wikipedia

 


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Não tem tempo para ler notícia? Ouça matérias narradas!

Uns meses atrás eu salvei um artigo para ler e não completei a tarefa por dias e dias. Aquilo estava começando a me incomodar. Era um artigo da revista The Atlantic que afirmava com todas as letras que Trump era racista e porquê. A mídia e os analistas políticos americanos só falavam dessa matéria. E eu lá, perdida na história porque não tinha lido. Mas o texto era longo, páginas e mais páginas, quem tem tempo? 

Aliás, quem nunca salvou um artigo para ler depois e… nunca mais voltou ao link?

(Descrição da imagem: Mulher seleciona um conteúdo no celular. Ela está usando fones de ouvido ligados ao celular. A mulher está sentada no chão de madeira da sua casa)

As vantagens das matérias narradas

Meu problema com a The Atlantic foi resolvido em segundos quando descobri que a publicação disponibiliza narrações dos textos. O leitor tem acesso à versão escrita ou pode ouvir à matéria. Baixei o app, selecionei o artigo, e ouvi tudo enquanto lavava os pratos. 

Há alguns meses eu também comecei a trabalhar com matérias narradas. Depois de muito tempo procurando uma solução neste formato, encontrei e fechei parceria com a Vooozer. A empresa de Curitiba faz narrações de conteúdo para todo o Brasil, disponibilizando uma plataforma de envio e recebimento de arquivos para os clientes. Uma vez realizadas, recebidas e revisadas, as narrações podem ser postadas em sites e blogs. 

No momento, meu cliente Endovascular Brasil está usando a solução. O site do aplicativo já tem várias matérias narradas. Todos os áudios também podem ser baixados para serem ouvidos offline. Não é uma ótima forma de se atualizar mesmo com pouco tempo disponível?

Imagem: Pixabay / Creative Commons

 

 


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Trocando ideia com quem pensa diferente

Por que, às vezes, parece ser tão difícil conversar com as pessoas? Por que o que é tão óbvio para a gente não faz sentido para o outro? Parece que, com tanta ferramenta de comunicação no mundo, ficamos mais distantes porque ninguém mais sabe dialogar.

Eu que trabalho com mídia fico extremamente angustiada em perceber que nossas conversas online, que poderiam ser tão interessantes, acabam virando só briguinha do Facebook. E sempre penso sobre como essa falta de diálogo afeta nossa forma de entender e agir sobre as notícias que lemos.

Vocês também têm essa angústia?

Há algum tempo fiquei feliz em encontrar um bom antídoto para esse sentimento. Eu achei um podcast lindo que quero recomendar para todo mundo, o With Friends Like These. A ideia deles é exatamente colocar “opostos” para conversarem, mas não em um debate daqueles que logo viram um barraco. Em cada episódio eles ouvem um ponto vista individualmente e buscam, de verdade, dar espaço e compreender.
(Coloquei opostos entre aspas porque diferentes não são necessariamente um contra o outro, não é mesmo?)

No primeiro episódio, a apresentadora do podcast, Ana Marie Cox, uma jornalista branca liberal, conversa com um pastor conservador sobre a eleição de Trump. A missão não é falar mal do presidente dos EUA (essa seria a parte fácil), mas ouvir e entender os motivos que levaram o religioso e a sua comunidade a elegerem o candidato republicano. 

É um podcast difícil de ouvir, às vezes, e força o intelecto a sair da zona de conforto.

Num outro episódio, Cox entrevista um jornalista negro e discute questões raciais. No mais recente, e o meu favorito, o podcast conversa (e ouve!) um homem gay que atua na igreja protestante sobre como ele concilia as duas coisas. 

Os programas são sempre interessantes, Cox é uma mulher super inteligente e a ideia de dialogar com o diferente rende ótimos aprendizados. Recomendo.

Mais sobre diferenças: 
Nossas Múltiplas Identidades 
Mais sobre rótulos e preconceitos
Como brigar na internet
 

 


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“Estamos inundados de informação!”

Em uma entrevista para o podcast do canal Vox, o historiador Yuval Harari fala sobre nossa relação problemática com a informação. Para o autor do best-seller Sapiens, temos muitos dados ao nosso dispor, mas não sabemos o que fazer com essa abundância. 

“Eu acho que o que aconteceu no último século é que nós passamos de uma escassez de informação para um dilúvio de informações. Antes, o problema principal com a informação era que nós não tínhamos o suficiente, e havia censura, e os dados eram muito raros e difíceis de serem obtidos. Agora, é justamente o contrário. Nós estamos inundados pela quantidade de informação. Nós perdemos o controle da nossa atenção. Ela foi sequestrada por todo tipo de força externa”.

Concordam?

Eu e Andreza Mendes estamos pensando bastante sobre isso e produzindo um artigo para trocar ideias sobre esse assunto com vocês. Quem quiser participar da conversa, pode comentar aqui.

 

Crédito da imagem
 

 


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