criatividade

Busque a rejeição

Para Seth Godin, ter uma ideia rejeitada pode ser algo positivo. Ele diz que toda ideia inovadora será rejeitada no começo. Se tudo que fizermos estiver sendo aceito, isso quer dizer que não estamos fazendo nada que já não tenha sido feito antes. Isso é particularmente verdade para projetos criativos.

Eu gostei muito desse pensamento de Godin. Por isso, fiquei feliz quando vi esse post da artista Amber Rae. Veja como ela usou esse ensinamento: 

“Há algumas semanas, passei por uma rejeição que foi tão difícil de engolir que me deixou sentindo como se eu fosse desmaiar, ou vomitar, ou os dois. Quando eu estava recuperando o fôlego, peguei o telefone e mandei uma mensagem para minha amiga escritora @tmfproject, que disse exatamente o que eu precisava ouvir.

Ela disse: “Você é pode ser um pessoa que ou ama a cor rosa ou uma pessoa que não suporta a cor rosa. Isso não quer dizer que tenha nada de errado com a cor rosa. É só a nossa preferência que faz a gente amar ou odiar ela. Não seria triste se o rosa não existisse porque uma pessoa não gostou dela? Ou se o rosa tentasse ser uma versão desbotada dela mesma?

Amber Rae contando essa história - Busque a rejeição

Amber Rae contando essa história - Busque a rejeição

As palavras da minha amiga me lembraram que quando pode ser polarizador falarmos nossa verdade e criarmos coisas que refletem nossas preferências. Algumas pessoas vão odiar. Outras vão amar. E isso é, na verdade, algo bom.

Como aprendi com Seth Godin, quando trabalhei com ele há alguns anos, aquilo que criamos não precisa ser para todo mundo. Se tentarmos agradar todo mundo, vamos fazer algo mediano. Ao invés disso, podemos procurar maravilhar e deleitar aquelas pessoas que querem embarcar em uma jornada conosco. Com essa mudança de paradigma, eu lembrei de ver a rejeição com uma força de ajudando a me alinhar mais profundamente com as minhas pessoas, como um sinal de que eu estou fora da minha zona de conforto e de que estou crescendo.

Porque nós sempre temos uma escolha: podemos fugir dos riscos e tentar ganhar todo mundo ou podemos ter a ousadia de falar nossa verdade e deixar a nossa vida ser um reflexo disso”

 


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A melhor forma de não produzir é tentar fazer um produto perfeito

Acontece assim: plim, uma ideia surge. Você quer colocá-la em prática. Mas aí, surge a dúvida, qual a melhor maneira de prosseguir?  E quando você menos espera, a ideia já até perdeu a graça de tanto que você se preocupou com a forma perfeita de executá-la.

Onde tem “você”, leia-se “eu”.

Procurar a melhor forma pode só atrapalhar

Eu já deixei de produzir muita coisa porque achei que não estava tão bom assim. Você também?

Por isso gostei dessa historinha que li no site do CopyBlogger:

Em um churrasco, amigos observam uma das convidadas dando comandos aos seus cachorros em várias línguas. Um deles lamenta. Queria muito aprender a falar outro idioma, mas fica travado pois acha que é preciso traduzir palavra por palavra e esse método nunca funciona.

“Essa experiência reverberou em mim e pensei sobre como essa mesma perspectiva pode aparecer em outros aspectos da vida e dos negócios. 

Quando saímos da nossa zona de conforto, frequentemente, queremos um guia, uma série de passos a seguir. 

Esses passos são necessários no início, mas grandes saltos criativos acontecem quando você começa a atuar com mais fluidez.  Quando você para de olhar para a sua empreitada como se estivesse traduzindo uma nova língua palavra por palavra.

O desejo de aprender a melhor forma, geralmente, nos leva a fazer infinitas perguntas quando deveríamos estar tentando produzir por nós mesmos”

Não existe a melhor forma

A conclusão da história é que, assim como um idioma, a criatividade não é linear. Então, não existe a forma ideal de produzir. Talvez existam métodos melhores que outros, mas o melhor jeito de descobrir é colocando a mão na massa.

BlogPostMelhorForma.png

Minha produção criativa é esta aqui. Escrever textos sobre comunicação. Já quebrei muito a cabeça pensando na melhor forma de executá-los. Agora, quero me comprometer a fazê-los. Tentarei não fazer textos ruins, mas também vou me esforçar para não perder muito tempo pensando nisso.

Mais sobre o tema
Feito é melhor do que perfeito
 

Imagens: Pixabay e CopyBlogger 

 


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O livro de tudo

De onde vem a inspiração de vocês? E como vocês organizam as ideias?
Recentemente, aprendi sobre uma técnica chamada “commonplace book”, que é, basicamente, a criação de um “livro de tudo”. Para mim, tem sido um ótimo substituto para o meu método anterior: notas soltas no Google Keep. 

O que são commonplace books?

Os commonplace books, ou livros de tudo, são cadernos no qual anotamos sabedorias. Podem ser trechos de livros, frases interessantes, ideias, perguntas. Li sobre escritores que usam seus commonplace books para registrar partes de livros que eles acham interessante, destacando boas construções, comparações bem boladas, provocações inteligentes e assim por diante. É um exercício de acumular boas sacadas de outros profissionais para alimentar a nossa própria criatividade. 

 

Por que os commonplace books são legais?

Eu descobri os commonplace books em 2017, mas o filósofo John Locke já havia escrito um livro sobre eles em 1706. Naquela época, escrever em um papel era a única forma de registrar uma ideia. Hoje temos o Pinterest para organizar inspirações visuais, e temos meu amado Keep, os post-it virtuais sempre disponíveis no celular. 

Mas acredito que transferir esse processo para um caderno de verdade é interessante. É mais fácil memorizar algo que você escreve com a mão do que algo salvo online com um click. A atividade de “diagramar” as notas com setas ou grifos, por exemplo, ajuda a organizar a ideia no papel e no cérebro. E o fato de diferentes pensamentos estarem distribuídos pelas páginas parece um convite para combiná-los.

O que tenho no meu livro de tudo?

Meu commonplace book ainda está magrinho, comecei há pouco tempo, mas tenho: muitas frases de livros. Perguntas sem respostas. Ideias fantásticas que eu tenho aprendido ultimamente.

A primeira página tem minhas motivações de vida, que saíram de um exercício de meditação do Headspace.

Minha filosofia de vida. Acho meio particular para mostrar. Licença.

Minha filosofia de vida. Acho meio particular para mostrar. Licença.

A última, por enquanto, tem perguntas sobre “dataísmo” que eu faria para Yuval Harari, autor de Sapiens e Homo Deus, caso a gente se encontrasse por aí.

E se o "dataísmo" for como a alquimia? Um dia, Harari vai ter que me responder essa!

E se o "dataísmo" for como a alquimia? Um dia, Harari vai ter que me responder essa!

A capa é um adesivo do artista francês Sow Ay.

O que tem inspirado vocês?

 


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