entrevista

Os podcasts mais difíceis de ouvir

[AVISO DE TEMA SENSÍVEL: esse post vai abordar saúde mental de uma forma muito direta. Se esse assunto for perturbador para você, não leia]
 
Demorei semanas para escrever esse post. Achei que seria muito interessante falar sobre dois episódios de podcasts muito bons, mas muito difíceis que ouvi há um tempo. Não percebi que seria complicado traduzir em palavras o que senti. Esse post não será perfeito, mas será o melhor que eu posso fazer sobre esse tema. Vamos lá.
 
A verdade é que eu também demorei dias para conseguir ouvir os episódios inteiros. Eu parava os áudios para respirar fundo. Chorar foi inevitável. Quis escrever sobre eles porque não é todo dia que a gente se depara com uma produção jornalística que cause essas reações.
 

Uma conversa difícil

O podcast With Friends Like These é sobre “conversas difíceis”, esse é o slogan do programa. Na maior parte das vezes, os tópicos são políticos, mas há algumas semanas, eles resolveram falar sobre suicídio. 
 
Claro que o tema por si só já indica uma matéria densa. Mas o diferente nesse caso é que não houve nenhuma entrevista. Ana Marie Cox, a apresentadora do podcast, e um convidado, outro jornalista que mantém um programa sobre depressão, contaram suas próprias experiências. Ele falou sobre o suicídio do irmão e como ele se sente culpado pelo o que aconteceu. Cox falou sobre sobre como ela mesma tentou suicídio. 
 
Pausei muitas vezes para respirar antes de ouvir toda a história. Eu sofri, mas achei muito admirável o esforço e a honestidade dos jornalistas em abrirem suas próprias vidas para abordar um tema tão difícil. É possível sentir como foi duro para eles fazer o
programa. 
 
[Não custa lembrar que, se você tiver passando por um momento difícil e precisar de ajuda, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida]

Quebrando estereótipos

Eu nunca tinha parado uma matéria no meio para chorar. Foi isso que eu fiz durante o episódio do podcast Science VS sobre aborto. 
 
Novamente, não é um tema fácil, mas foi o formato que deu mais impacto à reportagem. O podcast tem como objetivo investigar se o conhecimento popular sobre um assunto realmente faz sentido científico. Neste episódio, o programa investigou, entre outras coisas, se afirmações sobre “o tipo de mulher” que recorre a um aborto são de fato reais. A conclusão é que não. Nenhuma das críticas mais comuns corresponde à realidade. 
 
Para mostrar isso, a reportagem foi a uma clínica de aborto no interior dos Estados Unidos entrevistar médicos e pacientes. O depoimento das mulheres são emocionantes. Mas foram os dados foi o que me fizeram chorar. É difícil não sentir nada quando a gente compara o que realmente acontece na vida dessas pessoas com todo tipo de comentário e estereótipo, sempre muito cruéis, que se faz delas. Essa injustiça me deixou muito triste.
 


 
Mais sobre o With Friends Like These: Trocando Ideia Com Quem Pensa Diferente

Mais sobre o Science VS: Comida Orgânica Não Serve Para Nada

 

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços

Eu conversei com o cara que conheceu pessoalmente todos os seus seguidores

O massa de ser jornalista é poder conversar com gente interessante, não é? Pois eu bati um papo com Declan Dineen, um escocês muito simpático e criativo. Ele resolveu conhecer pessoalmente todos (gente, TODOS) os estranhos que seguiam ele no Twitter.

O negócio começou modesto. Eliminando os bots, ele só tinha 135 seguidores desconhecidos. Mas ir atrás de 135 pessoas dá trabalho. No final, ele foi a 17 cidades diferentes, ganhou 12 mil novos seguidores e criou um blog bem legal contando como foram os encontros.

Você teve medo de encontrar as pessoas que você não conhecia? 

DD: Eu não tive medo de ninguém. Eu deixei claro desde o começo que eu achava uma pena que as pessoas presumem logo que só porque alguém é um estranho que ele deve ser perigoso. Todos que encontrei foram ótimos e eu não estou dizendo isso só para ser gentil. As pessoas que conheci eram inteligentes, engraçadas e interessantes. 

Por que você acha que nós seguimos e, às vezes, interagimos com completos estranhos online? Você tem uma opinião diferente sobre interações online depois do seu projeto? 

DD: Não mudei de opinião, não, eu tenho uma experiência em encontrar pessoas da internet mesmo antes das redes sociais exisitirem. Para mim, o primeiro contato com pessoas online foi por meio de fóruns e salas de bate-papo. Em quase todos os casos, os fóruns eram sobre um tema específico: uma banda, um time de futebol, videogames, anime, etc. Eu acho que muitas dessas coisas naquela época teriam sido um nicho de interesse e então essa era a primeira vez na história que você podia juntar pessoas com interesses semelhantes vindas de várias partes do mundo. É algo realmente inclusivo.

A entrevista completa foi publicada aqui.

[Clica lá no título para curtir e comentar, vai!]

 


Vamos conversar no twitter@suzanavalenca

Adoro o Instagram. Vamos nessa? @suzanavalenca ou @3girlsabunchofbook

Precisa de produção de conteúdo para a internet? Conheça meus serviços