Comunicação

O que eu faço?

Muito frequentemente, recebo mensagens perguntando se eu trabalho com isso ou aquilo, se atendo tal tipo de cliente, se presto tal serviço. Eu adoro mas, fiquei achando necessário esclarecer essa dúvida. Deixa eu falar para você o que eu faço: eu escrevo conteúdo para empresas. Mais detalhadamente, eu produzo textos para sites, blogs, ebooks, newsletters, apresentações, relatórios, entre outros. 

Conteúdo de comunicação

Às vezes, o cliente precisa de um produto específico. Recentemente, escrevi dois ebooks para uma escola de investimento. Eles têm uma consultoria de comunicação que propôs a elaboração das publicações. Com o OK do cliente para a ideia, a consultora me contratou para escrever os livros digitais. Foi um trabalho muito legal.

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Estratégia de comunicação

Outras vezes, o cliente ainda não tem uma estratégia em mente, apenas uma necessidade. “Preciso vender mais”, “preciso atrair um público mais próximo ao que eu faço”, “preciso explicar ao meu consumidor como funciona o meu serviço”. Nesses casos, eu ajudo a empresa a solucionar a demanda por meio de estratégias ou conteúdos de comunicação.

Mês passado, um amigo me procurou para organizar uma campanha beneficente. Conversamos sobre o que a ação precisava e como seria a melhor forma de pedir a contribuição do público. Decidimos quais seriam as melhores plataformas (foi feito um site e espaço no Catarse) e eu escrevi os textos do release institucional e da página para as doações.

O que você precisa?

Agora que você já sabe o que eu faço, quero contar mais detalhes sobre os desafios e soluções desse trabalho. Estou preparando uma série de posts para compartilhar com você os exemplos de criação de conteúdo e estratégias dos meus clientes. Quem sabe algumas dessas ações não é exatamente o que o seu negócio precisa?



 


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Comercial não funciona, empresas precisam se comunicar melhor

Cada vez, a comunicação impositiva perde espaço. Sempre lembro daquele comercial antigo que dizia “compre Baton” várias vezes em tom hipnótico. (Vocês lembram?). Com o tempo, a publicidade ficou mais sutil, indireta e até inteligente. Não bastava mais falar “compre”. Esse formato, entretanto, também está perdendo força. Quando foi a última vez que você prestou atenção em um comercial? Quando foi a última vez que não pulou um anúncio no YouTube? Mesmo quando estamos falando de comunicação entre marcas e consumidores, chegamos na era da conversa. Não é mais suficiente apenas propagar o nome da sua empresa. Agora, ela precisa dialogar, de verdade, com o público.

Concorda?

Samantha B é UX writer, ou seja, é especialista em bolar conteúdos para ferramentas digitais tendo as necessidades do usuário como foco. Dia desses, li um artigo dela que falava o seguinte:

“Vamos encarar os fatos. O marketing tradicional simplesmente não funciona. Os dias de fazer um comercial de TV para dizer ao seu público que “Detergente Super-Branco é a marca que mães de confiança usam no momento” já se foram há muito tempo. Seu público é bombardeado com mensagens de marketing insistentes e sem sentido, todos os dias, de todos os lados, e é por isso que as pessoas são tão boas em ignorá-las. Hoje, as marcas precisam se concentrar no engajamento e na construção de relacionamentos de qualidade com cada cliente, de uma maneira que seja significativa e valiosa. É isso mesmo, cada cliente. Soa duro, certo? É preciso muito cuidado, planejamento e atenção, mas certamente é possível, e é extremamente gratificante”

Desenvolver essa comunicação “significativa e valiosa” é o desafio de todos que trabalham na área e de todos os negócios que querem gerar impactos positivos reais.

O que você acha?

Leia mais sobre criar conversas relevantes com os clientes

(Imagem: Liwordson / Nappy)

 


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Redes sociais são para comunicação, não para conexão

As redes sociais são ao mesmo tempo uma maravilha e uma complicação. Individualmente ou como sociedade ainda temos muita dificuldade em usar o lado bom do Facebook e afins sem nos perdermos nos problemas que estas mesmas ferramentas causam. A pesquisadora Brené Brown tem uma boa ideia de como podemos resolver esse dilema.

Provocada pelo fotógrafo Chase Jarvis a mostrar a face positiva das redes sociais, ela explicou:

“Acho que as mídias sociais são ferramentas de conexão ruins. Se nós as estivermos usando para falar uns com os outros, eu acho que elas são muito úteis. Se nós as estivermos usando como nossa única forma de conexão com os outros, elas nos deixam na mão”

Ela continua explicando que, atualmente, mantém contato via internet com a melhor amiga, Eleanor, mas que a relação das duas é forte não por conta das conversas pelo Facebook, e sim, por causa de todas as horas que elas já passaram juntas na vida real conversando, dirigindo, dando risadas. Ou seja, as redes sociais não substituem uma conexão verdadeira com outra pessoa, mas nos ajudam a manter a comunicação com quem está longe.

Brenè Brown estuda vulnerabilidade e vergonha há mais de 20 anos e é autora de diversos livros sobre o assunto. Recentemente, ela estreou um especial na Netflix no qual resume o que aprendeu nessas duas décadas de pesquisa. Entre os temas que ela aborda, um dos que eu mais gostei foi sobre como enfrentar os troll da internet (e da vida real).

Chase Jarvis é fundador do Creative Live um site com aulas, vídeos, podcasts e artigos sobre criatividade.

A entrevista de Jarvis com Brené está neste vídeo. O papo sobre redes sociais acontece aos 36m25s.

 


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O troll não importa

Foi uma ótima coincidência. Algumas semanas atrás, conversei com uma cliente sobre como lidar com comentários negativos na internet. Estávamos planejando uma série de publicações e ela queria se preparar para responder adequadamente tanto retornos bons quanto ruins. Combinamos que xingamentos seriam simplesmente apagados. Aí, dias atrás, vi o especial de Brené Brown na Netflix e, durante a palestra, ela dá a melhor razão possível para não levarmos a sério certa críticas que recebemos online: a opinião do troll não importa.

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Brené é pesquisadora e há duas décadas estuda como nós humanos lidamos com a vergonha e a vulnerabilidade. Autora de vários livros, ela estreou em abril um programa no canal de streaming, uma palestra gravada ao vivo na qual resume a principal ideia de seu trabalho: viver nossa verdade abertamente é correr riscos, mas é também a única forma de encontrarmos significado, amor, pertencimento e paz. Para abrir a conversa, ela conta sobre as críticas que recebeu quando gravou o primeiro TED Talk. A apresentação foi postada no YouTube e os comentários sobre ela ser gorda, feia e velha se multiplicaram na mesma proporção que a conteúdo ficava mais popular.

Claro que as reações iniciais de Brené foram de vergonha, inadequação, rejeição. Depois, quase por acaso, ela se deparou com uma citação de Theodore Roosevelt que mudou a forma como ela passou a encarar as críticas de trolls online. A ideia do ex-presidente americano (escrita muito antes da internet, claro) nos ajuda a decidir que comentários apagar no nosso site / canal / blog, mas também nos auxilia a seguir em frente com qualquer projeto de vida, encarando nossas próprias falhas. Roosevelt disse:

“Não é o crítico que conta; nem é o homem que ressalta como o forte que tropeça ou onde aquele que está fazendo o ato poderia tê-lo feito melhor. O crédito pertence ao homem que está, de fato, na arena, cuja face está suja de poeira e suor e sangue; aquele que se esforça bravamente; aquele que erra, que falha de novo e de novo, porque não há esforço sem erros ou falhas; aquele que se esforça para fazer o ato, aquele que conhece grande entusiasmo, e grande devoção, aquele que se usa para uma causa valorosa, aquele que, no melhor resultado conhecerá o triunfo de uma grande conquista, e que, no pior resultado, se ele falhar, pelo menos terá falhado enquanto ousava grandemente. Desta forma, seu lugar nunca será com aquelas almas frias e tímidas que nunca conhecerão nem vitória nem derrota”.


Imagem: Brene Brown

Imagem de cabeçalho: Clark Young no Unsplash


 


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