Jornalismo

Está insatisfeito com a imprensa? Pague por ela.

“Como posso dizer à mídia que não queremos ver notícias que mais parecem um reality show, que queremos substância, que esperamos um jornalismo atento? Como podemos ter algum impacto na mídia?” 

Essa pergunta foi feita para Tommy Vietor, ex-porta-voz do departamento de segurança nacional dos EUA durante a gestão de Barack Obama e, hoje, podcaster e fundador da Crooked Media. Quem se identifica com essa angústia? Eu, me identifico. E você?

Em geral, nós estamos estamos insatisfeitos com a imprensa. Achamos que nossos veículos de notícia são tendenciosos e estamos cansados de ver “matérias” sensacionalistas. Mas como resolver esse problema? Para Vietor, a solução está no seu bolso.

Sem titubear, ele deu a seguinte resposta para a pergunta acima. “É fácil. Pague por conteúdo bom. Não assista a conteúdo ruim”. 

 Vietor, do Pod Save America, acha devemos pagar por bom jornalismo online.   (Descrição da imagem: Ex-porta-voz do governo Obama está sentado em uma poltrona e sorri enquanto apresenta seu podcast)

Vietor, do Pod Save America, acha devemos pagar por bom jornalismo online. 

(Descrição da imagem: Ex-porta-voz do governo Obama está sentado em uma poltrona e sorri enquanto apresenta seu podcast)

Ok. Eu, você e, certamente também, Vietor, sabemos que não é tão simples assim. Mas está claro que precisamos apoiar o jornalismo bem feito. Vamos fazer isso?

Escolha um veículo (ou repórter) que você acha interessante e estreite a relação com ele. Mande sugestão de pauta, faça perguntas, compartilhe conteúdos, elogie. E, principalmente, pague pelo conteúdo. Existem várias plataformas de jornalismo independente que merecem seu dinheiro. 

Esses são alguns dos veículos que apoiei (com dinheiro!) recentemente:

AzMina
Nexo
Marco Zero

Vamos nessa? 

Imagem: Pixabay e Wikipedia

 


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Não tem tempo para ler notícia? Ouça matérias narradas!

Uns meses atrás eu salvei um artigo para ler e não completei a tarefa por dias e dias. Aquilo estava começando a me incomodar. Era um artigo da revista The Atlantic que afirmava com todas as letras que Trump era racista e porquê. A mídia e os analistas políticos americanos só falavam dessa matéria. E eu lá, perdida na história porque não tinha lido. Mas o texto era longo, páginas e mais páginas, quem tem tempo? 

Aliás, quem nunca salvou um artigo para ler depois e… nunca mais voltou ao link?

 (Descrição da imagem: Mulher seleciona um conteúdo no celular. Ela está usando fones de ouvido ligados ao celular. A mulher está sentada no chão de madeira da sua casa)

As vantagens das matérias narradas

Meu problema com a The Atlantic foi resolvido em segundos quando descobri que a publicação disponibiliza narrações dos textos. O leitor tem acesso à versão escrita ou pode ouvir à matéria. Baixei o app, selecionei o artigo, e ouvi tudo enquanto lavava os pratos. 

Há alguns meses eu também comecei a trabalhar com matérias narradas. Depois de muito tempo procurando uma solução neste formato, encontrei e fechei parceria com a Vooozer. A empresa de Curitiba faz narrações de conteúdo para todo o Brasil, disponibilizando uma plataforma de envio e recebimento de arquivos para os clientes. Uma vez realizadas, recebidas e revisadas, as narrações podem ser postadas em sites e blogs. 

No momento, meu cliente Endovascular Brasil está usando a solução. O site do aplicativo já tem várias matérias narradas. Todos os áudios também podem ser baixados para serem ouvidos offline. Não é uma ótima forma de se atualizar mesmo com pouco tempo disponível?

Imagem: Pixabay / Creative Commons

 

 


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Devemos parar de ler notícias no Facebook

Vocês viram Mark Zuckerberg todo estropiado na capa da Wired?

 Fonte:  Wired   (Descrição da imagem: Foto da capa da revista Wired. A capa é uma imagem feita em computador que mostra Mark Zuckerberg com arranhões por todo o rosto, um corte no canto na boca e um curativo na sobrancelha direita)

Fonte: Wired

(Descrição da imagem: Foto da capa da revista Wired. A capa é uma imagem feita em computador que mostra Mark Zuckerberg com arranhões por todo o rosto, um corte no canto na boca e um curativo na sobrancelha direita)

A revista trouxe, esse mês, uma matéria longa (mais de 50 fontes!) sobre os últimos dois anos dentro do Facebook e as porradas que a rede levou. O principal problema nesse período? A relação da plataforma de Zuckerberg com os veículos de notícia, as fake news e os posts gerados apenas para conturbar a discussão política nos EUA.

Depois de ler tudo (demorei três dias), cheguei a conclusão de que a solução não é sair do Facebook e falar mal da rede. O que precisamos fazer é mudar como nos relacionamos com ela. E o principal passo é o seguinte: devemos parar de ler notícias no Facebook.

Facebook não é veículo de informação

A matéria da Wired explica muito bem um dilema que tem assombrado o Facebook: ser ou não uma empresa de mídia. Mark continua dizendo que a rede é um lugar para encontrar amigos e parentes. O diretor da parte de notícias, disse o mesmo, recentemente.

Entretanto, o Facebook fechou várias parcerias com veículos de notícia, criou o Instant Articles para melhorar a visualização desse tipo de conteúdo, e investiu na criação de uma departamento de jornalistas para mediar os trending topics.

Em resumo: o Facebook não se diz uma empresa de mídia. Mas não para de flertar com esse mercado. 

E nós, usuários, ficamos como nessa bagunça?

O problema do gatekeeper único

Mesmo que estejamos muito cientes da complicada relação entre o Facebook e os veículos de notícias, temos um problema.

É muito preocupante que todos nós tenhamos trocado vários “gatekeepers” por apenas um. 

Antes da internet plenamente interativa, se usava o termo “gatekeeper” (o guardião do portão) para definir os curadores que tinha o “poder” de decidir que conteúdos seriam publicados. Revistas, programas de TV, jornais, eram guardiões. Os editores destes veículos escolhiam o que era notícia o que não era. E a gente só consumia. 

Com a evolução da internet, isso mudou. Em teoria, os guardiões perderam força. Eu agora posso ver notícia em qualquer lugar, de várias partes do mundo, de diferentes formatos, com variadas fontes. E eu posso também fazer a notícia ou o conteúdo. Eu sou consumidora e gatekeeper. Eu decido. 

Na teoria.

Na prática, não foi bem assim. Hoje, temos variedade sim. Mas temos um só portão. O Facebook. Todo conteúdo produzido na internet acaba parando no Facebook. Todo blog, canal do YouTube, livro digital, pesquisa na internet, site de notícia, é divulgado onde? Isso, no Facebook. Todos os rios desembocam nesse mesmo mar.

Isso é insustentável, porque coloca todas as nossas fontes de informação num mesmo funil, sob um mesmo algoritmo, dentro das mesmas regras. Toda notícia que você lê está à mercê das regras do Facebook. Isso não é só ruim, isso é insano!

A culpa é de Zuckerberg?

O Facebook é uma empresa que quer crescer sempre mais. A parceria com veículos de notícias é lucrativa e a rede não vai recuar tão cedo. 

Até acredito nos esforços declarados de Zuckerberg de tentar tornar essa relação mais clara, ética e transparente. Ainda assim, não podemos ter o Facebook como o único gatekeeper de todo conteúdo que consumimos na internet.

A solução, para mim, é variarmos nossa dieta de informação.

Pessoalmente, uso muito o Feedly para criar uma lista de leitura com todos os meus veículos favoritos. Já decidi a turbiná-lo e torná-lo meu “novo Facebook”.

Vamos voltar a visitar os sites de notícia, vamos acessar diretamente nossos blogs favoritos. Vamos ouvir podcasts pelos aplicativos, vamos ligar as notificações do YouTube.

Vamos abrir vários portões!

 


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Os melhores podcasts do mundo 

Onde você leu “os melhores podcasts do mundo”, leia “os melhores podcasts na minha humilde opinião”. Agora que tiramos a megalomania do caminho, posso dizer que, ano passado me tornei a louca dos podcasts. Assino uns 30 e ouço uns três por dia. Sigo tanto pods mais longos, com entrevistas e análises, e quanto outros mais curtos, com resumo das notícias do dia. Por isso, senti-me apta a sugerir meus favoritos: 

You are not so smart
O programa traz sempre entrevista com um ou mais pesquisadores sobre alguma nova forma de pensar. Em geral, as conversas são sobre sociologia ou psicologia da comunicação e as novidades da ciência nessas áreas. Detalhe “relevante”, a música de abertura é ótima.

Embedded
De toda a minha lista, o Embedded é um dos podcasts mais gostosinhos de acompanhar. A pauta do programa é espinhosa:  os bastidores dos negócios de Donald Trump, sua família e assessores próximos. Mas o formato faz com que a experiência de ouvir as matérias seja bem agradável.  Os repórteres criam uma narrativa bem resolvida. Não parece noticiário, parece que você está escutando alguém contar uma história muito interessante. Dá pra deitar no sofá e curtir.⠀

Podcasts

Pod Save America
Três comunicadores que trabalharam com Barack Obama se juntaram para fazer uma rede de podcasts (Crooked Media) e o principal produto da empresa é o Pod Save America. No programa, os três falam das últimas notícias políticas dos Estados Unidos de uma forma leve e despretensiosa. Até parece que você está numa roda de amigos.

ScienceVS
No ScienceVS, a jornalista Wendy Zuckerman escolhe uma ideia comum e vai atrás de evidências científicas para confirmá-la. Ou não. A última temporada discutiu comida orgânica, controle de armas, hipnose, ponto G, entre outros. O programa mistura ciência com humor tão bem que é impossível não aprender e dar risadas.

Ezra Klein Show
Geralmente, procuramos entrevistas com pessoas que gostamos. Nesse caso, eu gosto é do entrevistador. Ouvindo a esse podcast me peguei, várias vezes, pensando "que ótima pergunta" ou "que forma inteligente de abordar esse assunto". Ezra Klein é o fundador da Vox Media e, no programa, conversa pesquisadores, jornalistas  e estudiosos sobre temas atuais como a vida na Coreia do Norte, os impactos da tecnologia na nossa vida e feminismo.

The Bugle
Eles se denominam "um jornal em áudio para um mundo visual". É isso aí mesmo, sendo que é um jornal falso. O comediante Andy Zaltsman e seus convidados comentam as notícias da semana, inventam outras e destilam trocadilhos ruins. É risada garantida.

Mamilos
O melhor podcast do Brasil
, mas assim, de longe! O programa aborda temas difíceis e amplos sempre com generosidade e inteligência. Elas já falaram de autismo à Venezuela, de Handmaid's Tale ao paradoxo da tolerância.  As conversas são super do bem e procuram entender, explicar e discutir tudo com profundidade, mostrando diferentes lados.

Politiquês
É o podcast do jornal Nexo. Um programinha rápido no qual um conceito ou ideia política é explicada ao som de música brasileira atual e moderninha. As últimas edições falaram sobre o que faz um deputado, o que são medidas provisórias e a viabilidade de Marina Silva como terceira via no Brasil.

 


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Como será o jornalismo no Brasil em 2018?

 


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Precisamos entrevistar mulheres

Dependendo do assunto, sempre que formos procurar fontes para conversar, a maioria dos contatos que encontraremos será de homens. Não há nada de errado em entrevistar homens. Mas, no meio científico, existe uma desproporção grande entre a divulgação de trabalhos feitos por homens e aqueles feitos por mulheres. Para equilibrar as coisas nessa área, foi criado o site Mulheres Também Sabem.

Mas, quem?

“Você sabe que uma mulher tem que estar estudando esse tópico…, mas quem?”, pergunta o site. A proposta é resolver esse problema oferecendo uma lista de pesquisadoras com trabalhos interessantes em diferentes áreas.
 
Por enquanto, o site mostra fontes em campos de Ciências Sociais, Ciências Sociais Aplicadas e Humanidades. A iniciativa é baseada em uma ação semelhante de mulheres americanas que criaram o Women Also Know Stuff.

É cientista? Cadastre-se

E para as mulheres cientistas fantásticas que estão lendo isso, um pedido: cadastre-se no site! Além de fornecer suas credenciais para jornalistas interessados, a página ainda oferece orientações sobre como lidar com as demandas da mídia.

 


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Uma alternativa ao telejornalismo tradicional

Já faz algum tempo que cansei do formato tradicional de jornalismo televisivo. Por isso, fico de olho em propostas diferentes e criativas que surgem. Uma das descobertas interessantes que fiz recentemente foi o Beme News
 
O canal é um empreendimento conjunto de Casey Neistat, um dos maiores youtubers do mundo, com a CNN. Já acompanho Neistat há anos. Os vlogs do cara são trabalhos fantásticos de edição. Fiquei curiosa quando ele lançou o app Beme, baixei, testei, mas não era para mim. Não fiquei muito surpresa de saber que a ferramenta estava com dificuldades de decolar. Mas aí, veio a CNN. 

CNN + Youtube

O canal de notícias comprou o app de Neistat e… Pronto só isso. Ninguém soube mais nada. Mas fiquei já com o radar ligado. Muitos meses depois eles anunciaram que fariam um trabalho juntos e Casey começou a fazer vídeos que eram meio vlogs, meio coberturas jornalísticas. Eram bons, mas, para mim, faltava alguma coisa. Acho que minha maior implicância era com o fato de Casey ser a maior “estrela” dos vídeos (uma característica de vlogs) quando eu queria que o fato que ele estava acompanhando fosse o foco das atenções (uma característica do jornalismo). 
 
Já tinha deixado pra lá quando meu irmão Tito me avisou que um novo canal estava no ar. Era o Beme News, finalmente um resultado mais jornalístico da junção CNN + Neistat. Os conteúdos desse espaço são bem interessantes! 
 
A proposta continua sendo uma mistura de vlog com reportagem. Os vídeos mostram tanto a notícia em si, como a perspectiva do repórter. É um jornalismo desconstruído que eu acho legal de assistir, menos engessado. 

Não dá para desligar a TV ainda  

O formato tem problemas, claro. Sempre me pergunto se uma novidade pode substituir o jornalismo tradicional e, nesse caso, a resposta é não. Nas coberturas do Beme News, as histórias ficam pequenas. Por exemplo, quando foram mostrar a devastação causada pelo furacão Harvey, a matéria contou o caso de uma família que a repórter achou via Twitter. Foi super bem feito e eu gostei de assistir (ao contrário de coberturas tradicionais que me dão agonia). Mas o Beme News não mostrou todo o assunto, a grande história. Eles mostram um caso dentro de um acontecimento maior. Então, ainda não dá para desligar a TV e só assistir notícias via propostas inovadoras da internet. Seria ainda algo auxiliar. Você teria que ver a notícia do furacão “tradicionalmente” no Jornal Nacional e, depois, ver no Beme News a história particular de alguém afetado por ele.  

(Eu posso estar completamente errada. Se você souber de uma iniciativa que substitua o telejornal perfeitamente com uma proposta interessante, me avisa por favor!!!) 

Participação de quem assiste  

Uma proposta boa, mas problemática é a participação do público. É importante, tem que existir, mas nossa como é difícil. Sempre penso nas bobagens que os engraçadinhos tentam emplacar naquelas perguntas que aparecem na tela durante os jogos de futebol. Ou aquelas cartas de opinião totalmente sem noção que os jornais têm que publicar. Sem falar no inferno na Terra chamado comentários do G1. Para mim, o pior problema é: como obter perguntas interessantes do público?  

A Beme News tem um app para que os usuários mandem perguntas em formato de vídeo. Em um dos vídeos do canal, a proposta foi chamar um especialista em relações internacionais para responder perguntas sobre a Coreia do Norte mandadas pelo app. De cara, fiquei com o pé atrás. Mas o resultado, vejam só, foi interessante! Perguntas bobas aconteceram, mas as respostas foram boas. Por exemplo: qual é a melhor comida da país? Ou, a minha favorita, por que Kim Jong-Un usa aquele corte de cabelo horroroso? (Aparentemente, é para se parecer com o avô dele). 

Tenho perguntas

Vou continuar acompanhando o canal e recomendo! 
Mas, olha, bem que eu queria entrevistar algum dos responsáveis porque ainda tenho perguntas: 
Como a CNN participa? 
Quem edita, escolhe as pautas, seleciona as perguntas? 
Fico achando que a CNN faz a parte inicial de pautar e produzir, e a turma de Neistat faz a mão na massa e a edição.  
Por enquanto, essa está parecendo ser uma boa receita para fazer um jornalismo diferente que eu acho que precisamos tanto. 

 


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Tudo o que já conversamos na news

Dia desses, mexendo no Mailchimp, encontrei algo que eu tinha que compartilhar com vocês. 
Lá está disponível uma lista com todas as news que vocês já receberam de mim nos últimos meses. Foram 14 e-mails e muita alegria envolvida. Já falei que adoro fazer a news? Já, né? Eu falo isso o tempo todo. 

Um detalhe que me deixou com um sorrisinho no canto da boca foi a variedade de temas sobre os quais a gente conversou nesse tempo. Tenho orgulho da news ser essa salada de assuntos legais que no final acabam combinando.  

Eu acho que fake news tem tudo a ver controle de comentários que tem tudo a ver com esse jornal maluco que resolveu encarnar as notícias num teatro. 

O fato de estarmos inundados de dados faz com que a gente consuma notícias de forma errada. Talvez isso tenha tudo a ver com a nossa tendência de brigar na internet

O Conto da Aia combina com feminismo, que combina com ativismo pacifista.  

E Yuval Harari, que eu cito sempre, tem muito a ver com tudo isso. O best-seller dele se chama "Uma breve história da humanidade" , ora essa. 

Estamos aqui conversando sobre comunicação, arte, música, criatividade e tudo que surgir no caminho. Temos até uma news só sobre como conversar com estranhos pode ser legal! 
 
Enfim. Eu estou me divertindo, e vocês?
Mandem sugestões de pauta e comentários. 

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Os podcasts mais difíceis de ouvir

[AVISO DE TEMA SENSÍVEL: esse post vai abordar saúde mental de uma forma muito direta. Se esse assunto for perturbador para você, não leia]
 
Demorei semanas para escrever esse post. Achei que seria muito interessante falar sobre dois episódios de podcasts muito bons, mas muito difíceis que ouvi há um tempo. Não percebi que seria complicado traduzir em palavras o que senti. Esse post não será perfeito, mas será o melhor que eu posso fazer sobre esse tema. Vamos lá.
 
A verdade é que eu também demorei dias para conseguir ouvir os episódios inteiros. Eu parava os áudios para respirar fundo. Chorar foi inevitável. Quis escrever sobre eles porque não é todo dia que a gente se depara com uma produção jornalística que cause essas reações.
 

Uma conversa difícil

O podcast With Friends Like These é sobre “conversas difíceis”, esse é o slogan do programa. Na maior parte das vezes, os tópicos são políticos, mas há algumas semanas, eles resolveram falar sobre suicídio. 
 
Claro que o tema por si só já indica uma matéria densa. Mas o diferente nesse caso é que não houve nenhuma entrevista. Ana Marie Cox, a apresentadora do podcast, e um convidado, outro jornalista que mantém um programa sobre depressão, contaram suas próprias experiências. Ele falou sobre o suicídio do irmão e como ele se sente culpado pelo o que aconteceu. Cox falou sobre sobre como ela mesma tentou suicídio. 
 
Pausei muitas vezes para respirar antes de ouvir toda a história. Eu sofri, mas achei muito admirável o esforço e a honestidade dos jornalistas em abrirem suas próprias vidas para abordar um tema tão difícil. É possível sentir como foi duro para eles fazer o
programa. 
 
[Não custa lembrar que, se você tiver passando por um momento difícil e precisar de ajuda, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida]

Quebrando estereótipos

Eu nunca tinha parado uma matéria no meio para chorar. Foi isso que eu fiz durante o episódio do podcast Science VS sobre aborto. 
 
Novamente, não é um tema fácil, mas foi o formato que deu mais impacto à reportagem. O podcast tem como objetivo investigar se o conhecimento popular sobre um assunto realmente faz sentido científico. Neste episódio, o programa investigou, entre outras coisas, se afirmações sobre “o tipo de mulher” que recorre a um aborto são de fato reais. A conclusão é que não. Nenhuma das críticas mais comuns corresponde à realidade. 
 
Para mostrar isso, a reportagem foi a uma clínica de aborto no interior dos Estados Unidos entrevistar médicos e pacientes. O depoimento das mulheres são emocionantes. Mas foram os dados foi o que me fizeram chorar. É difícil não sentir nada quando a gente compara o que realmente acontece na vida dessas pessoas com todo tipo de comentário e estereótipo, sempre muito cruéis, que se faz delas. Essa injustiça me deixou muito triste.
 


 
Mais sobre o With Friends Like These: Trocando Ideia Com Quem Pensa Diferente

Mais sobre o Science VS: Comida Orgânica Não Serve Para Nada

 

 


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Doe seu aniversário para a Revista AzMina!

E se ao invés de ganhar presente você apoiar o jornalismo feminista?

Ei, você! Você aí que curte o trabalho d’AzMina! Você que tem seu trabalho, sua vida, sua família, mas que a cada esquina encontra aquele pensamento: “eu preciso fazer algo contra o machismo”. Você só precisa fazer aniversário. Acreditar em algo custa, e fazer jornalismo com base no que a gente acredita custa também. Jornalismo independente depende de quem acredita esse projeto.

E se ao invés de ganhar mais uma blusinha que vai ficar esquecida no fundo do armário ou um pacote de meias da tia, você convidar seus amigos a converter seus presentes em doações para a Revista AzMina?

O dinheiro que a gente receber pelas suas velinhas vai ajudar a tirar do papel 12 grandes séries investigativas cujos temas vão da exploração sexual nas rodovias mineiras à realidade das mulheres nas Forças Armadas (o projeto completo está aqui). Interessou? Olha só como funciona:

Seu aniversário vai virar um crowdfunding – uma espécie de vaquinha virtual – na plataforma Juntos, nossa parceira nesse projeto, e vai ter uma página só dele! Todo o valor arrecadado vai ser diretamente direcionado para as bolsas de reportagens e, pra te agradecer pelo apoio, temos um presente especial pra você: um kit especial AzMina que inclui um livro “Você já é feminista”, um porta-lata d’AzMina e uma palestra de introdução ao feminismo com nossa equipe – além de espaço vitalício em nossos corações!

Mas a gente vai precisar de um esforcinho seu, porque ao contrário do que muita gente pensa, crowdfunding não é escrever um projeto, botá-lo no ar e esperar sentado. Crowdfunding é vestir a camisa de algo em que você acredita e contar pra todo mundo que você encontrar. Quanto mais você fizer os olhos das pessoas brilharem, maior será a arrecadação. A boa notícia é que é seu aniversário e todo mundo que gosta de você tá a fim de te fazer um agrado. É a fome agarradinha com a vontade de comer!

Animou? Aqui tem um exemplo pra te inspirar. Mas você é livre pra deixar o seu com a sua cara, ok? Olha o passo a passo:

  • No site da Juntos, faça o login ou crie um cadastro;
  • Entre em “enviar projetos”, lá no topo e preencha todos os campos;
  • Você vai precisar criar um título (seja direto!) e um texto curto em que explica porque esse projeto para o qual você está pedindo doações é importante. Você conhece seu público e suas motivações! Manda bala e arrasa!
  • Sugerimos uma meta mínima de R$ 800, mas o céu é o limite! É legal pensar em um número que seja desafiador, mas o tamanho e o poder aquisitivo das suas redes também são importantes aqui. Aniversariantes que baterem a meta vão ganhar o kit com livro, porta-lata e palestra (envio pra qualquer ponto do Brasil, palestra em São Paulo); Duração: 10 dias. Categoria: Direitos Humanos;
  • Clique em “salvar e continuar” e, na página seguinte, em “salvar”;
  • Agora você precisa inserir a URL do seu vídeo. Sim, vídeo! Pode ser gravado no celular mesmo. É que dá muito mais vontade de doar quando a gente vê a carinha do nosso amigo ou amiga, né? Por isso que o vídeo é tão importante!
  • Você também vai precisar inserir algumas imagens. No campo “parceiros do projeto”, não se esqueça de incluir o nosso logo, que você pode baixar aqui.
  • Terminou? Clique lá no topo em “enviar projeto para análise”. Na sequência copie e cole o link do seu projeto e mande para a Juntos no email mariacarolina@juntos.com.vc, pra que eles possam fazer a vinculação do seu crowdfunding com a arrecadação d’AzMina. Importante: o título do seu email deve ser “aniversário com AzMina”, e junto com o link você deve mandar a data de lançamento do seu crowdfunding (10 dias antes do seu aniversário ou da data em que pretende comemorar).

Pronto! Agora é só esperar o lançamento do seu crowdfunding pra espalhar para os amigos! Aproveite que você está com a faca e o queijo na mão e estimule a turma a tirar o escorpião do bolso!

A generosidade dos nossos doadores possibilita que a gente continue produzindo conteúdo aberto e gratuito para que pessoas que não podem pagar por informação também tenham acesso a um jornalismo de qualidade. AzMina agradece de coração e te deseja um feliz aniversário!

 

Esse texto é de autoria da Revista AzMina (www.azmina.com.br). A publicação permite a reprodução de seus conteúdos.

 


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